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LÍNGUA PORTUGUESA

1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.

“O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.”

(em Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa)

Escreverparamatarotempo.Escreverporobrigação.Escreverporprofissão.Escreverparatornarpresenteaausência.Escrever para manter próximos os elos distantes. Escrever para vencer o espaço e o tempo. Escrever para se encontrar ou se perder de vez.

Escrever para dar vida eterna ao instante efêmero. Escrever para se sentir solitário, mas escrever para ter companhia na solidão.

Escrever para se conhecer nas entranhas, mas escrever para romper a espessa crosta da individualidade. Escrever para criar pontes em busca do outro. Escrever para ter a marca registrada do ser pensante. Escrever para explodir ou domar a paixão. Escrever como treino de inteligência ou para admirar a loucura da lucidez. Escrever para criar um ritual em que o homem é a própria magia. Escrever para se firmar como uma voz distinta no mundo. Escrever para aceitar, negar e transformar o mesmo mundo. Escrever para se sentir vivo e renovar o grande estoque de palavras-mundo que há em nós. Daqui surgem os textos.

A maioria das pessoas fala enquanto faz alguma coisa. Numa partida de futebol, os jogadores não só correm e chutam, mas gritam, advertem, perguntam. Difícil é ler e ao mesmo tempo fazer outra coisa. Ao lermos, a realidade em torno de nós tende a sumir de nossa atenção, porque ficamos concentrados naquilo que o texto nos diz.

“Na leitura, é importante descobrir o que é relevante em cada texto e conseguir situar-se convenientemente no ponto de observação escolhido pelo autor, compreendendo suas intenções e propósitos”.

A importância dada às questões de interpretação de textos deve-se ao caráter interdisciplinar, o que equivale dizer que a competência de ler texto interfere decididamente no aprendizado em geral, já que boa parte do conhecimento mais importante nos chega por meio da linguagem escrita. A maior herança que a escola pode legar aos seus alunos é a competência de ler com autonomia, isto é, de extrair de um texto os seus significados. Num texto, cada uma das partes está combinada com as outras, criando um todo que não é mero resultado da soma das partes, mas da sua articulação. Assim, a apreensão do significado global resulta de várias leituras acompanhadas de várias hipóteses interpretativas, levantadas a partir da compreensão de dados e informações inscritos no texto lido e do nosso conhecimento do mundo.

Os diferentes níveis de leitura

Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passa- mos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumula- tivas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura.

O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura pos- terior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o texto. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:

-Por que ler este livro?

-Será uma leitura útil?

-Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar?

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Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um texto sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro.

O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o texto na pré-leitura, analisamos. Para isso, é im- prescindível que saibamos em qual gênero o texto se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, uma notícia de jornal, revista, entrevista, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um texto teórico, que requeira me- morização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do texto em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o texto, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento!Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento.

O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qual- quer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o texto e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o. Aproveite bem esta etapa de leitura.

Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas apren- dizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode com- preender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Observe agora os trechos sublinhados, trace um diagrama sobre o texto, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias poste- riores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao texto, consultamos as anotações. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

Ideias Núcleo

O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo:

“Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o inconsciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.

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Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.”

(Salvatore D’Onofrio)

Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o inconsciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o inconsciente e subconsciente.

Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”.

Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.

Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual.

QUESTÕES

(CESPE/UnB – Analista do MPU – Apoio Jurídico/2013)

Se considerarmos o panorama internacional, perceberemos que o Ministério Público brasileiro é singular. Em nenhum outro país, há um Ministério Público que apresente perfil institucional semelhante ao nosso ou que ostente igual conjunto de atribuições.

Do ponto de vista da localização institucional, há grande diversidade de situações no que se refere aos Ministérios Públicos dos demais países da América Latina. Encontra-se, por exemplo, Ministério Público dependente do Poder Judiciário na Costa Rica, na Colômbia e, no Paraguai, e ligado ao Poder Executivo, no México e no Uruguai.

Constata-se, entretanto, que, apesar da maior extensão de obrigações do Ministério Público brasileiro, a relação entre o número de integrantes da instituição e a população é uma das mais desfavoráveis no quadro latino-americano. De fato, dados recentes indicam que, no Brasil, com 4,2 promotores para cada 100 mil habitantes, há uma situação de clara desvantagem no que diz respeito ao número relativo de integrantes. No Panamá, por exemplo, o número é de 15,3 promotores para cada cem mil habitantes; na Guatemala, de 6,9; no Paraguai, de 5,9; na Bolívia, de 4,5. Em situação semelhante ou ainda mais crítica do que o Brasil, estão, (l.11) por exemplo, o Peru, com 3,0; a Argentina, com 2,9; e, por fim, o Equador, com a mais baixa relação: 2,4. É correto dizer que há nações (l.12) proporcionalmente com menos promotores que o Brasil. No entanto, as atribuições do Ministério Público brasileiro são muito mais (l.13) extensas do que as dos Ministérios Públicos desses países.

Maria Tereza Sadek. A construção de um novo Ministério Público resolutivo. Internet: <https://aplicacao.mp.mg.gov.br> (com adaptações).

(l.11) – linha 11 no texto original

(l.12) – linha 12 no texto original

(l.13) – linha 13 no texto original

Julgue os itens seguintes com (C) quando a afirmativa estiver Correta e com (E) quando a afirmativa estiver Errada. Itens relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima.

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01. Os dados expostos no terceiro parágrafo indicam que os profissionais do Ministério Público brasileiro são mais eficientes que os dos órgãos equivalentes nos demais países da América do Sul.

02. Com base nos dados apresentados no texto, é correto concluir que a situação do Brasil, no que diz respeito ao número de promotores existentes no Ministério Público por habitante, está pior que a da Guatemala, mas melhor que a do Peru.

03. Seriam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto se, feitos os devidos ajustes nas iniciais maiúsculas e minúsculas, o período “É correto (...) o Brasil” (l.11-12) fosse iniciado com um vocábulo de valor conclusivo, como logo, por conseguinte, assim ou porquanto, seguido de vírgula.

04. O objetivo do texto é provar que o número total de promotores no Brasil é menor que na maioria dos países daAmérica Latina.

05. No primeiro período do terceiro parágrafo, é estabelecido contraste entre a maior extensão das obrigações do Ministério Público brasileiro, em comparação com as de órgãos equivalentes em outros países, e o número de promotores em relação à população do país, o que evidencia situação oposta à que se poderia esperar.

06. No último período do texto, a palavra “atribuições” está subentendida logo após o vocábulo “as” (l.13), que poderia ser substituído por aquelas, sem prejuízo para a correção do texto.

07. Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto se o primeiro parágrafo fosse assim reescrito: Quando se examina o contexto internacional, concluímos que não há situação como a do Brasil no que se refere a existência e desempenho do Ministério Público.

(VUNESP – TJ-SP – 2013)

Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.

Aética da fila

SÃO PAULO – Escritórios da avenida Faria Lima, em São Paulo, estão contratando flanelinhas para estacionar os carros de seus profissionais nas ruas das imediações. O custo mensal fica bem abaixo do de um estacionamento regular. Imaginando que os guardadores não violem nenhuma lei nem regra de trânsito, utilizar seus serviços seria o equivalente de pagar alguém para ficar na fila em seu lugar. Isso é ético?

Como não resisto aos apelos do utilitarismo, não vejo grandes problemas nesse tipo de acerto. Ele não prejudica ninguém e deixa pelo menos duas pessoas mais felizes (quem evitou a espera e o sujeito que recebeu para ficar parado). Mas é claro que nem todo o mundo pensa assim.

Michael Sandel, em “O que o Dinheiro Não Compra”, levanta bons argumentos contra a prática. Para o professor de Harvard, dublês de fila, ao forçar que o critério de distribuição de vagas deixe de ser a ordem de chegada para tornar-se monetário, acabam corrompendo as instituições.

Diferentes bens são repartidos segundo diferentes regras. Num leilão, o que vale é o maior lance, mas no cinema prepondera a fila. Universidades tendem a oferecer vagas com base no mérito, já prontos-socorros ordenam tudo pela gravidade. O problema com o dinheiro é que ele é eficiente demais. Sempre que entra por alguma fresta, logo se sobrepõe a critérios alternativos e o resultado final é uma sociedade na qual as diferenças entre ricos e pobres se tornam cada vez mais acentuadas.

Não discordo do diagnóstico, mas vejo dificuldades. Para começar, os argumentos de Sandel também recomendam a proibição da prostituição e da barriga de aluguel, por exemplo, que me parecem atividades legítimas. Mais importante, para opor-se à destruição de valores ocasionada pela monetização, em muitos casos é preciso eleger um padrão universal a ser preservado, o que exige a criação de uma espécie de moral oficial – e isso é para lá de problemático.

(Hélio Schwartsman, Aética da fila. Folha de S.Paulo,

08. Em sua argumentação, Hélio Schwartsman revela-se

(A)perturbado com a situação das grandes cidades, onde se acabam criando situações perversas à maioria dos cidadãos.

(B)favorável aos guardadores de vagas nas filas, uma vez que o pacto entre as partes traduz-se em resultados que satisfazem a

ambas.

(C)preocupado com os profissionais dos escritórios da Faria Lima, que acabam sendo explorados pelos flanelinhas.

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(D)indignado com a exploração sofrida pelos flanelinhas, que fazem trabalho semelhante ao dos estacionamentos e recebem

menos.

(E)indiferenteàsnecessidadesdosguardadoresdevagasnasfilas,poiselespriorizamvantagenseconômicasfrenteàsnecessidades alheias.

09. Ao citar Michael Sandel, o autor reproduz desse professor uma ideia contrária à

(A)venda de uma vaga de uma pessoa a outra, sendo que aquela ficou na fila com intenção comercial. O autor do texto concorda com esse posicionamento de Sandel.

(B)comercialização de uma prática que consiste no pagamento a uma pessoa para que ela fique em seu lugar em uma fila. O autor do texto discorda desse posicionamento de Sandel.

(C)criação de uma legislação que normatize a venda de vagas de uma fila de uma pessoa a outra. O autor do texto discorda desse posicionamento de Sandel.

(D)falta de incentivo para que a pessoa fique em uma vaga e, posteriormente, comercialize-a com quem precise. O autor do texto discorda desse posicionamento de Sandel.

(E)falta de legislação específica no que se refere à venda de uma vaga de uma pessoa que ficou em uma fila guardando lugar a outra. O autor do texto concorda com esse posicionamento de Sandel.

10. Nas considerações de Sandel, o dinheiro

(A)cria caminhos alternativos para ações eficientes, minimizando as diferenças sociais e resguardando as instituições.

(B)anda por diversos caminhos para ser eficiente, rechaçando as diferenças sociais e preservando as instituições.

(C)está na base dos caminhos eficientes, visando combater as diferenças sociais e a corrupção das instituições.

(D)é eficiente e abre caminhos, mas reforça as desigualdades sociais e corrompe as instituições.

(E)percorre vários caminhos sem ser eficiente, pois deixa de lado as desigualdades sociais e a corrupção das instituições.

Leia o texto para responder às questões de números 11 e 12.

O que é ler?

Começo distraidamente a ler um livro. Contribuo com alguns pensamentos, julgo entender o que está escrito porque conheço a língua e as coisas indicadas pelas palavras, assim como sei identificar as experiências ali relatadas. Escritor e leitor possuem o mesmo repertório disponível de palavras, coisas, fatos, experiências, depositados pela cultura instituída e sedimentados no mundo de ambos.

De repente, porém, algumas palavras me “pegam”. Insensivelmente, o escritor as desviou de seu sentido comum e costumeiro e elas me arrastam, como num turbilhão, para um sentido novo, que alcanço apenas graças a elas. O escritor me invade, passo a pensar de dentro dele e não apenas com ele, ele se pensa em mim ao falar em mim com palavras cujo sentido ele fez mudar. O livro que eu parecia soberanamente dominar apossa-se de mim, interpela-me, arrasta-me para o que eu não sabia, para o novo. O escritor não convida quem o lê a reencontrar o que já sabia, mas toca nas significações existentes para torná-las destoantes, estranhas, e para conquistar, por virtude dessa estranheza, uma nova harmonia que se aposse do leitor.

Ler, escreve Merleau-Ponty, é fazer a experiência da “retomada do pensamento de outrem através de sua palavra”, é uma reflexão em outrem, que enriquece nossos próprios pensamentos. Por isso, prossegue Merleau-Ponty, “começo a compreender uma filosofia deslizando para dentro dela, na maneira de existir de seu pensamento”, isto é, em seu discurso.

(Marilena Chauí, Prefácio. Em: Jairo Marçal,

Antologia de Textos Filosóficos. Adaptado)

11.Com base nas palavras de Marilena Chauí, entende-se que ler é

(A) um ato de interação e de desalojamento de sentidos cristalizados.

(B) uma atividade em que a contribuição pessoal está ausente.

(C) uma reprodução automatizada de sentidos da ideologia dominante.

(D) um processo prejudicado pela insensibilidade do escritor.

(E) um produto em que o posicionamento do outro se neutraliza.

12.Com a frase – O escritor me invade, passo a pensar de dentro dele e não apenas com ele... – (2.º parágrafo), a autora revela

que

(A) sua visão de mundo destoa do pensamento do escritor.

(B) seu mundo agora deixa de existir e vale o do escritor.

(C)sua reflexão está integrada ao pensamento do escritor.

(D)seu modo de pensar anula o pensamento do escritor.

(E)seu pensamento suplanta a perspectiva do escritor.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(FCC – TRT-12ªRegião – 2013)

Para responder a questão de número 13, considere o texto abaixo.

As certezas sensíveis dão cor e concretude ao presente vivido. Na verdade, porém, o presente vivido é fruto de uma sofisticada mediação. O real tem um quê de ilusório e virtual.

Os órgãos sensoriais que nos ligam ao mundo são altamente seletivos naquilo que acolhem e transmitem ao cérebro. O olho humano, por exemplo, não é capaz de captar todo o espectro de energia eletromagnética existente. Os raios ultravioleta, situados fora do espectro visível do olho humano, são, no entanto, captados pelas abelhas.

Seletividade análoga preside a operação dos demais sentidos: cada um atua dentro de sua faixa de registro, ainda que o grau de sensibilidade dos indivíduos varie de acordo com idade, herança genética, treino e educação. Há mais coisas entre o céu e a terra do que nossos cinco sentidos − e todos os aparelhos científicos que lhes prestam serviços − são capazes de detectar.

Aquilo de que o nosso aparelho perceptivo nos faz cientes não passa, portanto, de uma fração diminuta do que há. Mas o que aconteceria se tivéssemos de passar a lidar subitamente com uma gama extra e uma carga torrencial de percepções sensoriais (visuais, auditivas, táteis etc.) com as quais não estamos habituados? Suponha que uma mutação genética reduza drasticamente a seletividade natural dos nossos sentidos. O ganho de sensibilidade seria patente. “Se as portas da percepção se depurassem”, sugeria William Blake, “tudo se revelaria ao homem tal qual é, infinito”.

O grande problema é saber se estaríamos aptos a assimilar o formidável acréscimo de informação sensível que isso acarretaria. O mais provável é que essa súbita mutação – a desobstrução das portas e órgãos da percepção – produzisse não a revelação mística imaginada por Blake, mas um terrível engarrafamento cerebral: uma sobrecarga de informações acompanhada de um estado de aguda confusão e perplexidade do qual apenas lentamente conseguiríamos nos recuperar. As informações sensíveis a que temos acesso, embora restritas, não comprometeram nossa sobrevivência no laboratório da vida. Longe disso. É a brutal seletividade dos nossos sentidos que nos protege da infinita complexidade do Universo. Se o muro desaba, o caos impera.

(Adaptado de: Eduardo Gianetti, O valor do amanhã, São Paulo, Cia. das Letras, 2010. p. 139-143)

13. No texto, o autor

(A)lamenta o fato de que nossos sentidos não sejam capazes de captar a imensa gama de informações presentes no Universo.

(B)aponta para a função protetora dos órgãos sensoriais, cuja seletividade, embora implique perdas, nos é benéfica.

(C)constata que, com o uso da tecnologia, a percepção visual humana pode alcançar o nível de percepção visual das abelhas, e vir a captar raios ultravioleta.

(D)discorre sobre uma das máximas de William Blake, para quem a inquietação humana deriva do fato de não se franquearem as “portas da percepção”.

(E)comprova que alterações na percepção sensorial humana causariam danos irreparáveis ao cérebro.

Para responder às questões de números 14 e 15, considere o texto abaixo.

bem no fundo

no fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria

de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela − silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso maldito seja quem olhar pra trás, lá pra trás não há nada,

e nada mais

mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande,

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e aos domingos saem todos passear o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas

(Paulo Leminski, Toda Poesia, São Paulo, Cia. das Letras, 2013. p. 195)

14. Atente para o que se afirma abaixo.

I. Depreende-se do poema que é preciso mais do que apenas nosso desejo para a resolução de dificuldades.

II. Segundo o texto, o remorso deve ser evitado, bastando, para tanto, que não se evoque o passado a todo o momento. III. Infere-se do texto que as mágoas podem desaparecer na medida em que não forem cultivadas.

Está correto o que se afirma APENAS em:

(A)I e III.

(B)I e II.

(C)II e III.

(D)I.

(E)II.

15.a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela − silêncio perpétuo

Uma redação alternativa em prosa para os versos acima, em que se mantêm a correção, a lógica e, em linhas gerais, o sentido original, é:

(A)Um silêncio perpétuo, cairia sem remédio, sobre aquela mágoa, considerada nula a partir desta data.

(B)Aquela mágoa sem remédio fora, considerada nula, a partir desta data, sobre ela restando um silêncio perpétuo.

(C)Aquela mágoa sem remédio seria, a partir desta data, considerada nula e, sobre ela, cairia um silêncio perpétuo.

(D)Considerando-se nula aquela mágoa a partir desta data, restando sobre ela, um silêncio perpétuo.

(E)Aquela mágoa, sem remédio será, a partir desta data, considerada nula, caindo-se sobre ela, um silêncio perpétuo.

Respostas:

01-E (Afirmativa Errada)

No terceiro parágrafo constatamos que apesar da maior extensão de obrigações do Ministério Público brasileiro, a relação entre o número de integrantes da instituição e a população é uma das mais desfavoráveis no quadro latino-americano. De fato, dados recentes indicam que, no Brasil, com 4,2 promotores para cada 100 mil habitantes, há uma situação de clara desvantagem no que diz respeito ao número relativo de integrantes. No Panamá, por exemplo, o número é de 15,3 promotores para cada cem mil habitantes; na Guatemala, de 6,9; no Paraguai, de 5,9; na Bolívia, de 4,5. Em situação semelhante ou ainda mais crítica do que o Brasil, estão, por exemplo, o Peru, com 3,0; a Argentina, com 2,9; e, por fim, o Equador, com a mais baixa relação: 2,4.

02-C (Afirmativa Correta)

No Brasil, com 4,2 promotores para cada 100 mil habitantes. Na Guatemala, com 6,9 promotores para cada 100 mil habitantes. No Peru, com 3,0 promotores para cada 100 mil habitantes.

03-E (Afirmativa Errada)

Não podemos usar um vocábulo de conclusão, pois ela se dará nas últimas duas linhas do texto: ...apesar de haver nações proporcionalmente com menos promotores que o Brasil, as atribuições do Ministério Público brasileiro são muito mais extensas do que as dos Ministérios Públicos desses outros países.

04-E (Afirmativa Errada)

Pois o texto afirma que há outros países em situação semelhante ou ainda mais crítica do que o Brasil, estão, por exemplo, o Peru, com 3,0; a Argentina, com 2,9; e, por fim, o Equador, com a mais baixa relação: 2,4.

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05-C (Afirmativa Correta)

Sim, as afirmações estão explícitas e confirmam o item 05: “Constata-se, entretanto, que, apesar da maior extensão de obrigações do Ministério Público brasileiro, a relação entre o número de integrantes da instituição e a população é uma das mais desfavoráveis no quadro latino-americano”.

06-C (Afirmativa Correta)

“No entanto, as atribuições do Ministério Público brasileiro são muito mais extensas do que as atribuições dos Ministérios Públicos desses países”. (Sim, a palavra atribuições está subentendida após “as”).

“No entanto, as atribuições do Ministério Público brasileiro são muito mais extensas do que aquelas dos Ministérios Públicos desses países”. (Não houve prejuízo no entendimento do texto).

07-E (Afirmativa Errada)

Como está no texto: “Se considerarmos o panorama internacional, perceberemos que o Ministério Público brasileiro é singular. Em nenhum outro país, há um Ministério Público que apresente perfil institucional semelhante ao nosso ou que ostente igual conjunto de atribuições”.

Como ficaria: “Quando se examina o contexto internacional, concluímos que não há situação como a do Brasil no que se refere a existência e desempenho do Ministério Público”.

Errada porque o primeiro diz que em nenhum outro país há um Ministério Público semelhante ao nosso, que ostente a quantidade deatribuições.NosegundodizqueemnenhumoutropaísháumMinistérioPúblicosemelhanteaonosso,naexistênciaedesempenho.

08-B

A confirmação da alternativa fica evidente no trecho: “Como não resisto aos apelos do utilitarismo, não vejo grandes problemas nesse tipo de acerto. Ele não prejudica ninguém e deixa pelo menos duas pessoas mais felizes (quem evitou a espera e o sujeito que recebeu para ficar parado). Mas é claro que nem todo o mundo pensa assim”.

09-B

Michael Sandel, reproduz uma ideia contrária à comercialização de uma prática que consiste no pagamento a uma pessoa para que ela fique em seu lugar em uma fila. Podemos verificar essa afirmação na passagem: “Para o professor de Harvard, dublês de fila, ao forçar que o critério de distribuição de vagas deixe de ser a ordem de chegada para tornar-se monetário, acabam corrompendo as instituições”.

10-D

Podemos confirmar esta afirmativa no trecho: “O problema com o dinheiro é que ele é eficiente demais. Sempre que entra por alguma fresta, logo se sobrepõe a critérios alternativos e o resultado final é uma sociedade na qual as diferenças entre ricos e pobres se tornam cada vez mais acentuadas”.

11-A

(A)um ato de interação e de desalojamento de sentidos cristalizados. (Correta)

(B)uma atividade em que a contribuição pessoal está ausente.

Errada. “Ler é fazer a experiência da “retomada do pensamento de outrem através de sua palavra”, é uma reflexão em outrem, que enriquece nossos próprios pensamentos”.

(C) uma reprodução automatizada de sentidos da ideologia dominante.

Errada, não há ideologia dominante. “Ler é fazer a experiência da “retomada do pensamento de outrem através de sua palavra”,

éuma reflexão em outrem, que enriquece nossos próprios pensamentos”.

(D)um processo prejudicado pela insensibilidade do escritor.

Errada. Ler é ter muita sensibilidade, “é uma reflexão”.

(E)um produto em que o posicionamento do outro se neutraliza.

Errada. “Ler é fazer a experiência da “retomada do pensamento de outrem através de sua palavra”, é uma reflexão em outrem, que enriquece nossos próprios pensamentos”.

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12-C

(A) sua visão de mundo destoa do pensamento do escritor.

Errada. Não destoa, pois o “escritor me invade, passo a pensar de dentro dele e não apenas com ele...”

(B) seu mundo agora deixa de existir e vale o do escritor.

Errada. Seu mundo passa a existir junto com o mundo do autor. “O escritor me invade, passo a pensar de dentro dele e não apenas com ele...

(C)sua reflexão está integrada ao pensamento do escritor. (Correta)

(D)seu modo de pensar anula o pensamento do escritor.

Errada. Seu modo de pensar não anula a do autor, pois passa a pensar não apenas com ele, mas de dentro dele.

(E) seu pensamento suplanta a perspectiva do escritor.

Errada. Pois os dois pensam juntos.

13-B

A confirmação da alternativa “B” fica evidente nos parágrafos 02 e 03: “Os órgãos sensoriais que nos ligam ao mundo são altamente seletivos naquilo que acolhem e transmitem ao cérebro. O olho humano, por exemplo, não é capaz de captar todo o espectro de energia eletromagnética existente. Os raios ultravioleta, situados fora do espectro visível do olho humano, são, no entanto, captados pelas abelhas.

Seletividade análoga preside a operação dos demais sentidos: cada um atua dentro de sua faixa de registro, ainda que o grau de sensibilidade dos indivíduos varie de acordo com idade, herança genética, treino e educação. Há mais coisas entre o céu e a terra do que nossos cinco sentidos − e todos os aparelhos científicos que lhes prestam serviços − são capazes de detectar.”

E quando finaliza o texto: “É a brutal seletividade dos nossos sentidos que nos protege da infinita complexidade do Universo.”

14-D

I. Depreende-se do poema que é preciso mais do que apenas nosso desejo para a resolução de dificuldades. (Correta)

“mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande,

e aos domingos saem todos passear o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas”

II. Segundo o texto, o remorso deve ser evitado, bastando, para tanto, que não se evoque o passado a todo o momento. (Incorreta)

Pois, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela − silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso maldito seja quem olhar pra trás, lá pra trás não há nada,

e nada mais

III. Infere-se do texto que as mágoas podem desaparecer na medida em que não forem cultivadas. (Incorreta) a gente gostaria

de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela − silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso maldito seja quem olhar pra trás, lá pra trás não há nada,

e nada mais

15-C

Aquela mágoa sem remédio seria, a partir desta data, considerada nula e, sobre ela, cairia um silêncio perpétuo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. CONHECIMENTO DE LÍNGUA:

ORTOGRAFIA/ACENTUAÇÃO GRÁFICA;

CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO:

CLASSIFICAÇÃO, FLEXÃO E GRAU;

ADJETIVO: CLASSIFICAÇÃO, FLEXÃO E

GRAU; ADVÉRBIO: CLASSIFICAÇÃO,

LOCUÇÃO ADVERBIAL E GRAU;

PRONOME: CLASSIFICAÇÃO, EMPREGO E

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES

OBLÍQUOS ÁTONOS; VERBO:

CLASSIFICAÇÃO, CONJUGAÇÃO,

EMPREGO DE TEMPOS E MODOS;

PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO:

CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO;

ESTRUTURA DAS PALAVRAS E SEUS

PROCESSOS DE FORMAÇÃO; ESTRUTURA

DAORAÇÃO E DO PERÍODO;

CONCORDÂNCIAVERBAL E NOMINAL;

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL, CRASE.

PONTUAÇÃO; FIGURAS DE LINGUAGEM (PRINCIPAIS); VARIAÇÃO LINGUÍSTICA:

AS DIVERSAS MODALIDADES DO USO DA

LÍNGUA.

Ortografia

A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa, obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados).

Somente a intimidade com a palavra escrita, é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário.

Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, por isso temos até 2016.

Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.

Alfabeto

O alfabeto passou a ser formado por 26 letras.As letras “k”, “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). Essas letras são usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.

Vogais: a, e, i, o, u.

Consoantes: b,c,d,f,g,h,j,k,l,m,n,p,q,r,s,t,v,w,x,y,z. Alfabeto: a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,w,x,y,z.

Emprego da letra H

Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético; conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, porque esta palavra vem do latim hodie.

Emprega-se o H:

-Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, hesitar, haurir, etc.

-Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, boliche, telha, flecha companhia, etc.

-Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!, etc.

-Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmonia, hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hematoma, hífen, hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, hera, húmus;

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- Sem h, porém, os derivados baianos, baianinha, baião, baianada, etc.

Não se usa H:

- No início de alguns vocábulos em que o h, embora etimológico, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular, como é o caso de erva, inverno, e Espanha, respectivamente do latim, herba, hibernus e Hispania. Os derivados eru- ditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro, herbicida, hispânico, hibernal, hibernar, etc.

Emprego das letras E, I, O e U

Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/ e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular, mágoa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais.

Escrevem-se com a letra E:

-A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue, habitue, pontue, etc.

-A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe, magoe, perdoe, etc.

-As palavras formadas com o prefixo ante– (antes, anterior): antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc.

-Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro, Cemitério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Destilar, Di- senteria, Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto, Lacrimogêneo, Mexerico, Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão,

Sequer, Seriema, Seringa, Umedecer.

Emprega-se a letra I:

-Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/–oer /–uir: cai, corrói, diminuir, influi, possui, retribui, sai, etc.

-Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra): antiaéreo, Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.

-Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício, artimanha, camoniano, Casimiro, chefiar, cimento, crânio, criar, cria- dor, criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipela, escárnio, feminino, Filipe, frontispício, Ifigênia, inclinar, incinerar, inigualável, invólucro, lajiano, lampião, pátio, penicilina, pontiagudo, privilégio, requisito, Sicília (ilha), silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio.

Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim, botequim, bússola, chover, cobiça, concorrência, costume, en- golir, goela, mágoa, mocambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia, tribo.

Grafam-se com a letra U: bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, cumbuca, cúpula, curtume, cutucar, entupir, íngua, jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, tabuada, tonitruante, trégua, urtiga.

Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes:

área = superfície

ária = melodia, cantiga arrear = pôr arreios, enfeitar

arriar = abaixar, pôr no chão, cair comprido = longo

cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão

cumprimento = saudação, ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas, financiar deferir = conceder, atender

diferir = ser diferente, divergir delatar = denunciar

dilatar = distender, aumentar descrição = ato de descrever

discrição = qualidade de quem é discreto

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emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país

imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado, ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir

recriar = criar novamente

soar = emitir som, ecoar, repercutir

suar = expelir suor pelos poros, transpirar sortir = abastecer

surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido, bem provido, variado surtido = produzido, causado

vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio

Emprego das letras G e J

Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Grafa-se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de acordo com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep).

Escrevem-se com G:

-Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanugem.

Exceção: pajem

-As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.

-Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferruginoso (de fer- rugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de selvagem), etc.

-Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu, auge, estrangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, sugestão, tangerina, tigela.

Escrevem-se com J:

-Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), gorja (gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja (sarjeta), cereja (cerejeira).

-Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear (gorjeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo).

-Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar, sujeito, trajeto, trejeito).

-Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, jiboia, jiló, jirau, pajé, etc.

-As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei, jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza, pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.

-Atenção: Moji palavra de origem indígena, deve ser escrita com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim.

Representação do fonema /S/

O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:

- C, Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento, dança, dançar, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça, suíço, vicissitude.

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-S: ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, descansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia, pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio.

-SS: acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão, profissão, profissional, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego, submissão, sucessivo.

-SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, consciente, crescer, cresço, descer, desço, desça, disciplina, discípulo, discernir, fascinar, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, suscetibilidade, suscitar, vís- cera.

-X: aproximar, auxiliar, auxílio, máximo, próximo, proximidade, trouxe, trouxer, trouxeram, etc.

-XC: exceção, excedente, exceder, excelência, excelente, excelso, excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exceto, excitar, etc.

Homônimos

acento = inflexão da voz, sinal gráfico assento = lugar para sentar-se

acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo, místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis

círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão

sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante

intercessão = ato de interceder

interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento

russo = natural da Rússia

Emprego de S com valor de Z

-Adjetivos com os sufixos –oso, -osa: gostoso, gostosa, gracioso, graciosa, teimoso, teimosa, etc.

-Adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: português, portuguesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa, etc.

-Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa: burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa, camponeses, freguês, freguesa, fregueses, etc.

-Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar (de êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso), etc.

-Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus, pusemos, compôs, impuser, quis, quiseram, etc.

-Os seguintes nomes próprios de pessoas:Avis, Baltasar, Brás, Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.

-Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês, ás, ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia, defesa, despesa, empresa, esplêndido, espontâneo, evasiva, fase, frase, freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, man- ganês, mês, mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames, pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, repre- sa, requisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura, tesouro, três, usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita.

Emprego da letra Z

-Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita, etc.

-Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio), etc.

-Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização, etc.

-Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre), limpeza (de limpo), frieza (de frio), etc.

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-As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade, aprazível, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar, prezado, proeza, vazar, vizinho, xadrez.

Sufixo –ÊS e –EZ

-O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte), cortês (de corte), burguês (de burgo), montanhês (de montanha), francês (de França), chinês (de China), etc.

-O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido), acidez (de ácido), rapidez (de rápido), estupidez (de estúpido), mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido), etc.

Sufixo –ESAe –EZA

Usa-se –esa (com s):

-Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender), presa (prender), despesa (despender), represa (prender), empresa (empreender), surpresa (surpreender), etc.

-Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa, dogesa, duquesa, marquesa, princesa, consulesa, prioresa, etc.

-Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês), francesa (de francês), camponesa (de campo- nês), milanesa (de milanês), holandesa (de holandês), etc.

-Nas seguintes palavras femininas: framboesa, indefesa, lesa, mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, toesa, turquesa, etc.

Usa-se –eza (com z):

- Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades, estado, condição: beleza (de belo), franque- za (de franco), pobreza (de pobre), leveza (de leve), etc.

Verbos terminados em –ISAR e -IZAR

Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. Se o radical não terminar em –s, grafa- -se –izar (com z): avisar (aviso + ar), analisar (análise + ar), alisar (a + liso + ar), bisar (bis + ar), catalisar (catálise + ar), improvisar (improviso + ar), paralisar (paralisia + ar), pesquisar (pesquisa + ar), pisar, repisar (piso + ar), frisar (friso + ar), grisar (gris + ar), anarquizar (anarquia + izar), civilizar (civil + izar), canalizar (canal + izar), amenizar (ameno + izar), colonizar (colono + izar), vulgarizar (vulgar + izar), motorizar (motor + izar), escravizar (escravo + izar), cicatrizar (cicatriz + izar), deslizar (deslize + izar), matizar (matiz + izar).

Emprego do X

- Esta letra representa os seguintes fonemas:

Ch – xarope, enxofre, vexame, etc.

CS – sexo, látex, léxico, tóxico, etc.

Z – exame, exílio, êxodo, etc.

SS – auxílio, máximo, próximo, etc.

S – sexto, texto, expectativa, extensão, etc.

-Não soa nos grupos internos –xce- e –xci-: exceção, exceder, excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar, inexcedível, etc.

-Grafam-se com x e não com s: expectativa, experiente, expiar, expirar, expoente, êxtase, extasiado, extrair, fênix, texto, etc.

-Escreve-se x e não ch: Em geral, depois de ditongo: caixa, baixo, faixa, feixe, frouxo, ameixa, rouxinol, seixo, etc. Excetuam-se caucho e os derivados cauchal, recauchutar e recauchutagem. Geralmente, depois da sílaba inicial en-: enxada, enxame, enxamear, enxagar, enxaqueca, enxergar, enxerto, enxoval, enxugar, enxurrada, enxuto, etc. Excepcionalmente, grafam-se com ch: encharcar (de charco), encher e seus derivados (enchente, preencher), enchova, enchumaçar (de chumaço), enfim, toda vez que se trata do prefixo en- + palavra iniciada por ch. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi, xavante, caxambu, caxinguelê, orixá, maxixe, etc. Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe, vexame, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu.

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Emprego do dígrafo CH

Escreve-se com ch, entre outros os seguintes vocábulos: bucha, charque, charrua, chavena, chimarrão, chuchu, cochilo, fachada, ficha, flecha, mecha, mochila, pechincha, tocha.

Homônimos

Bucho = estômago

Buxo = espécie de arbusto

Cocho = recipiente de madeira

Coxo = capenga, manco

Tacha = mancha, defeito; pequeno prego; prego de cabeça larga e chata, caldeira.

Taxa = imposto, preço de serviço público, conta, tarifa

Chá = planta da família das teáceas; infusão de folhas do chá ou de outras plantas

Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã)

Cheque = ordem de pagamento

Xeque = no jogo de xadrez, lance em que o rei é atacado por uma peça adversária

Consoantes dobradas

-Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C, R, S.

-Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção, occipital, cocção, fricção, friccionar, facção, sucção, etc.

-Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando, intervocálicos, representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante, respectivamente: carro, ferro, pêssego, missão, etc. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir, sem interposição do hífen, pa- lavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado, correlação, pressupor, bissemanal, girassol, minissaia, etc.

CÊ - cedilha

É a letra C que se pôs cedilha. Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço, ameaça, cobiça, doença, eleição, exceção, força, frustração, geringonça, justiça, lição, miçanga, preguiça, raça.

Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater, atenção; abster, abstenção; reter, retenção; torcer, torção; contorcer, contorção; distorcer, distorção.

O Ç só é usado antes de A,O,U.

Emprego das iniciais maiúsculas

-Aprimeira palavra de período ou citação. Diz um provérbio árabe: “Aagulha veste os outros e vive nua”. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula.

-Substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Bra- sil,Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.

-Nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.

-Nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República, etc.

-Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação, Estado, Pátria, União, República, etc.

-Nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações, órgãos públicos, etc: Rua do Ouvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.

-Nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina,Arquitetura, Os Lusíadas, O Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da Manhã, Manchete, etc.

-Expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente, Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.

-Nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do Oriente, o falar do Norte. Mas: Corri o país de norte a sul.

O Sol nasce a leste.

-Nomes comuns, quando personificados ou individuados: oAmor, o Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.

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Emprego das iniciais minúsculas

-Nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos, nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc.

-Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa.Todos amam sua pátria.

-Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rioAmazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.

-Palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”; “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra”.

-No interior dos títulos, as palavras átonas, como: o, a, com, de, em, sem, grafam-se com inicial minúscula.

Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas.

A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa.

Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses.

“Procure o seu caminho

Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás

Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas

Não tenho mais onde me agarrar.”

(gravação: Nenhum de Nós)

Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há necessidade de usaratrás, isto é um pleonasmo.

Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor.

Há cerca de: equivale a (faz tempo). Há cerca de dias resolvemos este caso.

Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade.

De encontro a: equivale a (oposição, choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas.

Afim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la.

Afim: é um adjetivo e equivale a(igual, semelhante): Somos almas afins.

Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição).

Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanhar-me, ficou só.´

Faça você a sua parte, ao invés de ficar me cobrando!

Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”!

Contudo, esse emprego é equivocado, uma vez que “invés” significa “contrário”, “inverso”. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”, mas é preferível optar por “em vez de”.

Observe: Em vez de conversar, preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. (ao contrário de)

Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”, “em oposição a”, “avesso”, “inverso”.

Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. No entanto, pode assumir o significado de “ao invés de”, sem problemas. Porém, o que ocorre é justamente o contrário, coloca-se “ao invés de” onde não poderia.

A par: equivale a (bem informado, ciente): Estamos a par das boas notícias.

Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estãoao par.

Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição.

Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino.

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Àtoa: é uma locução adverbial de modo, equivale a(inutilmente, sem razão):Andava à toa pela rua.

Àtoa:éumadjetivo(refere-seaumsubstantivo),equivalea(inútil,desprezível).Foiumaatitudeàtoa eprecipitada.(até01/01/2009 era grafada: à-toa)

Baixar: os preços quando não há objeto direto;os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermerca- dos. Vamos comemorar, pessoal!

Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina.

Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grandebebedor de vinho.

Bebedouro: é o aparelho que fornece água. Estebebedouro está funcionando bem.

Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é semprebem vindo aqui, jovem.

Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe.

Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia naboêmia/boemia.

Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei umbotijão/bujão de gás.

Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores, deputados: Ficaram todos reunidos naCâmara Municipal. Câmera: aparelho que fotografa, tira fotos: Comprei uma câmera japonesa.

Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/champanhe está bem gelado.

Cessão: equivale ao ato de doar, doação: Foi confirmada acessão do terreno.

Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião:Asessão do filme durou duas horas.

Seção/Secção: repartição pública, departamento: Visitei hoje aseção de esportes.

Demais: é advérbio de intensidade, equivale a muito, aparece intensificando verbos, adjetivos ou o próprio advérbio. Vocês falam demais, caras!

Demais: pode ser usado como substantivo, seguido de artigo, equivale a os outros. Chamaram mais dez candidatos, os demais devem aguardar.

De mais: é locução prepositiva, opõe-se a de menos, refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nadade mais em sua decisão.

Dia a dia: é um substantivo, equivale a cotidiano, diário, que faz ou acontece todo dia. Meu dia a dia é cheio de surpresas. (até 01/01/2009, era grafado dia-a-dia)

Dia a dia: é uma expressão adverbial, equivale a diariamente. O álcool aumenta dia a dia. Pode isso?

Descriminar: equivale a (inocentar, absolver de crime). O réu foi descriminado; pra sorte dele.

Discriminar: equivale a(diferençar, distinguir, separar). Era impossível discriminaros caracteres do documento. Cumpre discri- minar os verdadeiros dos falsos valores. /Os negros ainda sãodiscriminados.

Descrição: ato de descrever: Adescrição sobre o jogador foi perfeita.

Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto, reservado: Você foi muito discreto.

Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio.

Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as comprasa domicílio.

As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes, na propaganda televisa, no outdoor, no folder, no panfleto, no catálogo, na fala. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma, com um mesmo sentido. No entanto, quando falamos de gramática normativa, temos que ter cuidado, pois “a domicílio” não é aceita. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento, como: levar, enviar, trazer, ir, conduzir, dirigir-se.

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Portanto, “Aloja entregou meu sofá a casa” não está correto. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar, dar, cortar, fazer.

A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não, uma vez que quem entrega, entrega algo em algum lugar.

Porém, há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento, pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Contudo, obedecendo às normas gramaticais, devemos usar “entrega em domicílio”, nos atentando ao fato de que a finalidade é

que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa.

Espectador: é aquele que vê, assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação.

Expectador: é aquele que está na expectativa, que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada.

Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar):Aestada dela aqui foi gratificante.

Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos:Aestadia do carro foi prolongada por mais algumas sema-

nas.

Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo; que brilha no escuro: Este material éfosforescente.

Fluorescente: adjetivo derivado de flúor, elemento químico, refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente.

Haja - do verbo haver - É preciso que não haja descuido.

Aja - do verbo agir - Aja com cuidado, Carlinhos.

Houve: pretérito perfeito do verbo haver, 3ª pessoa do singular

Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir, 3ª pessoa do singular

Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês, meu estimado cunhado, levantou sozinho a tampa do poço.

Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e, dirigiram-se ao aeroporto.

Mal: advérbio de modo, equivale a erradamente, é oposto de bem: Dormimal. (bem). Equivale anocivo, prejudicial, enfermidade; pode vir antecedido de artigo, adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. Seu mal é crer em tudo. Conjunção subordinativa temporal, equivale a assim que, logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente.

Mau: adjetivo, equivale a ruim, oposto de bom; plural=maus; feminino=má. Você é um mau exemplo (bom). Substantivo: Os maus nunca vencem.

Mas: conjunção adversativa (ideia contrária), equivale a porém, contudo, entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo.

Nem um: equivale a nem um sequer, nem um único; a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la.

Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número; vem antes de um substantivo, é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso.

Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada, eu mesma, eu própria.

Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado, eu mesmo, eu próprio.

Onde: indica o (lugar em que se está); refere-se a verbos que exprimem estado, permanência:Onde fica a farmácia mais próxima?

Aonde: indica (ideia de movimento); equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento, ou seja, a+onde. Aonde vão com tanta pressa?

“Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo

o ponto aonde quer chegar...”

(gravação: Barão Vermelho)

Por ora: equivale a (por este momento, por enquanto):

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Por ora chega de trabalhar.

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Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora.

Por que: escreve se separado; quando ocorre: preposição por+que - advérbio interrogativo (Por que você mentiu?); preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual, pelos/as quais (Acidadepor que passamos é simpática e acolhedora.) (=pela qual); preposição por+que – conjunção subordinativa integrante; inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. (=por que motivo, razão)

Por quê: final de frase, antes de um ponto final, de interrogação, de exclamação, reticências; o monossílabo que passa a ser tônico (forte), devendo, pois, ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabepor quê. (final de frase); __Por quê? (isolado)

Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa, razão de que, pelo fato, motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado; conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois, já que, uma vez que, visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa.”; conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo, equivale a para que): “Mas não julguemos, porque não venhamos a ser julgados.”

Porquê: funciona como substantivo; vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontraro porquê daquele corre-corre.

Senão: equivale a (caso contrário, a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar.

Se não: equivale a (se por acaso não), em orações adverbiais condicionais:Se não houver homens honestos, o país não sairá desta situação crítica.

Tampouco: advérbio, equivale a (também não): Não compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana.

Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios

Traz - do verbo trazer

Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.

Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face estávultuosa e deformada.

Exercícios

01. Observe a ortografia correta das palavras: disenteria; programa; mortadela; mendigo; beneficente; caderneta; problema.

Empregue as palavras acima nas frases:

a)O......teve.....porque comeu......estragada.

b)O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um.........: sua.......escolar indicou péssimo aproveitamento.

c)A festa......teve um bom.......e, por isso, um bom aproveitamento.

02. Passe as palavras para o diminutivo:

-asa; japonês; pai; homem; adeus; português; só; anel;

-beleza; rosa; país; avô; arroz; princesa; café;

-flor; Oscar; rei; bom; casa; lápis; pé.

03. Passe para o plural diminutivo: trem; pé; animal; só; papel; jornal; mão; balão; automóvel; pai; cão; mercadoria; farol; rua; chapéu; flor.

04. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção, sessão, cessão, comprimento, cumprimento, conserto, concerto

a)O pequeno jornaleiro foi à.........do jornal.

b)Na..........musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem.

c)O........do jornaleiro é amável.

d)O..... das roupas é feito pela mãe do garoto.

e)O......do sapato custou muito caro.

f)Eu......meu amigo com amabilidade.

g)A.......de cinema foi um sucesso.

h)O vestido tem um.........bom.

i)Os pequenos violinistas participaram de um........ .

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05. Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESAou EZA: Portugal; certo; limpo; bonito; pobre; magro; belo; gentil; duro; lindo; China; frio; duque; fraco; bravo; grande.

06. Forme substantivos dos adjetivos: honrado; rápido; escasso; tímido; estúpido; pálido; ácido; surdo; lúcido; pequeno.

07.Use o H quando for necessário: alucinar; élice, umilde, esitar, oje, humano, ora, onra, aver, ontem, êxito, ábil, arpa, irônico, orrível, árido, óspede, abitar.

8.Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve.

a) O menino .....

muitas recomendações de seu pai.

b) ........

muita confusão na cabeça do pequeno.

c) A criança não.........

a professora porque não a compreende.

d) Na escola........

festa do Dia do Índio.

9. A letra X representa vários sons. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos, exercícios, táxi, executarei, exibir-se, oxigênio, exercer, proximidade, tóxico, extensão, existir, experiência, êxito, sexo, auxílio, exame. Separe as palavras em três seções, conforme o som do X.

-Som de Z;

-Som de KS;

-Som de S.

 

10. Complete com X ou CH: en.....

er; dei.....

ar; ......

eiro; fle......

a; ei.....o; frou.....o; ma.....

ucar;

.....ocolate; en.....ada; en

.....ergar;

cai

......a;

..... iclete; fai

...... a;

.....u......

u; salsi......

a; bai.......

a; capri......

o; me......

erica; ria.......

o; ......

ingar; .......

aleira; amei......

a; ......

eirosos; abaca.....

i.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11. Complete com MAL ou MAU:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a) Disseram que Carlota passou......

ontem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

b) Ele ficou de......

 

humor após ter agido daquela forma.

 

 

 

 

 

 

 

 

c) O time se considera......

preparado para tal jogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

d) Carlota sofria de um..........

curável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e) O

.......é se ter afeiçoado às coisas materiais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

f) Ele não é um........

 

sujeito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

g) Mas o.......

não durou muito tempo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12. Complete as frases com porque ou por que corretamente:

 

 

 

 

 

 

 

a) .......

você está chateada?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

b) Cuidar do animal é mais importante........

ele fica limpinho.

 

 

 

 

 

 

 

c) ..........

você não limpou o tapete?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

d) Concordo com papai.............

 

ele tem razão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e) ..........

precisamos cuidar dos animais de estimação.

 

 

 

 

 

 

 

 

13. Preencha as lacunas com: mas = porém; mais = indica quantidade; más = feminino de mau.

 

 

 

a) A mãe e o filho discutiram,.......não chegaram a um acordo.

 

 

 

 

 

 

 

b) Você quer.......

 

razões para acreditar em seu pai?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

c) Pessoas.........

deveriam fazer reflexões para acreditar......

na bondade do que no ódio.

 

 

 

 

 

d) Eu limpo,.........depois vou brincar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e) O frio não prejudica .........

o Tico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

f) Infelizmente Tico morreu, ........comprarei outro cãozinho.

 

 

 

 

 

 

 

g) Todas as atitudes ......

devem ser perdoadas,.......jamais ser repetidas, pois, quanto............

se vive,.........se aprende.

 

 

14. Preencha as lacunas com: trás, atrás e traz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a) ...........

de casa havia um pinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

b) A poluição.......

 

consigo graves consequências.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

c) Amarre-o por.........

 

da árvore.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

d) Não vou.......

 

de comentários bobos..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Didatismo e Conhecimento

 

 

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15. Preencha as lacunas com: HÁ - indica tempo passado; A - tempo futuro e espaço.

a) A loja fica .......

pouco quilômetros daqui.

 

b) .........

instantes li sobre o Natal.

 

 

c) Eles não vão à loja porque ........

mais de dois dias a mercadoria acabou.

d) .........

três dias que todos se preparam para a festa do Natal.

 

e) Esse fato aconteceu .......

muito tempo.

 

f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui ......

oito dias.

g) Ele estava.........

três passos da casa de André.

 

h) ........

dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.

 

16. Atenção para as palavras: por cima; devagar; depressa; de repente; por isso. Agora, empregue-as nas frases:

a) .........

uma bola atingiu o cenário e o derrubou.

b) Bem...........

o povo começou a se retirar.

c) O rei descobriu a verdade,..........ficou irritado.

d) Faça sua tarefa............

, para podermos ir ao dentista.

e) .........

de sua vestimenta real, o rei usava um manto.

17.Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise; pesquisa; anarquia; canal; civilização; colônia; humano; suave; revi- são; real; nacional; final; oficial; monopólio; sintonia; central; paralisia; aviso.

18.Haja ou aja. Use haja ou aja para completar as orações:

a)

........ com atenção para que não ........

muitos erros.

b) Talvez .........

greve; é preciso que...........

cuidado e atenção.

c) Desejamos que ........

fraternidade nessa escola.

d) ......

com docilidade, meu filho!

 

19. A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino. Complete as frases com a palavra MENOS:

a)Conheço todos os Estados brasileiros,.....a Bahia.

b)Todos eram calmos,.........mamãe.

c) Quero levar.........

sanduíches do que na semana passada.

d) Mamãe fazia doces e salgados........

tortas grandes.

20. Use por que , por quê , porque e porquê:

a) ..........

ninguém ri agora?

 

 

b) Eis........

ninguém ri.

 

 

c) Eis os princípios ............

luto.

 

d) Ela não aprendeu, ...........?

 

 

e) Aproximei-me .........

todos queriam me ouvir.

f) Você está assustado, ..........?

 

 

g) Eis o motivo........

errei.

 

 

h) Creio que vou melhorar.......

estudei muito.

i)O....... é difícil de ser estudado.

j)........ os índios estão revoltados?

k) O caminho ........

viemos era tortuoso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21. Uso do S e Z. Complete as palavras com S ou Z.Aseguir, copie as palavras na forma correta: pou....ando; pre....

ença; arte.....

anato; escravi.....

ar; nature.....

a; va.....o; pre.....

idente; fa.....

er; Bra

.....il; civili....

ação; pre....

ente; atra

.... ados; produ......

irem; a....a;

hori...onte; torrão....inho; fra....

e; intru ....o; de....

ejamos; po....

itiva; podero

....o; de...

envolvido; surpre

....a; va.....

io; ca....

o; coloni...

ação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e....

trangeiro; e....

tensão; e....

tranho; e....

tender; e....

tenso; e....pontâ-

neo; mi...to; te....

te; e....

gotar; e....terior; e....ceção; e...plêndido; te....

to; e....

pulsar; e....

clusivo.

 

 

 

Didatismo e Conhecimento

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LÍNGUA PORTUGUESA

23. Tão Pouco / Tampouco

Complete as frases corretamente:

a)Eu tive ........oportunidades!

b)Tenho.......... alunos, que cabem todos naquela salinha.

c)Ele não veio;.......virão seus amigos.

d)Eu tenho .........tempo para estudar.

e)Nunca tive gosto para dançar;......para tocar piano.

f)As pessoas que não amam,........são felizes.

g)As pessoas têm.....atitudes de amizade.

h)O governo daquele país não resolve seus problemas,....... se preocupa em resolvê-los.

Respostas

01. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa

02.

-asinha; japonesinho; paizinho; homenzinho; adeusinho; portuguesinho; sozinho; anelzinho;

-belezinha; rosinha; paisinho; avozinho; arrozinho; princesinha; cafezinho;

-florzinha; Oscarzinho; reizinho; bonzinho; casinha; lapisinho; pezinho.

03. trenzinhos; pezinhos; animaizinhos; sozinhos; papeizinhos; jornaizinhos; mãozinhas; balõezinhos; automoveizinhos; paizi- nhos; cãezinhos; mercadoriazinhas; faroizinhos; ruazinhas; chapeuzinhos; florezinhas.

04. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto.

05. portuguesa; certeza; limpeza; boniteza; pobreza; magreza; beleza; gentileza; dureza; lindeza; Chinesa; frieza; duquesa; fra- queza; braveza; grandeza.

06. honradez; rapidez; escassez; timidez; estupidez; palidez; acidez; surdez; lucidez; pequenez.

07. alucinar, ontem, hélice, êxito, humilde, hábil, hesitar, harpa, hoje, irônico, humano, horrível, hora, árido, honra, hóspede, haver, habitar.

08. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve

09.

Som de Z: exercícios, executarei, exibir-se, exercer, existir, êxito e exame. Som de KS: táxi, oxigênio, tóxico e sexo.

Som de S: trouxemos, proximidade, extensão, experiência e auxílio.

10.encher, deixar, cheiro, flecha, eixo, frouxo, machucar, chocolate, enxada, enxergar, caixa, chiclete, faixa, chuchu, salsicha, baixa, capricho, mexerica, riacho, xingar, chaleira, ameixa, cheirosos, abacaxi.

11.a) mal b) mau c) mal d) mal e) mau f) mau g) mal

12.a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque

13.a) mas b) mais c) más mais d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais

14.a) Atrás b) traz c) trás d) atrás

15.a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A

16.a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima

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17.analisar; pesquisar; anarquizar; canalizar; civilizar; colonizar; humanizar; suavizar; revisar; realizar; nacionalizar; finalizar; oficializar; monopolizar; sintonizar; centralizar; paralisar; avisar.

18.a) Aja haja b) haja haja c) haja d) Aja

19.a) menos b) menos c) menos d) menos

20.a) Por que b) porquê c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que k) por que

21.Pousando; Presença; Artesanato; Escravizar; Natureza; Vaso; Presidente; Fazer; Brasil; Civilização; Presente; Atrasados; Produzirem; Asa; Horizonte; Torrãozinho; Frase; Intruso; Desejamos; Positiva; Poderoso; Desenvolvido; Surpresa; Vazio; Caso;

Colonização.

22.estrangeiro; extensão; estranho; estender; extenso; Espontâneo; Misto; Teste; Esgotar; Exterior; Exceção; Esplêndido; Texto; Expulsar; Exclusivo.

23.a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco

Acentuação

Tonicidade

Num vocábulo de duas ou mais sílabas, há, em geral, uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. Nela recai o acento tônico, também chamado acento de intensidade ou prosódico. Exemplos: café, janela, médico, estômago, colecionador.

O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assi- nala. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. Exemplo: cedo, flores, bote, pessoa, senhor, caju, tatus, siri, abacaxis.

As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas), e podem ser pretônicas ou postônicas, conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. Exemplo: montanha, facilmente, heroizinho.

De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em:

Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café, rapaz, escritor, maracujá.

Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa, lápis, montanha, imensidade.

Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore, quilômetro, México.

Monossílabos são palavras de uma só sílaba, conforme a intensidade com que se proferem, podem ser tônicos ou átonos.

Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é, má, si, dó, nó, eu, tu, nós, ré, pôr, etc.

Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. São palavras vazias de sentido como artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação, preposições, con- junções: o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, nos, de, em, e, que.

Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos

Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica:

-Com acento agudo se a vogal tônica for i, u ou a, e, o abertos: xícara, úmido, queríamos, lágrima, término, déssemos, lógico, binóculo, colocássemos, inúmeros, polígono, etc.

-Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada, pêssego, esplêndido, pêndulo, lêssemos, estômago, sôfrego, fôssemos, quilômetro, sonâmbulo etc.

Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos

Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em:

- ditongo crescente, seguido, ou não, de s: sábio, róseo, planície, nódua, Márcio, régua, árdua, espontâneo, etc.

Didatismo e Conhecimento

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-i, is, us, um, uns: táxi, lápis, bônus, álbum, álbuns, jóquei, vôlei, fáceis, etc.

-l, n, r, x, ons, ps: fácil, hífen, dólar, látex, elétrons, fórceps, etc.

-ã, ãs, ão, ãos, guam, guem: ímã, ímãs, órgão, bênçãos, enxáguam, enxáguem, etc.

Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. Descabido seria o acento gráfico, por exemplo, em cedo, este, espelho, aparelho, cela, janela, socorro, pessoa, dores, flores, solo, esforços.

Acentuação dos Vocábulos Oxítonos

Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em:

-a, e, o, seguidos ou não de s: xará, serás, pajé, freguês, vovô, avós, etc. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los, vendê-los, compô-lo, etc.

-em, ens: ninguém, armazéns, ele contém, tu conténs, ele convém, ele mantém, eles mantêm, ele intervém, eles intervêm, etc.

Acentuação dos Monossílabos

Acentuam-se os monossílabos tônicos: a, e, o, seguidos ou não de s: há, pá, pé, mês, nó, pôs, etc.

Acentuação dos Ditongos

Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi, éu, ói, quando tônicos.

Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico, etc. Ficando: Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico, etc.

Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.

Acentuação dos Hiatos

A razão do acento gráfico é indicar hiato, impedir a ditongação. Compare: caí e cai, doído e doido, fluído e fluido.

-Acentuam-se em regra, o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior, formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da), saúde (sa-ú-de), faísca, caíra, saíra, egoísta, heroína, caí, Xuí, Luís, uísque, balaústre, juízo, país, cafeína, baú, baús, Grajaú, saímos, eletroímã, reúne, construía, proíbem, influí, destruí-lo, instruí-la, etc.

-Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha, fuinha, moinho, lagoinha, etc; e quando formam sílaba com letra que não seja

s:cair (ca-ir), sairmos, saindo, juiz, ainda, diurno, Raul, ruim, cauim, amendoim, saiu, contribuiu, instruiu, etc.

Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva, etc. Ficaram: baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva, etc.

Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem. Ficaram: enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem.

Acento Diferencial

Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos, nos seguintes casos:

-pôr (verbo) - para diferenciar de por (preposição).

-verbo poder (pôde, quando usado no passado)

-é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes) como:

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-côa(s) (do verbo coar) - para diferenciar de coa, coas (com + a, com + as);

-pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) - para diferenciar de para (preposição);

-péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) - para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pro- nomes a, as);

-pêlo (substantivo) e pélo (v. pelar) - para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o, os);

-péra (substantivo - pedra) - para diferenciar de pera (forma arcaica de para - preposição) e pêra (substantivo);

-pólo (substantivo) - para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o, os);

-pôlo (substantivo - gavião ou falcão com menos de um ano) - para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o, os);

Emprego do Til

O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal. Pode figurar em sílaba:

-tônica: maçã, cãibra, perdão, barões, põe, etc;

-pretônica: romãzeira, balõezinhos, grã-fino, cristãmente, etc;

-átona: órfãs, órgãos, bênçãos, etc.

Trema (o trema não é acento gráfico)

Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano.

Exercícios

01- O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo:

a)Monossílabo átono terminado em ES.

b)Oxítono terminado em ES

c)Monossílabo tônico terminado em S

d)Oxítono terminado em S

e)Monossílabo tônico terminado em ES

02- Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico, tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir:

a)concluia

b)concluirmos

c)concluem

d)concluindo

e)concluas

03- Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico, exceto:

a)sururu

b)peteca

c)bainha

d)mosaico

e)beriberi

04- Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente, exceto:

a)xadrez

b)faisca

c)reporter

d)Oasis

e)proteina

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05- Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica.

a)sofismático/ insondáveis

b)automóvel/fácil

c)tá/já

d)água/raciocínio

e)alguém/comvém

06- Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente, exceto:

a)herbivoro-ridiculo

b)logaritmo-urubu

c)miudo-sacrificio

d)carnauba-germem

e)Biblia-hieroglifo

07- “Andavam devagar, olhando para trás...” (J.A. de Almeida-Américo A. Bagaceira). Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto.

a)Más – vês

b)Mês – pás

c)Vós – Brás

d)Pés – atrás

e)Dês – pés

08- Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:

a)lapis, canoa, abacaxi, jovens,

b)ruim, sozinho, aquele, traiu

c)saudade, onix, grau, orquídea

d)flores, açucar, album, virus,

e)voo, legua, assim, tenis

09- Nas alternativas, a acentuação gráfica está correta em todas as palavras, exceto:

a)jesuíta, caráter

b)viúvo, sótão

c)baínha, raiz

d)Ângela, espádua

e)gráfico, flúor

10- Até ........

momento, ........ se lembrava de que o antiquário tinha o .........

que procurávamos.

a)Aquêle-ninguém-baú

b)Aquêle-ninguém-bau

c)Aquêle-ninguem-baú

d)Aquele-ninguém-baú

e)Aquéle-ninguém-bau

Respostas: (1-E) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D)

Classe de Palavras

Artigo

Artigo é a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os artigos podem ser:

- definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio.” (Veja – maio de 2005)

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- indefinidos: um, uma, uns, umas; estes; trata-se de um ser desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima)

Usa-se o artigo definido:

-com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos.

-com nomes próprios geográficos de estado, pais, oceano, montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o oceano Pacífico, a Suíça, o Pará, a Bahia. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília.

-com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto.

-depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato.

-com toda a/todo o, a expressão que vale como totalidade, inteira. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de ani- versário. Sem o artigo, o pronome todo/toda vale como qualquer. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário.

(qualquer cidade)

-com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura.

-com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e simpático.

-antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão.

-com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. (=cada litro)

Não se usa o artigo definido:

-antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Majestade, Vossa Alteza. Vossa Alteza estará presente ao debate?

“Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora.”

-antes de nomes de meses:

O campeonato aconteceu em maio de 2002. Mas: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002.

-alguns nomes de países, como Espanha, França, Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo, principalmente quando regidos de preposição.

“Viveu muito tempo em Espanha.” / “Pelas estradas líricas de França.” Mas: Sônia Salim, minha amiga, visitou a bela Veneza.

-antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos quatro, amigos de João Luís e Laurinha. Mas: Todos os três irmãos eu vi

nascer. (o substantivo está claro)

- antes de palavras que designam matéria de estudo, empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.

O uso do artigo é facultativo:

-antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante.

-antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana?

-“Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (para a frente: exige a preposição)

Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o,a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela.

Usa-se o artigo indefinido:

-para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses.

-antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas.

-em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só.

-para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa.

O artigo indefinido não é usado:

-em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte, gente, quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro.

-com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente: Não há suficiente espaço para todos.

-com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde.

Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um, uma = num, numa, dum, duma.

O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever.

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Exercícios

01. Em que alternativa o termo grifado indica aproximação:

a)Ao visitar uma cidade desconhecida, vibrava.

b)Tinha, na época, uns dezoito anos.

c)Ao aproximar de uma garota bonita, seus olhos brilhavam.

d)Não havia um só homem corajoso naquela guerra.

e)Uns diziam que ela sabia tudo, outros que não.

02. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:

a)Estes são os candidatos que lhe falei.

b)Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.

c)Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.

d)Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.

e)Muito é a procura; pouca é a oferta.

03. Em uma destas frases, o artigo definido está empregado erradamente. Em qual?

a)A velha Roma está sendo modernizada.

b)A “Paraíba” é uma bela fragata.

c)Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo.

d)O gato escaldado tem medo de água fria.

e)O Havre é um porto de muito movimento.

04. Assinale a alternativa em que os topônimos não admitem artigo:

a)Portugal, Copacabana.

b)Petrópolis, Espanha.

c)Viena, Rio de Janeiro.

d)Madri, Itália.

e)Alemanha, Curitiba.

Respostas: 01-B / 02-B / 03-D / 04-A /

Substantivo

Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, passarinho, abraço, quadro, universidade, saudade, amor, respeito, criança.

Os substantivos exercem, na frase, as funções de: sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial, agente da passiva, aposto e vocativo.

Os substantivos classificam-se em:

-Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie: menina, piano, estrela, rio, animal, árvore.

-Próprios: referem-se a um ser em particular: Brasil, América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia.

-Concretos: são aqueles que têm existência própria; são independentes; reais ou imaginários: mãe, mar, água, anjo, mulher,

alma, Deus, vento, DVD, fada, criança, saci.

-Abstrato: são os que não têm existência própria; depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se; é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço; designam qualidades, sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, beijo, abraço, juventude, covardia, coragem, justiça. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. (caça = ato de caçar, substantivo abstrato; a caça, neste caso, refere-se ao animal, portanto, concreto).

-Simples: como o nome diz, são aqueles formados por apenas um radical: chuva, tempo, sol, guarda, pão, raio, água, ló, terra,

flor, mar, raio, cabeça.

-Compostos: são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia, pão de ló, para raio, sem-terra, mula sem cabeça.

-Primitivos: são os que não derivam de outras palavras; vieram primeiro,deram origem a outras palavras: ferro, Pedro, mês, queijo, chave, chuva, pão, trovão, casa.

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-Derivados: são formados de outra palavra já existente; vieram depois: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão, chaveiro, chuvei- ro, padeiro, trovoada, casarão, casebre.

-Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no singular, designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando, povo, frota, batalhão, biblioteca, constelação.

Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias; alcateia – de lobos; antologia – de textos escolhidos; arquipélago – ilhas; assembleia – pessoas, professores; atlas – cartas geográficas; banda – de músicos; bando – de aves, de crianças; baixela – uten- sílios de mesa; banca – de examinadores; biblioteca – de livros; biênio – dois anos; bimestre – dois meses; boiada – de bois; cacho

–de uva; cáfila – camelos; caravana – viajantes; cambada – de vadios, malvados; cancioneiro – de canções; cardume – de peixes; casario – de casas; código – de leis; colmeia – de abelhas; concílio – de bispos em assembleia; conclave – de cardeais; confraria – de religiosos; constelação – de estrelas; cordilheira – de montanhas; cortejo – acompanhantes em comitiva; discoteca – de discos; elenco – de atores; enxoval – de roupas; fato – de cabras; fornada – de pães; galeria – de quadros; hemeroteca – de jornais, revistas; horda – de invasores; iconoteca – de imagens; irmandade – de religiosos; mapoteca – de mapas; milênio – de mil anos; miríade – de muitas estrelas, insetos; nuvem – de gafanhotos; panapaná – de borboletas em bando; penca – de frutas; pinacoteca – de quadros; piquete – de grevistas; plêiade – de pessoas notáveis, sábios; prole – de filhos; quarentena – quarenta dias; quinquênio – cinco anos; renque – de árvores, pessoas, coisas; repertório – de peças teatrais, música; resma – de quinhentas folhas de papel; século – de cem anos; sextilha – de seis versos; súcia – de malandros, patifes; terceto – de três pessoas, três versos; tríduo – período de três dias; triênio

–período de três anos; tropilhas – de trabalhadores, alunos; vara – de porcos; videoteca – de videocassetes; xiloteca – de amostras de tipos de madeiras.

Reflexão do Substantivo

“Na feira livre do arrabaldezinho

Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor

__ O melhor divertimento para crianças!

Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,

Fitando com olhos muito redondos os grandes

Balõezinhos muito redondos.”

(Manoel Bandeira) Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino), de nú-

mero (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo).

Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino.Aregra para a flexão do gênero é a troca de o por a, ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra.

Formação do Feminino

O feminino se realiza de três modos:

-Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha / mestre, mestra / leão, leoa;

-Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul, consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora.

-Utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, ovelha / cavalo,

égua.

Observe como são formados os femininos: parente, parenta / hóspede, hospeda / monge, monja / presidente, presidenta / gigante, giganta / oficial, oficiala / peru, perua / cidadão, cidadã / aldeão, aldeã / ancião, anciã / guardião, guardiã / charlatão, charlatã / es- crivão, escrivã / papa, papisa / faisão, faisoa / hortelão, horteloa / ilhéu, ilhoa / mélro, mélroa / folião, foliona / imperador, imperatriz / profeta, profetisa / píton, pitonisa / abade, abadessa / czar, czarina / perdigão, perdiz / cão, cadela / pigmeu, pigmeia / ateu, ateia / hebreu, hebreia / réu, ré / cerzidor, cerzideira / frade, freira / frei, sóror / rajá, rani / dom, dona / cavaleiro, dama / zangão, abelha /

Substantivos Uniformes

Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista, vítima. Os substantivos uniformes dividem-se em:

- Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero, quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea.

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-Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. Aindicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a personagem / o, a cliente

/o, a fã / o, a motorista / o, a estudante / o, a artista / o, a repórter / o, a manequim / o, a gerente / o, a imigrante / o, a pianista / o, a rival / o a jornalista.

-Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a testemunha

(homem, mulher) / a pessoa (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher) / o guia (homem, mulher) / o ídolo (homem, mulher).

Substantivos que mudam de sentido, quando se troca o gênero: o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar); o capital (di- nheiro) - a capital (cidade); o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo); o guia (acompanhante) - a guia (documentação); o moral (ânimo) - a moral (ética); o grama (peso) - a grama (relva); o caixa (atendente) - a caixa (objeto); o rádio (aparelho) - a rádio (emissora); o crisma (óleo salgado) - a crisma (sacramento); o coma (perda dos sentidos) - a coma (cabeleira); o cura (vigário) - a cura; (ato de curar); o lente (prof. Universitário) - a lente (vidro de aumento); o língua (intérprete) - a língua (órgão, idioma); o voga (o remador) - a voga (moda).

Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete, o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa, o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o plasma, o estigma.

São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema, o teorema, o emblema, o trema, o eczema, o edema, o enfisema, o fonema, o anátema, o tracoma, o hematoma, o glaucoma, o aneurisma, o telefonema, o estratagema.

São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião, a análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença), a cata- plasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês, a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama, a Xerox, a aguardante.

Plural dos Substantivos

Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se:

-S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo: povo, povos / feira, feiras / série, séries.

-S – aos substantivos terminados em N: líquen, líquens / abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes, abdômenes, hífenes.

-ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, caracteres / sênior, seniores.

-IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal, jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: mal, males / cônsul, cônsules / real, réis (antiga moeda portuguesa).

-ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S: cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos.

Trocam-se:

-ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões / mamão, mamões.

-ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, alemães / cão, cães.

-il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis / pernil, pernis, e por EIS (Paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis

/projétil, projéteis.

-m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs / atum, atuns.

-zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão, balões; 2º elimina-se o S + zinhos.

Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos;

Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos;

Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos.

-alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix, as fênix

/uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax.

-Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice, apêndices / cálix o ucálice, cálices (x, som de s) / látex, látice ou láteces / códex ou códice, códices / córtex ou córtice, córtices / índex ou índice, índices (x, som de cs).

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-substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão, aldeões, aldeãos; verão, verões, verãos; anão, anões, anãos; guardião, guardiões, guardiães; corrimão, corrimãos, corrimões; hortelão, hortelões, hortelãos; ancião, anciões, anciães, an- ciãos; ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos.

A tendência é utilizar a forma em ÕES.

-Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica, no plural. Chama-se metafonia. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô), coroços (ó) / imposto (ô), impostos (ó) / forno (ô), fornos (ó) / miolo (ô), miolos (ó) / poço (ô), poços (ó) / olho (ô), olhos (ó) / povo (ô), povos (ó) / corvo (ô), corvos (ó). Também são abertos no plural (ó): fogos, ovos, ossos, portos, porcos, postos, reforços. Tijolos, destroços.

-Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. (patri- mônio); Conferiu a féria do dia. (salário); As férias foram maravilhosas. (descanso); Sua honra foi exaltada. (dignidade); Recebeu honras na solenidade. (homenagens); Outros: bem = virtude, benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura.

-Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos, adornos, almoços, bodas, bojos, bolos, cocos, confortos, dorsos, encontros, esposos, estojos, forros, globos, gostos, moços, molhos, pilotos, piolhos, rolos, rostos, sopros, sogros, subornos.

-Substantivos empregados somente no plural: Arredores, belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames, viveres, idos, afazeres, algemas.

-Aforma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural, embora a forma singular seja preferencial, já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. Aceita-se os ciúmes, nunca o ciúmes.

“Quando você me deixou, meu bem,

me disse pra eu ser feliz e passar bem

Quis morrer de ciúme, quase enloqueci

mas depois, como era

de costume, obedeci” (gravado por Maria Bethânia)

“Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade

que até parece que eu posso morrer. Pode creditar em mim.

Você me olha, eu digo sim...” (Fernanda Abreu)

Atenção: avô – avôs (o avô materno e o avô paterno; avôs, fechado) avó - avós (o avô e a avó). Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. / Tem morrido muito pobre de fome.

Plural dos Substantivos Compostos

Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos.

Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural:

-Palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças.

-verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda- -roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições.

-elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / autoescola = autoescolas.

-palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres.

-substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres / o bem-te-vi

=os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém / o ponto e vírgula

=os ponto e vírgula / o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi.

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- quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel- -prazeres.

Somente o primeiro elemento vai para o plural:

-substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / pão-de-ló

=pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz.

-quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredos / pombo-correio

=pombos-correio / salário-família = salários-família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador)

Atendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões.

Os dois elementos ficam invariáveis quando houver:

-verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora

-os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta = os vai- -e-volta.

Os dois elementos, vão para o plural:

-substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis / abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós / tenente-coronel

=tenentes-coronéis / redator-chefe = redatores-chefes. Coloque entre dois elementos a conjunção e, observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra.

-substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte = carros-fortes / obra- -prima = obras-primas / cachorro-quente = cachorros-quentes.

-adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas /

-numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras.

Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis / guarda-marinha = guardas-marinha.

Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas), são flexionadas como substan- tivos: Gritavam vivas e morras; Fiz a prova dos noves; Pesei bem os prós e contras.

Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez.

Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas.

Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMs / Ufirs.

Grau do Substantivo

Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade, exagero ou diminuição.Aessas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo.

Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos:

-Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético); peixe-peixinho (diminutivo sintético); sufixo inho ou isinho.

-Analítico: formado com palavras de aumento: grande, enorme, imensa, gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande

/prédio gigantesco; e formado com as palavras de diminuição: diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena, peça minúscula / saia diminuta.

-Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença em relação a cer- tas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco.

-Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho, Toninho, mãezinha.

-Em consequência do dinamismo da língua, alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha (calendário).

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LÍNGUA PORTUGUESA

-As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão (sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú (hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho.

-As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = belezinha.

-Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado, minicalculadora. Substantivo caracterizador de adjetivo: os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina,

azul petróleo, amarelo ouro, roxo batata, verde garrafa.

Exercícios

01. Numa das seguintes frases, há uma flexão de plural grafada erradamente:

a)os escrivães serão beneficiados por esta lei.

b)o número mais importante é o dos anõezinhos.

c)faltam os hífens nesta relação de palavras.

d)Fulano e Beltrano são dois grandes caráteres.

e)os répteis são animais ovíparos.

02. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:

a)vulcão, abaixo-assinado;

b)irmão, salário-família;

c)questão, manga-rosa;

d)bênção, papel-moeda;

e)razão, guarda-chuva.

03. Assinale a alternativa em que está correta a formação do plural:

a)cadáver – cadáveis;

b)gavião – gaviães;

c)fuzil – fuzíveis;

d)mal – maus;

e)atlas – os atlas.

04. Indique a alternativa em que todos os substantivos são abstratos:

a)tempo – angústia – saudade – ausência – esperança– imagem;

b)angústia – sorriso – luz – ausência – esperança –inimizade;

c)inimigo – luz – esperança – espaço – tempo;

d)angústia – saudade – ausência – esperança – inimizade;

e)espaço – olhos – luz – lábios – ausência – esperança.

05. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são masculinos:

a)enigma – idioma – cal;

b)pianista – presidente – planta;

c)champanha – dó(pena) – telefonema;

d)estudante – cal – alface;

e)edema – diabete – alface.

06. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a alterna- tiva em que há um substantivo que não corresponde ao seu significado:

a)O capital = dinheiro;

A capital = cidade principal;

b)O grama = unidade de medida; A grama = vegetação rasteira;

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c)O rádio = aparelho transmissor; A rádio = estação geradora;

d)O cabeça = o chefe;

A cabeça = parte do corpo;

e)A cura = o médico. O cura = ato de curar.

07. Marque a alternativa em que haja somente substantivos sobrecomuns:

a)pianista – estudante – criança;

b)dentista – borboleta – comentarista;

c)crocodilo – sabiá – testemunha;

d)vítima – cadáver – testemunha;

e)criança – desportista – cônjuge.

08. Aponte a sequência de substantivos que, sendo originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem em formas normais, independentes do termo derivante:

a)pratinho – papelinho – livreco – barraca;

b)tampinha – cigarrilha – estantezinha – elefantão;

c)cartão – flautim – lingüeta – cavalete;

d)chapelão – bocarra – cidrinho – portão;

e)palhacinho – narigão – beiçola – boquinha.

09.Dados os substantivos “caroço”, “imposto”, “coco” e “ovo”, conclui-se que, indo para o plural a vogal tônica soará aberta em: a) apenas na palavra nº 1;

b) apenas na palavra nº 2; c) apenas na palavra nº 3; d) em todas as palavras; e) N.D.A.

10.Marque a alternativa que apresenta os femininos de “Monge”, “Duque”, “Papa” e “Profeta”:

a)monja – duqueza – papisa – profetisa;

b)freira – duqueza – papiza – profetisa;

c)freira – duquesa – papisa – profetisa;

d)monja – duquesa – papiza – profetiza;

e)monja – duquesa – papisa – profetisa.

Respostas: 01-D / 02-C / 03-E / 04-D / 05-C / 06-E / 07-D / 08-C / 09-E / 10-E /

Adjetivo

Não digas: “o mundo é belo.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida.” Com foi que mediste a vida?

(Cecília Meireles)

Os adjetivos belo, triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo, o amor, a vida.

Adjetivo é a palavra variável em gênero, número e grau que modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo; cavalo baio; comida saudável; político honesto; professor competente; funcio- nário consciente; pais responsáveis. Os adjetivos classificam-se em:

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-simples: apresentam um único radical, uma única palavra em sua estrutura: alegre, medroso, simpático, covarde, jovem, exu- berante, teimoso;

-compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos marrom-

-escuros; garoto surdo-mudo;

-primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando, amável, confortável.

-derivados: são aqueles formados por derivação, vieram depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz, desconfortável, en-

tristecido, atualizado.

- pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem-se a cidades, estados, países.

Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo; abdominal = de abdômen; apícola = de abelha; aquilino = de águia; argente = de prata; áureo = de ouro; auricular = da orelha; bucal = da boca; bélico = de guerra; cervical = do pescoço; cutâneo = de pele; discente = de aluno; docente = de professor; estelar = de estrela; etário = de idade; fabril = de fábrica; filatélico

=de selos; urbano = da cidade; gástrica = do estômago; hepático = do fígado; matutino = da manhã; vespertino = da tarde; inodoro

=sem cheiro; insípido = sem gosto; pluvial = da chuva; humano = do homem; umbilical = do umbigo; têxtil = de tecido.

Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo, sacola de papel, parede de tijolo, folha de papel, e outros.

Cidade, Estado, País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense; Amazonas: amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis: angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano; Bélgica: belga; Belo Horizonte: belo-horizontino; Brasil: bra- sileiro; Brasília: brasiliense; Buenos Aires: bonaerense, buenairense ou portenho; Cairo: cairota; Cabo Frio: cabo-friense; Campo Grande: campo-grandese; Ceará: cearense; Curitiba: curitibano; Distrito Federal: candango ou brasiliense; Espírito Santo: espírito- -santense ou capixaba; Estados Unidos: estadunidense ou norte americano; Florianópolis: florianopolitano; Florença: florentino; Fortaleza: fortalezense; Goiânia: goianiense; Goiás: goiano; Japão: japonês ou nipônico; João Pessoa: pessoense; Londres: londrino; Maceió: maceioense; Manaus: manauense ou manauara; Maranhão: maranhense; Mato Grosso: mato-grossense; Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul; Minas Gerais: mineiro; Natal: natalense ou papa-jerimum; Nova Iorque: nova-iorquino; Niterói: nite- roiense; Novo Hamburgo: hamburguense; Palmas: palmense; Pará: paraense; Paraíba: paraibano; Paraná: paranaense; Pernambuco: pernambucano; Petrópolis: petropolitano; Piauí: piauiense; Porto Alegre: porto-alegrense; Porto Velho: porto-velhense; Recife: re- cifense; Rio Branco: rio-branquense; Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado); Rio Grande do Norte: rio-grandense-do-norte ou potiguar; Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho; Rondônia: rondoniano; Roraima: roraimense; Salvador: soteropolitano; Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde; São Paulo: paulista/paulistano (cidade); São Luís: são-luisense ou ludovicense; Sergipe: ser- gipano; Teresina: teresinense; Tocantins: tocantinense; Três Corações: tricordiano; Três Rios: trirriense; Vitória: vitoriano.

-pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como: afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira; nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos (alemão).

-“O professor fez uma simples observação”. O adjetivo, simples, colocado antes do substantivo observação, equivale à banal.

-“O professor fez uma observação simples”. O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação, equivale à fácil.

Flexões do Adjetivo: O adjetivo, como palavra variável, sofre flexões de: gênero, número e grau.

Gênero do Adjetivo: Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em:

-uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. Funcionário incompetente = funcionária incompetente; Homens desonestos = mulheres desonestas

-biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira.

Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa

/saia verde-escura.Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – ateia / europeu – europeia / glutão

– glutona / hebreu – hebreia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebeia / são – sã / vão – vã.

Atenção:

-às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como substan- tivo: acompanha um artigo).

-A cerveja que desce redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente).

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-substantivos que funcionam como adjetivos, num processo de derivação imprópria, isto é, palavra que tem o valor de outra classe gramatical, que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. (substantivo com valor de adjetivo).

-substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo, ficando a ele subor- dinadas na frase.

Semântica e sintaticamente falando, valem por adjetivos.

Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto.

O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo.

Plural do Adjetivo: o plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis.

-quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos casta- nho-claros, senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos, variam os dois elementos.

-Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis, não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo; substantivo canário).

-As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo, ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho

cor-de-mel = olhos cor-de-mel.

- São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sem-par, piadas sem-sal.

Grau do Adjetivo

Grau comparativo de: igualdade, superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade; Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade).

O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo.

O grau comparativo é usado para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. O comparativo pode ser:

-de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. (as duas pessoas têm a mesma altura)

-de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do

que / que eu. (das duas, a Many é mais)

O grau comparativo de superioridade possui duas formas:

Analítica: mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, mais bom,mais pequeno.

Sintética: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. - de inferioridade: um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes.

O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. - Superlativo Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode ser:

Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extre- mamente simpático.

Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima.

-o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer (magro) = macérrimo;

-forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo;

-adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo;

-adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo.

-os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friís-

simo.

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Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo; agradável = agradabilíssimo; agudo = acu- tíssimo; amargo = amaríssimo; amigo = amicíssimo; antigo = antiquíssimo; áspero = aspérrimo; atroz = atrocíssimo; benévolo = benevolentíssimo; bom = boníssimo, ótimo; capaz = capacíssimo; célebre = celebérrimo; cruel = crudelíssimo; difícil = deficílimo; doce = dulcíssimo; eficaz = eficacíssimo; fácil = facílimo; feliz = felicíssimo; fiel = fidelíssimo; frágil = fragílimo; frio = frigidíssimo, friíssimo; geral = generalíssimo; humilde = humílimo; incrível = incredibilíssimo; inimigo = inimicíssimo; jovem = juvenilíssimo; livre = libérrimo; magnífico = magnificentíssimo; magro = macérrimo, magérrimo; mau = péssimo; miserável = miserabilíssimo; negro = nigérrimo, negríssimo; nobre = nobilíssimo; pessoal = personalíssimo; pobre = paupérrimo, pobríssimo; sábio = sapientíssi- mo; sagrado = sacratíssimo; simpático = simpaticíssimo; simples = simplícimo; tenro = teneríssimo; terrível = terribilíssimo; veloz = velocíssimo.

Usa-se também, no superlativo:

-prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática.

-expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena.

-adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) / linda, linda (=lindíssima).

-diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão.

-linguagem informa, sufixo érrimo, em fez de íssimo: chiquérrimo, chiquentérrimo, elegantérrimo.

-Superlativo Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos, com a mesma qualidade. Pode ser:

Superlativo Relativo de Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. (ela é a mais de todas)

Superlativo Relativo de Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos.

Emprego Adverbial do Adjetivo

O menino dorme tranquilo. /As meninas dormem tranquilas. Em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito.

O menino dorme tranquilamente. /As meninas dormem tranquilamente. O adjetivo assume um valor adverbial, com o acréscimo do sufixo mente, sendo, portanto, invariável, não vai para o plural.

Sorriu amarelo e saiu. / Ficou meio chateada e calou-se. O adjetivo amarelo modificou um verbo, portanto, assume a função de advérbio; o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume, também, a função de advérbio.

Exercícios

01. Assinale a alternativa em que o adjetivo que qualifica o substantivo seja explicativo:

a)dia chuvoso;

b)água morna;

c)moça bonita;

d)fogo quente;

e)lua cheia.

02. Assinale a alternativa que contém o grupo de adjetivos gentílicos, relativos a “Japão”, “Três Corações” e “Moscou”:

a)Oriental, Tricardíaco, Moscovita;

b)Nipônico,Tricordiano, Soviético;

c)Japonês, Trêscoraçoense, Moscovita;

d)Nipônico, Tricordiano, Moscovita;

e)Oriental, Tricardíaco, Soviético.

03. Ainda sobre os adjetivos gentílicos, diz-se que quem nasce em “Lima”, “Buenos Aires” e “Jerusalém” é:

a)Limalho-Portenho-Jerusalense;

b)Limenho-Bonaerense-Hierosolimita;

c)Límio-Portenho-Jerusalita

d)Limenho-Bonaerense-Jerusalita;

e)Limeiro-Bonaerense-Judeu;

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04.No trecho “os jovens estão mais ágeis que seus pais”, temos:

a)um superlativo relativo de superioridade;

b)um comparativo de superioridade;

c)um superlativo absoluto;

d)um comparativo de igualdade.

e)um superlativo analítico de ágil.

05. Relacione a 1ª coluna à 2ª:

1 - água de chuva ( ) Fluvial

2 - olho de gato ( ) Angelical

3 - água de rio ( ) Felino 4 - Cara-de-anjo ( ) Pluvial

Assim temos:

a)1 – 4 – 2 – 3;

b)3 – 2 – 1 – 4;

c)3 – 1 – 2 – 4;

d)3 – 4 – 2 – 1;

e)4 – 3 – 1 – 2.

06. Nas orações “Esse livro é melhor que aquele” e “Este livro é mais lindo que aquele”, Há os graus comparativos:

a)de superioridade, respectivamente sintético e analítico;

b)de superioridade, ambos analíticos;

c)de superioridade, ambos sintéticos;

d)relativos;

e)superlativos.

07. Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase apresentada: “Os acidentados foram encaminhados a diferentes clínicas ____” .

a)médicas-cirúrgicas;

b)médica-cirúrgicas;

c)médico-cirúrgicas;

d)médicos-cirúrgicas;

e)médica-cirúrgicos.

08. Sabe-se que a posição do adjetivo, em relação ao substantivo, pode ou não mudar o sentido do enunciado. Assim, nas frases “Ele é um homem pobre” e “Ele é um pobre homem”.

a)1ª fala de um sem recursos materiais; a 2ª fala de um homem infeliz;

b)a 1ª fala de um homem infeliz; a 2ª fala de um homem sem recursos materiais;

c)em ambos os casos, o homem é apenas infeliz, sem fazer referência a questões materiais;

d)em ambos os casos o homem é apenas desprovido de recursos;

e)o homem é infeliz e desprovido de recursos materiais, em ambas.

09.O item em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo dado é:

a)hibernal - de inverno;

b)filatélico - de folhas;

c)discente - de alunos;

d)docente - de professor;

e)onírico - de sonho.

10. Assinale a alternativa em que todos os adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros:

a)andaluz, hindu, comum;

b)europeu, cortês, feliz;

c)fofo, incolor, cru;

d)superior, agrícola, namorador;

e)exemplar, fácil, simples.

Respostas: 1- D / 2- D / 3- B / 4- B / 5- D / 6- A / 7- C / 8- A / 9- B / 10-E

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Numeral

Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série, multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, respectivamente, em: cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários.

-Cardinal: indica número, quantidade: um, dois, três, oito, vinte, cem, mil;

-Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro, segundo, terceiro, sétimo, centésimo;

-Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio, terço, quarto, quinto, um doze avos;

-Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo, dobro, triplo, quíntuplo.

Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses; cente- nário: período de cem anos; decálogo: conjunto de dez leis; decúria: período de dez anos; dezena: conjunto de dez coisas; dístico: dois versos; dúzia: conjunto de doze coisas; grosa: conjunto de doze dúzias; lustro: período de cinco anos; milênio: período de mil anos; milhar: conjunto de mil coisas; novena: período de nove dias; quarentena: período de quarenta dias; quinquênio: período de cinco anos; resma: quinhentas folhas de papel; semestre: período de seis meses; septênio: período de sete meses; sexênio: período de seis anos; terno: conjunto de três coisas; trezena: período de treze dias; triênio: período de três anos; trinca: conjunto de três coisas.

Algarismos: Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV, 5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300-CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 1.000-M.

Numerais Cardinais: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte..., trinta..., quarenta..., cinquenta..., sessenta..., setenta..., oitenta..., noventa..., cem..., duzentos..., trezentos..., quatrocentos..., quinhentos..., seiscentos..., setecentos..., oitocentos..., novecentos..., mil.

Numerais Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, décimo primeiro, décimo segundo, décimo terceiro, décimo quarto, décimo quinto, décimo sexto, décimo sétimo, décimo oitavo, décimo nono, vigésimo..., tri- gésimo..., quadragésimo..., quinquagésimo..., sexagésimo..., septuagésimo..., octogésimo..., nonagésimo..., centésimo..., ducentési- mo..., trecentésimo..., quadringentésimo..., quingentésimo..., sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., nongentésimo..., milésimo.

Numerais Multiplicativos: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, décuplo, undécuplo, duo- décuplo, cêntuplo.

Numerais Fracionários: meia, metade, terço, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, onze avos, doze avos, treze avos, catorze avos, quinze avos, dezesseis avos, dezessete avos, dezoito avos, dezenove avos, vinte avos..., trinta avos..., quarenta avos..., cinquenta avos..., sessenta avos..., setenta avos..., oitenta avos..., noventa avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., quadringentésimo..., quingentésimo..., sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., nongentésimo..., milésimo.

Flexão dos Numerais

Gênero

-os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas.

-os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular.

-os numerais multiplicativos, quando usados com o valor de substantivos, são variáveis: A minha nota é o triplo da sua. (triplo

–valor de substantivo)

-quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil. (triplas valor de adjetivo)

-os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contem- plados.

-o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia. (hora) / Usou apenas meias palavras.

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Número

-os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros, variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros.

-os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.

-os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. (valor de substantivo – invariável)

-os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (valor de adjetivo – variável)

-os numerais fracionários variam em número, concordando com os cardinais que indicam números das partes.

-Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos equivalem a 750 ml.

Grau

Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola.

Emprego dos Numerais

-para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo). Canto X (décimo) / Luís IX (nono); os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis); Século XXI (vinte e um).

-se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século)

-com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro.

-na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares, portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª. (portaria oitava)

-emprega-se o numeral cardinal, a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis)

-enumeração de casa, páginas, folhas, textos, apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral cardinal: Reservei a pol- trona vinte e oito. / O texto quatro está na página sessenta e cinco.

-se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima)

-não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.

-o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, milhar e bilhão, devem concordar no masculino:

-Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural, o particípio ou adjetivo podem concordar, no masculino, com milhões, ou com o substantivo, no feminino. Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resga- tados / notas resgatadas)

-os numerais multiplicativos quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos, nascidos em Lucélia, estão reagindo bem.

-emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: 10h20min –

dez horas, vinte minutos.

- não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis. Mas 1.200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros)

Exercícios

01. Marque o emprego incorreto do numeral:

a)século III (três)

b)página 102 (cento e dois)

c)80º (octogésimo)

d)capítulo XI (onze)

e)X tomo (décimo)

Alternativa correta: A

O numeral quando for usado para designar Papas, reis, séculos, capítulos etc, usam-se: Os ordinais de 1 a 10; Os cardinais de 11 em diante.

Logo, a letra A está incorreta por está grafado século três, quando o correto é século terceiro.

02. Indique o item em que os numerais estão corretamente empregados:

a)Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro.

b)após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez.

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c)depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro.

d)antes do artigo décimo vem o artigo nono.

e)o artigo vigésimo segundo foi revogado.

Alternativa correta: B

Está corretamente grafado parágrafo nono e parágrafo dez na alternativa B, pois os numerais ordinais são de 1 a 9. De 10 em diante usamos os cardinais.

Pronome

É a palavra que acompanha ou substitui o nome, relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três pessoas do discurso

são:

1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor;

2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor;

3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de quem se fala ou referente.

Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome, o pronome é, respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo.

Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos.

Pronomes Pessoais: Os pronomes pessoais dividem-se em:

-retos exercem a função de sujeito da oração: eu, tu, ele, nós, vós, eles:

-oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou as, lhes. - Ela não vai conosco. (ela pronome reto / vai verbo / conosco complemento nominal. São: tônicos com preposição: mim, comigo, ti, contigo,si, consigo, conos- co, convosco; átonos sem preposição: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os,pronome oblíquo) - Eu dou atenção a ela. (eu pronome reto / dou verbo / atenção nome / ela pronome oblíquo)

Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais

-Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo do teatro.

-As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem.

-Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas:

o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral: Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente.

o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z, assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao verdureiro. = pagá-lo; Fiz os exercícios a lápis. = Fi-los a lápis.

lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos Eis a prova do suborno. = Ei-la; O tempo nos dirá. = no-lo dirá. (eis, nos, vos perdem o S)

no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa.

lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural, terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia do contrato. (o S permanece)

nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural, perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido.

me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a esperança. (sua, dele, dela possessivo)

as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós, com + vós. seguidos de: ambos, todos, próprios, mesmos, outros, numeral: Mariane garantiu que viajaria com nós três.

o pronome oblíquo funciona como sujeito com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir e ver+verbo no infinitivo. Deixe- -me sentir seu perfume. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar Mandei-o calar. (= Mandei que ele calasse), o= sujeito do verbo mandar.

os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. (pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei. / Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos)

-Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituídos por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre mim e ti.

-É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu, quando funcionarem como Sujeito: Todos pediram para eu relatar os

fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não compra, não anda. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: mim gosta / mim tem / mim faz. / mim quer.

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- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as for- mas lhe, lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos; Dona Cecília, querida amiga, chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa comadre, Nircleia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo indireto,VTI)

-É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer ca- ridade com os mais necessitados.

-Os pronomes pessoais retos ele, eles, ela, elas, nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como comple- mentos de um verbo e vierem precedidos de preposição. O conserto da televisão foi feito por ele. (ele= pronome oblíquo)

-Os pronomes pessoais ele, eles e ela, elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele./ Já frequentei a casa dela.

-Se os pronomes pessoais retos ele, eles, ela, elas estiverem funcionando como sujeito, e houver uma preposição antes deles, não poderá haver uma contração: Está na hora de ela decidir seu caminho. (ela sujeito de decidir; sempre com verbo no infinitivo)

-Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo)

-Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcio- nam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. (Nicole sujeito, 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa)

-O pronome pessoal oblíquo não funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa)

-Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala, você é a pessoa a quem se fala e, portanto, da 2ª pessoa. Por outro lado, você, como os demais pronomes de tratamento senhor, senhora, senhorita, dona, pede o verbo na 3ª pessoa, e não na 2ª.

-Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de objeto indireto, 0I) juntam-se a o, a, os, as (formas de objeto direto), assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que me trouxe. nos +o: no-lo / + a: no-la / + os: no-los / +as: no-las: Venderíamos a casa, se no-la exigissem. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. Dei-tos. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhes. vos+ o: vo-lo/+ a: vo-la/+ os: vo-los/+ as: vo-las: Pedi-vos

conselho. Pedi vo-lo.

No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to, lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais sofisticados.

Pronomes de Tratamento: São usados no trato com as pessoas. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, ida- de, título, o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V.A.-príncipes, duques; Vossa Eminência-V.Ema-cardeais; Vossa Excelência-V.Ex.a-altas autoridades, presidente, oficiais; Vossa Magnificência-V.Mag.a-reitores de universidades; Vossa Majestade- -V.M.-reis, imperadores; Vossa Santidade-V.S.-Papa; Vossa Senhoria-V.Sa-tratamento cerimonioso.

-São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, a senhorita, dona, você.

-Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos:

-Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive para o presidente da República.

-Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.

-A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa)

-A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para um Congresso. (falando a respeito do cardeal)

-Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão.

Pronomes Possessivos: São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala.

Singular: 1ª pessoa: meu, meus, minha, minhas; 2ª pessoa: teu, teus, tua, tuas; 3ª pessoa: seu, seus, sua, suas; Plural: 1ª pessoa: nosso/os nossa/as, 2ª pessoa: vosso/os vossa/as. 3ª pessoa: seu, seus, sua, suas.

Emprego dos Pronomes Possessivos

- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório.

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-O pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade.

-Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos.

-Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma alteração fonética da palavra senhor

-Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus.

-Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e anotações.

-Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os passos. (os seus passos)

-Deve-se observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te preza.”

-Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando se trata de parte do corpo. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua, mão”. (usa-se: no ombro; na mão)

Pronomes Demonstrativos: Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis.

- Em relação ao espaço:

Este (s), esta (s), isto: indicam o ser ou objeto que está próximo da pessoa que fala.

Esse (s), essa (s), isso: indicam o ser ou objeto que está próximo da pessoa,com quem se fala, que ouve (2ª pessoa) Aquele (s), aquela (s), aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) - Em relação ao tempo:

Este (s), esta (s), isto: indicam o tempo presente em relação ao momento em que se fala. Este mês termina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL.

Esse (s), essa (s), isso: indicam o tempo passado há pouco ou o futuro em relação ao momento em se fala. Onde você esteve essa semana toda?

Aquele (s), aquela (s), aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. Bons tempos aqueles em que brincávamos descalços na rua...

-dependendo do contexto, também são considerados pronomes demonstrativos o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante, tal, equivalendo a aquele, aquela, aquilo. O próprio homem destrói a natureza; Depois de muito procurar, achei o que queria; O professor fez a mesma observação; Estranhei semelhante coincidência; Tal atitude é inexplicável.

-para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º lugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. Pais e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e orgulhosos, estas, elegantes e risonhas.

-dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. Júlia fez o exercício com aquela calma! (=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa)

-as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. A festa estava desanimada; nisso, a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança.

-os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um elemento anteriormente expresso. Ninguém ligou para o incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo.

Pronomes Indefinidos: São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número; outros são invariáveis.

Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem, nada, cada, mais, menos, demais.

Emprego dos Pronomes Indefinidos

Não sei de pessoa alguma capaz de convencê-lo. (alguma, equivale a nenhum)

-Em frases de sentido negativo, nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante.

-O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.)

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-Colocados depois do substantivo, os pronomes algum/alguma ganham sentido negativo. Este ano, funcionário público algum terá aumento digno.

-Colocados antes do substantivo, os pronomes algum/algumaganham sentido positivo. Devemos sempre ter algumaesperança.

-Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos quando colocados antes do substantivo e adjetivos, quando colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no dia certo. (depois do substantivo=adjetivo).

-Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser; indetermina, ge- neraliza).

-Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem.

-Qualquer, plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios.

Locuções Pronominais Indefinidas: São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que esquiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (=certo) / tal e, ou qual /

Pronomes Relativos: São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por o, a, os, as, qual / quais.

Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis.

Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos; Invariáveis: que, quem, quando, como, onde.

Emprego dos Pronomes Relativos

-O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa, no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus.

-O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o, a, os, as: Não entendi o que você quis dizer. (o que = aquilo que).

-O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi.

-O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual, de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos)

-O pronome relativo pode vir sem antecedente claro, explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa; Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer.

-Só se usa o relativo cujo quando o consequente é diferente do antecedente: O escritor cujo livro te falei é paulista.

-O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si.

-O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que, no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. (= lugar em que)

-Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados depois de tudo, todos, tanto: Naquele momento, a querida comadre Naldete, falou tudo quanto sabia.

Pronomes Interrogativos: São os pronomes em frases interrogativas diretas ou indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, quanto:

Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta, com o ponto de interrogação)

- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. (interrogativa indireta, sem a interrogação)

Exercícios

Reescreva os períodos abaixo, corrigindo-os quando for o caso:

01. “Jamais haverá inimizade entre você e eu “, disse o rapaz lamentando e chorando”. 02. “Venha e traga contigo todo o material que estiver aí!”

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03. “Ela falou que era para mim comer, e depois, para mim sair dali.” 04. Polidamente, mandei eles entrar e, depois, deixei eles sentar”

05. “Durante toda a aula os alunos falaram sobre ti e sobre mim.” 06. “Comunico-lhe que, quanto ao livro, deram-no ao professor.” 07. “Informamo- lhe que tudo estava bem conosco e com eles.”

08. “Espero que V. Exa. e vossa distinta consorte nos honrem com vossa visita.

09.“Vossa Majestade, Senhor Rei, sois generoso e bom para com o vosso povo.”

10.“Ela irá com nós mesmo, disse o homem com voz grave e solene.

11.“Ele falou do lugar onde foi com entusiasmo e saudade ao mesmo tempo”

12.“Você já sabe aonde ela foi com aquele canalha?

13.“Espero que ele vá ao colégio e leve consigo o livro que me pertence.

14.“Se vier, traga comigo o livro que lhe pedi”

15.“Mandaram-no à delegacia para explicar o caso da morte.”

16.Enviaremos lhe todo o estoque que estiver disponível.

17.“Para lhe dizer tudo, eu preciso de muito mais dinheiro.”

18.“Ela me disse apenas isto: me deixe passar que eu quero morrer.”

19.“Me diga toda a verdade porque, assim as coisas ficam mais fáceis.”

20.“Tenho informado-o sobre todos os pormenores da viagem.”

21.“Mandei-te todo o material de que precisas.”

22.“Dir-lhe-ei toda a verdade sobre o caso do roubo do banco.”

23.Espero que lhe não digam nada a meu respeito.

24.“Haviam-lhe informado que ela só chegaria depois das três horas.”

25.“Nesse ano, muitos alunos passarão no vestibular.”

26.“Corria o ano de 1964. Neste ano houve uma revolução no Brasil.”

27.“Estes alunos que estão aqui podem sair, aqueles irão depois.”

28.“Os livros cujas páginas estiverem rasgadas serão devolvidos.’

29.“Apalpei-lhe as pernas que se deixavam entrever pela saia rasgada.”

30.“Agora, pegue a tua caneta e comece a substituir, abaixo os complementos grifados pelo pronome oblíquo correspondente: a) Mandamos o filho ao colégio.

b)Enviamos à menina um telegrama

c)Informaram os meninos sobre a menina.

d)Fez o exercício corretamente.

e)Diremos aos professores toda a verdade.

f)Ela nunca obedece aos superiores.

g)Ontem, ela viu você com outra.

h)Chamei a amiga para a festa.

31. Indique quando, na segunda frase, ocorre a substituição errada das palavras destacadas na primeira, por um pronome:

a)O gerente chamou os empregados. O gerente chamou-os

b)Quero muito a meu irmão. Quero-lhe muito.

c)Perdoei sua falta por duas vezes. Perdoei-lhe por duas vezes

d)Tentei convencer o diretor de que a solução não seria justa Tentei convencê-lo de que a solução não seria justa.

e)A proposta não agradou aos jovens

A proposta não lhe agradou.

32. Numa das frases, está usado indevidamente um pronome de tratamento. Assinale-a:

a)Os Reitores das Universidades recebem o título de Vossa Magnificência.

b)Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração.

c)Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.

d)Procurei a chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir minhas explicações.

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33.Em “O que estranhei é que as substâncias eram transferidas........! a) artigo - expletivo

b) pronome pessoal - pronome relativo c) pronome demonstrativo - integrante d) pronome demonstrativo - expletivo e) artigo - pronome relativo

34.Em “Todo sistema coordenado é...........”. “Mas o propósito de toda teoria física é.......”. As palavras destacadas são.... e sig- nificam, respectivamente:

a) pronomes substantivos indefinidos qualquer e qualquer b) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e inteiro

c) pronomes adjetivos demonstrativos inteiro e cada um d) pronomes adjetivos indefinidos inteiro e qualquer e) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e qualquer.

Respostas:

 

01

.... entre você e mim.

02 ...

Traga consigo

...

03 ....

para eu comer... para eu sair

04 ...

mandei-os entrar ... deixei-os sair

05 ...

sobre ele...

 

06 ...

 

 

07 ...

bem com nós

 

08 ...

sua distinta ...

com sua visita

09 ...

é generoso e ...

seu povo...

10...

11... aonde

12...

13...

14... traga consigo.

15...

16... enviar-lhe-emos

17...

18...deixe-me passar

19.Diga-me ...

20.Tenho- o...

21.Mandar- te- ei

22...

23...

24...

25... neste ano

26...

27...

28...

29...

a)Mandamos-o...

b)Enviamos-lhe...

c)Informaram-nos

d)Fê-lo

e)Dir-lhes-emos

f)Ela nunca lhes obedece

g)...ela o viu...

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h) Chamei-a ...

31-A / 32-C /

33-A

Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase, sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a palavra que não exerce função sintática; como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce. Como partícula expletiva, aparece também na expressão é que. Exemplo:

-Quase que não consigo chegar a tempo.

-Elas é que conseguiram chegar.

Como Pronome, a palavra que pode ser:

-Pronome Relativo: retoma um termo da oração antecedente, projetando-o na oração consequente. Equivale a o qual e flexões. Exemplo: Não encontramos as pessoas que saíram.

-Pronome Indefinido: nesse caso, pode funcionar como pronome substantivo ou pronome adjetivo.

-Pronome Substantivo: equivale a que coisa. Quando for pronome substantivo, a palavra que exercerá as funções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.). Exemplo: Que aconteceu com você?

-Pronome Adjetivo: determina um substantivo. Nesse caso, exerce a função sintática de adjunto adnominal. Exemplo: Que vida

éessa?

34-D

Verbo

Verbo é a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em número (singular e plural), pessoa (primeira, segunda e terceira), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas nominais: gerúndio, infinitivo e particípio), tempo (presente, passado e futuro) e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva). De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados em três conjugações:

1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. 2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. 3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir.

O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer.

Elementos Estruturais do Verbo: As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical, Vogal Temática e Tema.

Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da 1ª conju- gação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela está o significado real do verbo.

cont é o radical do verbo contar; esper é o radical do verbo esperar; brinc é o radical do verbo brincar.

Se tiramos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos antepor prefixos ao radical: des nutr ir / re conduz ir.

Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i.

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Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o radical: contei = cont ei.

Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências modo temporais e número pessoa, desinências número pessoais.

Contávamos Cont = radical

a = vogal temática

va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal

Flexões Verbais: Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa.

-eu estudo – 1ª pessoa do singular;

-nós estudamos – 1ª pessoa do plural;

-tu estudas – 2ª pessoa do singular;

-vós estudais – 2ª pessoa do singular;

-ele estuda – 3ª pessoa do singular;

-eles estudam – 3ª pessoa do plural.

-Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja, tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª pessoa, é o mais usado no Brasil.

-Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, pretérito, futuro.

O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. São três os modos:

-Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, precisão: o fato é ou foi uma realidade;Apresenta presente, pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito.

-Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de dúvida, exprime uma possibilidade; O subjuntivo expressa uma in-

certeza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero; Quando o vir, dê lembranças minhas.

- Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo

Emprego dos Tempos do Indicativo

-Presente do Indicativo: Para enunciar um fato momentâneo. Ex: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que ocorre com fre- quência. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes, verdades universais. Ex: A água é incolor, inodora, insípida.

-Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado, não concluído. Ex: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava muito bem.

-Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. Ex: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi...

-Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. Ex: Nós cantáramos no con-

gresso de música.

-Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz.

-Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. Ex: Compraria um carro

se tivesse dinheiro

1ª conjugação: -AR

Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, dançam.

Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos, dançastes, dançaram.

Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava, dançávamos, dançáveis, dançavam.

Pretérito Mais-Que-perfeito: dançara, dançaras, dançara, dançáramos, dançáreis, dançaram.

Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará, dançaremos, dançareis, dançarão.

Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria, dançaríamos, dançaríeis, dançariam.

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2ª Conjugação: -ER

Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem.

Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos, comestes, comeram.

Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, comíeis, comiam.

Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera, comêramos, comêreis, comeram.

Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá, comeremos, comereis, comerão.

Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria, comeríamos, comeríeis, comeriam.

3ª Conjugação: -IR

Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem.

Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, partistes, partiram.

Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, partíeis, partiam.

Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.

Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.

Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.

Emprego dos Tempos do Subjuntivo

Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição: Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos políticos.

Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio, voltaria à universidade. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, pode ou não acontecer. Quando/Se você fizer o trabalho, será generosa-

mente gratificado.

1ª Conjugação –AR

Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem.

PretéritoImperfeito:se eu dançasse, se tu dançasses, se ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles dançassem.

Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, quando eles dançarem.

2ª Conjugação -ER

Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós comamos, que vós comais, que eles comam.

Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles comessem. Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, quando eles

comerem.

3ª conjugação – IR

Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós partamos, que vós partais, que eles partam.

Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles partissem. Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, quando eles parti-

rem.

Emprego do Imperativo

Imperativo Afirmativo:

-Não apresenta a primeira pessoa do singular.

-É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo.

-O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”.

-O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo.

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Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam.

Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem.

Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos nós, amai vós, amem vocês.

Imperativo Negativo:

-É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular.

-Não retira os “s” do tu e do vós.

Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não amemos nós, não ameis vós, não amem vocês.

Além dos três modos citados, os verbos apresentam ainda as formas nominais:infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio.

Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo: É preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro.

Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável.Assim, considera-se apenas o processo verbal. Por exemplo:Amar é sofrer; O infinitivo pessoal, por sua vez, apresenta desinências de número e pessoa.

Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). Por exemplo: Para ler melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)

As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago, e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado, recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.

O Infinitivo Impessoal é usado:

-Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se referir a um sujeito determinado; Por exemplo: Querer é poder; Fumar prejudica a saúde; É proibido colar cartazes neste muro.

-Quando tiver o valor de Imperativo; Por exemplo: Soldados, marchar! (= Marchai!)

-Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior; Por exemplo: Eles não têm o direito de gritar assim; As meninas foram impedidas de participar do jogo; Eu os convenci a aceitar.

No entanto, na voz passiva dos verbos “contentar”, “tomar” e “ouvir”, por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser

flexionado. Por exemplo: Eram pessoas difíceis de serem contentadas; Aqueles remédios são ruins de serem tomados; Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.

Nas locuções verbais; Por exemplo:

-Queremos acordar bem cedo amanhã.

-Eles não podiam reclamar do colégio.

-Vamos pensar no seu caso.

Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior; Por exemplo:

-Eles foram condenados a pagar pesadas multas.

-Devemos sorrir ao invés de chorar.

-Tenho ainda alguns livros por (para) publicar.

Quando o infinitivo preposicionado, ou não, preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. Por exemplo:

-Na esperança de sermos atendidos, muito lhe agradecemos.

-Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem futebol.

-Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.

-Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas crianças.

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Com os verbos causativos “deixar”, “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue; Por exemplo: Deixei-os sair cedo hoje.

Com os verbos sensitivos “ver”, “ouvir”, “sentir” e sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. Por exemplo: Vi-os entrar atrasados; Ouvi-as dizer que não iriam à festa.

É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”, “dizer”, “falar” e sinônimos;

-Pediu para Carlos entrar (errado),

-Pediu para que Carlos entrasse (errado).

-Pediu que Carlos entrasse (correto).

Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo, como na oração “Este trabalho é para eu fazer”, pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”, que se revela, neste caso, como sujeito. Outros exemplos:

-Aquele exercício era para eu corrigir.

-Esta salada é para eu comer?

-Ela me deu um relógio para eu consertar.

Em orações como “Esta carta é paramim!”, a preposição está ligada somente ao pronome, que deve se apresentar oblíquo tônico.

Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinên- cias, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:

2ª pessoa do singular: Radical + ES. Ex.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos. Ex.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + dês. Ex.: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em. Ex.: terem (eles)

Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal, flexionando-se.

O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos:

-Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso; Por exemplo: Se tu não perceberes isto...; Convém vocês irem pri- meiro; O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial, sujeito implícito = nós).

-Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal; Por exemplo: O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova; Perdôo-te por me traíres; O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade; O guarda fez sinal para os motoristas pararem.

-Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural); Por exemplo: Faço isso para não me acharem inútil; Temos de agir assim para nos promoverem; Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta.

-Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação; Por exemplo: Vi os alunos abraçarem-se alegremente; Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza; Mandei as meninas olharem-se no espelho.

Como se pode observar, a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação ex- pressa pelo verbo.

- Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”, esse “j” aparecerá em todas as outras formas. Por exemplo:

Enferrujar: enferrujou, enferrujaria, enferrujem, enferrujarão, enferrujassem, etc. (Lembre, contudo, que o substantivo ferrugem é grafado com “g”.).

Viajar: viajou, viajaria, viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo, não confundir com o substantivo viagem) viajarão, viajasses, etc.

-Quando o verbo tem o infinitivo com “g”, como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo

-O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo. Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. Elas parece mentirem. Neste exemplo ocorre, na verdade, um período composto. “Parece” é o

verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”. Como desdobramento dessa reduzida, podemos ter a oração “Parece que elas mentem.”

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Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo: Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (fun- ção de advérbio); Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)

Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: Trabalhan- do, aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.

Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.

1ª Conjugação –AR

Infinitivo Impessoal: dançar.

Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele, dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles.

Gerúndio: dançando. Particípio: dançado.

2ª Conjugação –ER

Infinitivo Impessoal: comer.

Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele, comermos nós, comerdes vós, comerem eles.

Gerúndio: comendo. Particípio: comido.

3ª Conjugação –IR

Infinitivo Impessoal: partir.

Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, partirmos nós, partirdes vós, partirem eles.

Gerúndio: partindo.

Particípio: partido.

Verbos Auxiliares: Ser, Estar, Ter, Haver

Ser

Modo Indicativo

Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.

Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, vós éreis, eles eram.

Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós fomos, vós fostes, eles foram.

Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.

Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós fôramos, vós fôreis, eles foram.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.

Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.

Futuro do Pretérito Composto: teria sido.

Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, vós sereis, eles serão.

Futuro do Presente Composto: Terei sido.

Modo Subjuntivo

Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós sejamos, que vós sejais, que eles sejam.

Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.

Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.

Futuro Composto: tiver sido.

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Modo Imperativo

ImperativoAfirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede vós, sejam eles.

Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos nós, não sejais vós, não sejam eles. Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por sermos nós, por serdes vós, por serem eles.

Formas Nominais

Infinitivo: ser

Gerúndio: sendo

Particípio: sido

Estar

Modo Indicativo

Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, eles estão.

Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós estávamos, vós estáveis, eles estavam.

Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.

Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.

Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles estiveram.

Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado

Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.

Futuro do Presente Composto: terei estado.

Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.

Futuro do Pretérito Composto: teria estado.

Modo Subjuntivo

Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.

PretéritoImperfeito:se eu estivesse, se tu estivesses, se ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles estivessem.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado

Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres, quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós estiverdes, quando eles estiverem.

Futuro Composto: Tiver estado.

Modo Imperativo

ImperativoAfirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, estai vós, estejam eles.

Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.

Formas Nominais

Infinitivo: estar

Gerúndio: estando

Particípio: estado

Ter

Modo Indicativo

Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, eles têm.

Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós tínhamos, vós tínheis, eles tinham. Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram.

Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.

Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.

Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós teremos, vós tereis, eles terão.

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Futuro do Presente: terei tido.

Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.

Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Modo Subjuntivo

Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.

Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.

Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.

Futuro Composto: tiver tido.

Modo Imperativo

ImperativoAfirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, tende vós, tenham eles.

Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por termos nós, por terdes vós, por terem eles.

Formas Nominais

Infinitivo: ter

Gerúndio: tendo

Particípio: tido

Haver

Modo Indicativo

Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão.

Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós havíamos, vós havíeis, eles haviam.

Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.

Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.

Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles houveram.

Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.

Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.

Futuro do Presente Composto: terei havido.

Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.

Futuro do Pretérito Composto: teria havido.

Modo Subjuntivo

Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós hajamos, que vós hajais, que eles hajam.

Pretérito Imperfeito:se eu houvesse, se tu houvesses, se ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles houvessem.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.

Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós houverdes, quando eles houverem.

Futuro Composto: tiver havido.

Modo Imperativo

ImperativoAfirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, hajam eles.

Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.

Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.

Formas Nominais Infinitivo: haver

Gerúndio: havendo Particípio: havido

Verbos Regulares: Não sofrem modificação no radical durante toda conjugação (em todos os modos) e as desinências seguem as do verbo paradigma (verbo modelo)

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Amar: (radical: am) Amo, Amei, Amava, Amara, Amarei, Amaria, Ame, Amasse, Amar.

Comer: (radical: com) Como, Comi, Comia, Comera, Comerei, Comeria, Coma, Comesse, Comer.

Partir: (radical: part) Parto, Parti, Partia, Partira, Partirei, Partiria, Parta, Partisse, Partir.

Verbos Irregulares: São os verbos que sofrem modificações no radical ou em suas desinências.

Dar: dou, dava, dei, dera, darei, daria, dê, desse, der

Caber: caibo, cabia, coube, coubera, caberei, caberia, caiba, coubesse, couber.

Agredir: agrido, agredia, agredi, agredira, agredirei, agrediria, agrida, agredisse, agredir.

Anômalos: São aqueles que têm uma anomalia no radical. Ser, Ir

Ir

Modo Indicativo

Presente: eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, vós ides, eles vão.

Pretérito Imperfeito: eu ia, tu ias, ele ia, nós íamos, vós íeis, eles iam.

Pretérito Perfeito: eu fui, tu foste, ele foi, nós fomos, vós fostes, eles foram.

Pretérito Mais-que-Perfeito: eu fora, tu foras, ele fora, nós fôramos, vós fôreis, eles foram.

Futuro do Presente: eu irei, tu irás, ele irá, nós iremos, vós ireis, eles irão.

Futuro do Pretérito: eu iria, tu irias, ele iria, nós iríamos, vós iríeis, eles iriam.

Modo Subjuntivo

Presente: que eu vá, que tu vás, que ele vá, que nós vamos, que vós vades, que eles vão.

Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.

Futuro: quando eu for, quando tu fores, quando ele for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.

Modo Imperativo

ImperativoAfirmativo: vai tu, vá ele, vamos nós, ide vós, vão eles.

Imperativo Negativo: não vás tu, não vá ele, não vamos nós, não vades vós, não vão eles.

Infinitivo Pessoal: ir eu, ires tu, ir ele, irmos nós, irdes vós, irem eles.

Formas Nominais:

Infinitivo: ir

Gerúndio: indo

Particípio: ido

Verbos Defectivos: São aqueles que possuem um defeito. Não têm todos os modos, tempos ou pessoas.

Verbo Pronominal: É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado.

Verbos Abundantes: “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes, geralmente de particípio.” (Sacconi)

Infinitivo: Aceitar, Anexar, Acender, Desenvolver, Emergir, Expelir.

Particípio Regular: Aceitado, Anexado, Acendido, Desenvolvido, Emergido, Expelido.

Particípio Irregular: Aceito, Anexo, Aceso, Desenvolto, Emerso, Expulso.

Tempos Compostos: São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal, qual- quer verbo no particípio. São eles:

- Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do In- dicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com frequência ultimamente. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente.

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- Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Sub- juntivo e o principal no particípio, indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente, para conseguir a aprovação.

- Pretérito Mais-que-Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito

Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo simples. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi, quando conheci Magali.

- Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Preté- rito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.

Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade. Perceba que todas as frases remetem a ação obriga- toriamente para o passado. A frase Se eu estudasse, aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.

- Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pre- sente simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. Por exemplo: Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido.

- Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pre- térito simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade.

- Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo sim- ples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km. Veja os exemplos:

Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Manuel. Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a Manuel.

Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No primeiro caso, esperarei “você” praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advérbio “já”. Assim, observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir:

Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Manuel. Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a Manuel.

- Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio, indicando ação passada em relação ao momento da fala. Por exemplo: Para você ter comprado esse carro, necessitou de muito dinheiro

Exercícios

01. Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua:

a)Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício ficaria exultante.

b)Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os trajes que usava.

c)Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.

d)Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos.

e)O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho.

02. .......

em ti; mas nem sempre .......

dos outros.

a)Creias – duvidas

b)Crê – duvidas

c)Creias – duvida

d)Creia – duvide

e)Crê - duvides

03. Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal:

a)Os esportes entretêm a quem os pratica.

b)Ele antevira o desastre.

c)Só ficarei tranquilo, quando vir o resultado.

d)Eles se desavinham frequentemente.

e)Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.

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04. Dê, na ordem em que aparecem nesta questão, as seguintes formas verbais: advertir - no imperativo afirmativo, segunda pessoa do plural

compor - no futuro do subjuntivo, segunda pessoa do plural rever - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do plural prover - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do singular

a)adverti, componhais, revês, provistes

b)adverti, compordes, revestes, provistes

c)adverte, compondes, reveis, proviste

d)adverti, compuserdes, revistes, proveste

e)n.d.a

05. “Eu não sou o homem que tu procuras, mas desejava ver-te, ou, quando menos, possuir o teu retrato.” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência, em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos, respectivamente, as seguintes formas:

a)procurais, ver-vos, vosso

b)procura, vê-la, seu

c)procura, vê-lo, vosso

d)procurais, vê-la, vosso

e)procurais, ver-vos, seu

06. Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal, do imperativo afirmativo para o imperativo ne- gativo:

a)parti vós - não partais vós

b)amai vós - não ameis vós

c)sede vós - não sejais vós

d)ide vós - não vais vós

e)perdei vós - não percais vós

07. Vi, mas não ............

; o policial viu, e também não ............

, dois agentes secretos viram, e não ............

Se todos nós ............

,

talvez ..........

tantas mortes.

 

 

 

 

a)intervir - interviu - tivéssemos intervido - teríamos evitado

b)me precavi - se precaveio - se precaveram - nos precavíssemos - não teria havido

c)me contive - se conteve - contiveram - houvéssemos contido - tivéssemos impedido

d)me precavi - se precaveu - precaviram - precavêssemo-nos não houvesse

e)intervim - interveio - intervieram - tivéssemos intervindo - houvéssemos evitado

08. Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente:

a)O superior interveio na discussão, evitando a briga.

b)Se a testemunha depor favoravelmente, o réu será absolvido.

c)Quando eu reouver o dinheiro, pagarei a dívida.

d)Quando você vir Campinas, ficará extasiado.

e)Ele trará o filho, se vier a São Paulo.

09.Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal.

b) Se advierem dificuldades, confia em Deus.

c) Se você o vir, diga-lhe que o advogado reteve os documentos. d) Eu não intervi na contenda porque não pude.

e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas, as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.

10.Indique a incorreta:

a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º.

b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º.

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c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados.

d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal.

e)Todas estão incorretas.

Respostas: 01-B / 02-E / 03-E / 04-D / 05-B / 06-D / 07-E / 08-B / 09-D / 10-A /

Advérbio

Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo (Es- tava muito bonita). De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de:

Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde (=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente, depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo, novamente, outrora.

Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além, algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar), aquém,dentro, defronte, fora, longe, perto.

Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ), devagar, mal, melhor pior, e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente, tristemente.

Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente, realmente, sim, seguramente.

Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito nenhum, nem, não, tampouco (=também não).

Intensidade: apenas, assaz bastante bastante, bem, demais,mais, meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco.

Dúvida: acaso, eventualmente, por ventura, quiçá, possivelmente, talvez.

Advérbios Interrogativos: São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. Podem exprimir: lugar, tempo, modo, ou causa.

Onde fica o Clube das Acácias ? (direta)

Preciso saber onde fica o Clube das Acássias.(indireta) Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta)

Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. (indireta)

Locuçoes Adverbiais: São duas ou mais palavras que têm o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às escondi- das, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à direta, a pé, a esmo, por ali, a distância.

De repente o dia se fez noite. Por um triz eu não me denunciei. Sem dúvida você é o melhor.

Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: compa- rativo e superlativo.

Comparativo de:

Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz quanto / como você.

Superioridade - Analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu.

- Sintético: melhor, pior que: Amanhã será melhor do que hoje. Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia.

Superlativo Absoluto:

Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato defendeu-se muito mal. Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapidíssimo.

Palavras e Locuções Denotativas: São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. Não se en- quadram em nenhuma das dez classes de palavras. São chamadas de denotativas e exprimem:

Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem: Ainda bem que você veio.

Designação, Indicação: eis: Eis aqui o herói da turma.

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Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão, sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso, de mais a mais: Também há flores no céu. Limitação: só, apenas, somente, unicamente: Só Deus é perfeito.

Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo: Sei lá o que ele quis dizer!

Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes: Irei à Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês.

Explicação: por exemplo, a saber: Você, por exemplo, tem bom caráter.

Emprego do Advérbio

-Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sin- tético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): Rapidinho chegou a casa; Moro pertinho da universidade.

-Frequentemente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente)

-Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante sim- páticas e gentis.

-Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu.

-Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor.

-Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário noturmo.

-Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais)

-Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos.

-Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos.

-A repetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo.

Exercícios

01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio:

a)Só quero meio quilo.

b)Achei-o meio triste.

c)Descobri o meio de acertar.

d)Parou no meio da rua.

e)Comprou um metro e meio.

02. Só não há advérbio em:

a)Não o quero.

b)Ali está o material.

c)Tudo está correto.

d)Talvez ele fale.

e)Já cheguei.

03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo?

a)Realmente ela errou.

b)Antigamente era mais pacato o mundo.

c)Lá está teu primo.

d)Ela fala bem.

e)Estava bem cansado.

04. Classifique a locução adverbial que aparece em “Machucou-se com a lâmina”.

a)modo

b)instrumento

c)causa

d)concessão

e)fim

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05. Indique a alternativa gramaticalmente incorreta:

a)A casa onde moro é excelente.

b)Disseram-me por que chegaram tarde.

c)Aonde está o livro?

d)É bom o colégio donde saímos.

e)O sítio aonde vais é pequeno.

06. Ele ficou em casa. A palavra em é:

a)conjunção

b)pronome indefinido

c)artigo definido

d)advérbio de lugar

e)preposição

07. Marque o exemplo em que ambas as palavras em negrito estão na mesma classe gramatical:

a)O seu talvez deixou preocupado o professor.

b)Respondeu-nos simplesmente com um não.

c)Boas notícias duram pouco.

d)Nossa irmã é mais nova que a sua.

e)n.d.a

08. Morfologicamente, a expressão sublinhada na frase abaixo é classificada como locução: “Estava à toa na vida...”

a)adjetiva

b)adverbial

c)prepositiva

d)conjuntiva

e)substantiva

09.Em todas as opções há dois advérbios, exceto em: a) Ele permaneceu muito calado.

b) Amanhã, não iremos ao cinema.

c) O menino, ontem, cantou desafinadamente. d) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. e) Ela falou calma e sabiamente.

10.Leia o texto que segue:

“Não há muito tempo atrás

Eu sonhava um dia ter Esse ordenado enorme

Que mal me dá pra viver.”

(Millôr Fernandes)

“Um dia” e “mal” exprimem, respectivamente, circunstâncias de:

a)tempo / intensidade.

b)tempo / modo.

c)lugar / intensidade.

d)tempo / causa.

e)lugar / modo.

Respostas: 01-B / 02-C / 03-D / 04-B / 05-C / 06-E / 07-E / 08-B / 09-A / 10-B

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Preposição

É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As prepo- sições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exemplos: Não dê atenção a fofocas; Perante todos disse, sim.

As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante: Agia conforme sua vontade. (= de acordo com)

-O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo. Exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé)

-As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim rapidamente. Não vá sem

mim.

Locuções Prepositivas: É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a.

-Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepo- sitiva)

-Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos; Financiamento em até 24 meses.

Combinações e Contrações

Combinação: ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde.

Contração: ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto.

-em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles.

-de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo.

-para+ a = pra.

A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e

é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo.

Valores das Preposições

A (movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. A preposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia. (ideia de passear)

Ante (diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao en- contro antes das quatro horas.

Após (depois de): Após alguns momentos desabou num choro arrependido.

Até (aproximação): Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem.Atenção: Se a pre- posição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade; deve-se rir com alguém. causa: A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriu-se com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com elegância.

Contra (oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu.

De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebê chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. A prepo- sição de não deve contrair-se com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem)

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Desde (afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa.

Em (lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria:As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em Curitiba. especia- lidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas.

Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro entre dois suportes.

Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana. finalidade: Lute sem- pre para viver com dignidade. A preposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (ideia de morar)

Perante (posição anterior): Permaneceu caladoperante todos.

Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz.

Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento.

Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais.

Sobre (em cima de, com contato): Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira.

Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha vê-se muita falsidade.

Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor.

Exercícios

01. Use o sinal de crase, se necessário:

a)Não vai a festas nem a reuniões.

b)Chegamos a Universidade as oito horas.

02. No final da Guerra Civil americana, o ex-coronel ianque (...) sai à caça do soldado desertor que realizou assalto a trem com confederados. O uso da preposição com permite diferentes interpretações da frase acima.

a)Reescreva-a de duas maneiras diversas, de modo que haja um sentido diferente em cada uma.

b)Indique, para cada uma das reações, a noção expressa da preposição com.

03. No trecho: “(O Rio) não se industrializou, deixou explodir a questão social, fermentada por mais de dois milhões de favela- dos, e inchou, à exaustão, uma máquina administrativa que não funciona...”, a preposição a (que está contraída com o artigo a) traduz uma relação de:

a)fim

b)causa

c)concessão

d)limite

e)modo

04. Assinale a alternativa em que a norma culta não aceita a contração da preposição de:

a)Aos prantos, despedi-me dela.

b)Está na hora da criança dormir.

c)Falava das colegas em público.

d)Retirei os livros das prateleiras para limpá-los.

e)O local da chacina estava interditado.

05. Assinale a alternativa em que a preposição destacada estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz: Criaram-se a pão e água.

a)Desejo todo o bem a você.

b)A julgar por esses dados, tudo está perdido.

c)Feriram-me a pauladas.

d)Andou a colher alguns frutos do mar.

e)Ao entardecer, estarei aí.

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06. Assinale a opção em que a preposição com traduz uma relação de instrumento:

a)“Teria sorte nos outros lugares, com gente estranha.”

b)“Com o meu avô cada vez mais perto de mim, o Santa Rosa seria um inferno.”

c)“Não fumava, e nenhum livro com força de me prender.”

d)“Trancava-me no quarto fugindo do aperreio, matando-as com jornais.”

e)“Andavam por cima do papel estendido com outras já pregadas no breu.”

07. “O policial recebeu o ladrão a bala. Foi necessário apenas um disparo; o assaltante recebeu a bala na cabeça e morreu na hora.” No texto, os vocábulos em destaque são respectivamente:

a)preposição e artigo

b)preposição e preposição

c)artigo e artigo

d)artigo e preposição

e)artigo e pronome indefinido

08. “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.”, os vocábulos em destaque são, respectivamente:

a)pronome pessoal oblíquo, preposição, artigo

b)artigo, preposição, pronome pessoal oblíquo

c)artigo, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo

d)artigo, preposição, pronome demonstrativo

e)preposição, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.

09.Assinale a alternativa em que ocorre combinação de uma preposição com um pronome demonstrativo: a) Estou na mesma situação.

b) Neste momento, encerramos nossas transmissões. c) Daqui não saio.

d) Ando só pela vida.

e) Acordei num lugar estranho.

10.Classifique a palavra como nas construções seguintes, numerando, convenientemente, os parênteses. A seguir, assinale a alternativa correta:

1) Preposição

2) Conjunção Subordinativa Causal

3) Conjunção Subordinativa Conformativa

4) Conjunção Coordenativa Aditiva

5) Advérbio Interrogativo de Modo

() Perguntamos como chegaste aqui.

( ) Percorrera as salas como eu mandara.

() Tinha-o como amigo.

( ) Como estivesse muito frio, fiquei em casa.

() Tanto ele como o irmão são meus amigos.

a)2 - 4 - 5 - 3 – 1

b)4 -5 - 3 - 1 – 2

c)5 - 3 - 1 - 2 – 4

d)3 - 1 - 2 - 4 – 5

e)1 - 2 - 4 - 5 - 3

Resolução:

01 - a) --------- b) Chegamos a Universidade às oito horas. 02

a) 1. No final da Guerra Civil americana, o ex-coronel ianque (...) sai à caça do soldado desertor que realizou assalto a trem que levava confederados. 2. No final da Guerra Civil americana, o ex-coronel ianque (...) sai à caça do soldado desertor, que, com confederados, realizou assalto a trem.

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b) Na frase 1, com indica a relação continente-conteúdo, (trem-soldados), como em copo com água. Na frase 2, com indica “em companhia de”. Em 1, com introduz um adjunto adnominal (de trem); em 2, introduz um adjunto adverbial de companhia.

03-E / 04-B / 05-C / 06-D / 07-A / 08-B / 09-B / 10-C /

Interjeição

É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de excla- mação(!)

Locução Interjetiva: É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal!

Classificação das Interjeições e Locuções Interjetivas

As interjeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contex- to. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas.

Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!;

Ânimo:Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit!

Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai!

Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!

Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida!

Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera!

Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

Exercício Geral

01. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos sentidos podem ser modificados pelo advérbio são:

a)adjetivo - advérbio - verbo.

b)verbo - interjeição - conjunção.

c)conjunção - numeral - adjetivo.

d)adjetivo - verbo - interjeição.

e)interjeição - advérbio - verbo.

02. Das palavras abaixo, faz plural como “assombrações”

a)perdão.

b)bênção.

c)alemão.

d)cristão.

e)capitão.

03. Na oração “Ninguém está perdido se der amor...”, a palavra grifada pode ser classificada como:

a)advérbio de modo.

b)conjunção adversativa.

c)advérbio de condição.

d)conjunção condicional.

e)preposição essencial.

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04. Marque a frase em que o termo destacado expressa circunstância de causa:

a)Quase morri de vergonha.

b)Agi com calma.

c)Os mudos falam com as mãos.

d)Apesar do fracasso, ele insistiu.

e)Aquela rua é demasiado estreita.

05. “Enquanto punha o motor em movimento.” O verbo destacado encontra-se no:

a)Presente do subjuntivo.

b)Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo.

c)Presente do indicativo.

d)Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.

e)Pretérito imperfeito do indicativo.

06. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido:

a)O soldado amarelo falava muito bem.

b)Havia muito bichinho ruim.

c)Fabiano era muito desconfiado.

d)Fabiano vacilava muito para tomar decisão.

e)Muito eficiente era o soldado amarelo.

07. A flexão do número incorreta é:

a)tabelião - tabeliães.

b)melão - melões.

c)ermitão - ermitões.

d)chão - chãos.

e)catalão - catalões.

08. Dos verbos abaixo apenas um é regular, identifique-o:

a)pôr.

b)adequar.

c)copiar.

d)reaver.

e)brigar.

09.A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é: a) reavejo (reaver).

b) precavo (precaver). c) coloro (colorir). d) frijo (frigir).

e) fedo (feder).

10.A classe de palavras que é empregada para exprimir estados emotivos:

a)adjetivo.

b)interjeição.

c)preposição.

d)conjunção.

e)advérbio.

Respostas: 1-A / 2-A / 3-D / 4-A / 5-E / 6-B / 7-E / 8-E / 9-D / 10-B /

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Estrutura e Formação das Palavras

Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras.Assim, compreendemos melhor o significado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas em unidades menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.

Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles: cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele que contém o significado.

inh - indica que a palavra é um diminutivo a - indica que a palavra é feminina

s - indica que a palavra se encontra no plural

Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. Existem palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mórficos:

-Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significativos

-Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Temática: elementos modificadores da significação dos primeiros

-Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elementos de ligação ou eufônicos.

Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras, consideradas do ângulo histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.

Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç-ão; ac-ionar;

Radical:

Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho; livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). Elemento básico e significativo das palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; in-cert-eza.

Afixos: são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente, advérbio de modo. De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados.

Quando são colocados antes do radical, como acontece com “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como “-ar”, surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; inter-nacion-al.

Desinências: são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. Existem dois tipos:

- Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. Só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões, como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência nominal de número.

- Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência “-o”, presente em “am-o”, é uma desinência número pessoal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular; “-va”, de “ama-va”, é desi- nência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.

Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, preparando-o para receber as desinências. Nos verbos, distinguem-se três vogais temáticas:

-Caracteriza os verbos da1ª conjugação: buscar, buscavas, etc.

-Caracteriza os verbos da2ª conjugação: romper, rompemos, etc.

-Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proibirá, etc.

Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-, rompe-, proibi-

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Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. Exemplos: parisiense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.

Formação das Palavras: existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a Composição. A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical.

Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primiti- va. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro, marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que «mar» e «terra» não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo.

Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.

Tipos de Derivação

-Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado: crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.

-Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado

ou mudança de classe gramatical: alfabetização. No exemplo, o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.

A derivação sufixal pode ser:

Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel – papelaria; riso – risonho.

Verbal, formando verbos: atual - atualizar.

Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – felizmente.

- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. Considere o adjetivo “tris- te”. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”, nem “tristecer”. Exemplos:

emudecer

mudo – palavra inicial e – prefixo

mud – radical ecer – sufixo desalmado

alma – palavra inicial des – prefixo

alm – radical ado – sufixo

Não devemos confundir derivação parassintética, em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo, com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar, que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor.

É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não existem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo.

- Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas por redução: com- prar (verbo), compra (substantivo); beijar (verbo), beijo (substantivo).

Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação:

-Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva.

-Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se o contrário.

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Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.

Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de substantivos deverbais.Note que na linguagem popular, são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco (de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar); amasso (de amassar); chego (de chegar)

O processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.

- Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:

Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão contemplados.

Os particípios passam a substantivos ou adjetivos: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.

Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Roberta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidadezinha. Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fantasma foi despedido; O menino prodígio resolveu o problema. Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que ninguém escutasse.

Palavras invariáveis passam a substantivos: Não entendo o porquê disso tudo.

Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)

Os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras.

No entanto, a derivação imprópria lida basicamente com seu significado, o que acaba caracterizando um processo semântico. Por essa razão, entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”.

Composição: é o processo que forma palavras compostas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois tipos:

-Composição por Justaposição: ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética: passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «girassol» houve uma alteração na grafia (acréscimo de um «s») justamente para manter inal- terada a sonoridade da palavra.

-Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus ele- mentos fonéticos: embora (em boa hora); fidalgo (filho de algo - referindo-se a família nobre); hidrelétrico (hidro + elétrico); planalto (plano alto). Ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a um só acento tônico, o do último componente.

-Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por automóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputador; Zé - por José. Como exemplo de redução ou simplificação de palavras, podem ser citadas também as siglas, muito frequentes na comunicação atual.

-Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes: auto (grego) + móvel (latim).

-Onomatopeia: numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza.As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.

Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido; raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego, línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios, logo, como vocábulos autônomos. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras: a- , contra- , des- , em- (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- , anti-.

Prefixos de Origem Grega

a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência, carência: anônimo, amoral, ateu, afônico.

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ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise, anagrama, anacrônico.

anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade: anfiteatro, anfíbio, anfibologia. anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, antagonista, antítese.

apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia.

arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, excesso: arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário. cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, catálogo, catarata.

di-: duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema.

dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, diagonal, diafragma, diagrama. dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia.

ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, êxodo, ectoderma, exorcismo.

en-, em-, e-: posição interior, movimento para dentro: encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo. endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocarpo, endosmose.

epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio. eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia. hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico.

hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipérbole, hipertrofia. hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese, hipodérmico. meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, metacarpo.

para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo, parasita, paradoxo, paradigma. peri-: movimento ou posição em torno de: periferia, peripécia, período, periscópio. pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prognóstico, profeta, programa. pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.

proto-: início, começo, anterioridade: proto-história, protótipo, protomártir. poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeísmo.

sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfonia, simpatia, sinopse. tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telégrafo.

Prefixos de Origem Latina

a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso, abstinência, abstração. a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjunto,advogado, advir, aposto. ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessala, anteontem, antever. ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguidade, ambivalente. ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: benefício, bendito.

bis-, bi-: repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bisavô, biscoito. circu(m)-: movimento em torno: circunferência, circunscrito, circulação. cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.

co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, cooperativa, condutor. contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.

de-: movimento de cima para baixo, separação, negação: decapitar, decair, depor. de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: desventura, discórdia, discussão. e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, exportação, expelir.

en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para um estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embeber, injetar, importar.

extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordinário, extraviar.

i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal, impossível, improdutivo. inter-, entre-: posição intermediária: internacional, interplanetário.

intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, intraverbal. intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido, introspectivo. justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.

ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, ocupar, obstáculo. per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar, perverter.

pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado. pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.

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pro-: movimento para frente: progresso, promover, prosseguir, projeção. re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, reatar.

retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, retroagir, retrógrado.

so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, inferioridade: soterrar, sobpor, subestimar. super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: supercílio, supérfluo.

soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, soto-pôr.

trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movimento através: transatlântico, tresnoitar, tradição. ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta. vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vice-almirante.

Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é colocado depois do radical, a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua. São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente.

Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminhada; -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção; -dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza; -ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreensão; -tude – amplitude; -ura – formatura.

Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – secretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – lutador; -nte – feirante.

Sufixos que formam nomes de lugar, depositório: -aria – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro; -or – corredor;

-tério – cemitério; -tório – dormitório.

Sufixos que formam nomes indicadores de abundância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – papelada; -agem – folha- gem; -al – capinzal; -ame – gentame; -ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria– correria; -io – mulherio; -ume – negrume.

Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência:

-ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fósseis). -oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores).

-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito (pedra). -ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).

-ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).

-ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciência linguística). -io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)

Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo, comunismo.

Sufixos Formadores de Adjetivos

-de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado; -áceo(a) - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual; -ar – escolar;

-ário - diário, ordinário; -ático – problemático; -az – mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento; -eo – róseo; -esco – pitores- co; -este – agreste; -estre – terrestre; -enho – ferrenho; -eno – terreno; -ício – alimentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino

–cristalino; -ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso; -udo – barrigudo.

-de verbos:

-(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante, doente, seguinte.

-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação – louvável, perecível, punível. -io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afirmativo, pensativo.

-(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação, referência – movediço, quebradiço, factício. -(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, preparatório.

Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado do subs- tantivo feminino latino mens, mentis que pode significar “a mente, o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se a adjetivos, na forma feminina, para indicar circunstâncias, especialmente a de modo. Exemplos: altiva-mente, brava-mente, bondosa-mente, nervosa-

-mente, fraca-mente, pia-mente. Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.) não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.

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Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de regra, ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.

Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação.

-ar: cruzar, analisar, limpar -ear: guerrear, golear -entar: afugentar, amamentar

-ficar: dignificar, liquidificar -izar: finalizar, organizar

Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida.

Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar.

Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa.

Exercícios

01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:

a)ajoelhar / antebraço / assinatura

b)atraso / embarque / pesca

c)o jota / o sim / o tropeço

d)entrega / estupidez / sobreviver

e)antepor / exportação / sanguessuga

02. A palavra “aguardente” formou-se por:

a)hibridismo

b)aglutinação

c)justaposição

d)parassíntese

e)derivação regressiva

03. Que item contém somente palavras formadas por justaposição?

a)desagradável – complemente

b)vaga-lume - pé-de-cabra

c)encruzilhada – estremeceu

d)supersticiosa – valiosas

e)desatarraxou – estremeceu

04. “Sarampo” é:

a)forma primitiva

b)formado por derivação parassintética

c)formado por derivação regressiva

d)formado por derivação imprópria

e)formado por onomatopéia

05. Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a al- ternativa que corresponde à sequência numérica encontrada:

( ) aguardente

1) justaposição

( ) casamento

2) aglutinação

( ) portuário

3) parassíntese

( ) pontapé

4) derivação sufixal

( ) os contras

5) derivação imprópria

( ) submarino

6) derivação prefixal

( ) hipótese

 

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a)1, 4, 3, 2, 5, 6, 1

b)4, 1, 4, 1, 5, 3, 6

c)1, 4, 4, 1, 5, 6, 6

d)2, 3, 4, 1, 5, 3, 6

e)2, 4, 4, 1, 5, 3, 6

06. Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape:

a)zunzum

b)reco-reco

c)toque-toque

d)tlim-tlim

e)vivido

07. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria?

a)Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação.

b)Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto... Bobagens, bobagens!

c)Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa!

d)Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam.

e)Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva.

08. Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese:

a)acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer

b)solução, passional, corrupção, visionário

c)enrijecer, deslealdade, tortura, vidente

d)biografia, macróbio, bibliografia, asteróide

e)acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo

09.As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por: a) derivação

b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação

10.Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir, predestinado, propor

b) irregular, amoral, demover c) remeter, conter, antegozar d) irrestrito, antípoda, prever e) dever, deter, antever

Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E /

Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há, necessariamente, a presença do verbo.A oração encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período, completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns casos, através de reticências.

Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, não podem ser analisadas sintaticamente frases como:

Socorro! Com licença!

Que rapaz impertinente!

Muito riso, pouco siso.

“A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós)

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Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:

A menina banhou-se na cachoeira.

A menina – sujeito

banhou-se na cachoeira – predicado

Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”.

O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, consti- tuindo a declaração do que se atribui ao sujeito.

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou seja, o predicado, é “é eterno”.

Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.

Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de sua signifi- cação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:

“O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar.” (Aníbal Machado)

A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.

Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis:

-Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.

-Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente da

Passiva).

-Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.

-Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:

Sujeito

Predicado

Pobreza

não é vileza.

Os sertanistas

capturavam os índios.

Um vento áspero

sacudia as árvores.

Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa.Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:

-estabelecer concordância com o núcleo do predicado;

-apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado;

-constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo ou, ainda, qualquer palavra substantivada.

Exemplos:

A padaria está fechada hoje.

está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado

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a padaria: sujeito

padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular

Nós mentimos sobre nossa idade para você.

mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado

nós: sujeito

No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.

Exemplos:

As formigas invadiram minha casa.

as formigas: sujeito = termo determinante

invadiram minha casa: predicado = termo determinado

Há formigas na minha casa.

há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente

O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, sua representação pode ser feita através de um substantivo, de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.

Exemplos:

Eu acompanho você até o guichê.

eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa?

vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro.

Marcos: sujeito = substantivo próprio

Ninguém entra na sala agora. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária.

o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva:

Édifícil optar por esse ou aquele doce...

Édifícil: oração principal

optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva

O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:

O sino era grande.

Ela tem uma educação fina.

Vossa Excelência agiu como imparcialidade.

Isto não me agrada.

O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.)

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Exemplo:

“Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)

O sujeito pode ser:

Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa.”

Expresso: quando está explícito, enunciado:Eu viajarei amanhã.

Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. (sujei- to: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: vocês)

Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito.

Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso; Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se açudes. (= Açudes foram construídos.)

Agente e Paciente: quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina trancou-se no quarto.

Indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal:Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se bem naquele restaurante.

Observações:

-Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.

-Sujeito formado por pronome indefinido não é indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. Ninguém lhe telefonou.

-Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”

-Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos.

Aqui vive-se bem.

Devagar se vai ao longe.

Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.

Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.

-Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles fardos enor- mes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua. Exemplos:

É fácil este problema!

Vão-se os anéis, fiquem os dedos.

“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Ramalho Ortigão)

“Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco)

Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.

Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteo- rológicos.

Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da lín- gua portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. Então têm por características básicas: apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.

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Exemplos:

Carolina conhece os índios da Amazônia. sujeito: Carolina = termo determinante

predicado: conhece os índios daAmazônia = termo determinado

Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. sujeito: todos nós = termo determinante

predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado

Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”; no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração, ou um verbo (ou locução ver- bal). No primeiro caso, temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:

Minha empregada é desastrada. predicado: é desastrada

núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal

O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.

A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. predicado: demoliu nosso antigo prédio

núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal

Os manifestantes desciam a rua desesperados. predicado: desciam a rua desesperados

núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o sujeito; desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal

Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado.

Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:

“Afraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes inexcedível.” (Machado deAssis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes)

“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)

Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado.

Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:

As flores murcharam.

Os animais correm.

As folhas caem.

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“Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Graciliano Ramos)

Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:

João puxou a rede.

“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara Resende)

“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” (Camilo Castelo Branco)

Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que?

Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos).

Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de liga-

ção, verbos que entram na formação do predicado nominal, relacionando o predicativo com o sujeito.

Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:

Intransitivos: são os que não precisam de complemento, pois têm sentido completo.

“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)

“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” (Marquês de Maricá)

Observações: Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto.

-“Inutilmente a minha alma ochora!” (Cabral do Nascimento)

-“Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)

-“Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)

-“Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo que já morreu...” (Ciro dos Anjos)

Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.

Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:

Comprei um terreno e construí a casa.

“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de Maricá)

“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” (Guedes de Amorim)

Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o comple- mento acompanhado de predicativo. Exemplos:

Consideramos o caso extraordinário.

Inês trazia as mãos sempre limpas. O povo chamava-os de anarquistas.

Julgo Marcelo incapaz disso.

Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem ser usados também na voz passiva; Outra características desses ver- bos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente, com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

Transitivos Indiretos: são os que reclamam um complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente.” (Ciro dos Anjos)

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“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José Américo)

“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” (José Geraldo Vieira)

Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.

Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e pouco mais, usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem mudança de sen- tido. Outros mudam de sentido com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos.

Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. Exemplos:

No inverso, Dona Cléia dava roupas aos pobres. A empresa fornece comida aos trabalhadores.

Oferecemos flores à noiva.

Ceda o lugar aos mais velhos.

De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na formação do predicado nominal. Exemplos:

ATerra é móvel. A água está fria.

O moço anda (=está) triste. Mário encontra-se doente.

A Lua parecia um disco.

Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se con- sidera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. (aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com dificuldades.; Parece que vai chover.

Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplo:

O homem anda. (intransitivo)

O homem anda triste. (de ligação)

O cego não vê. (intransitivo)

O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)

Deram 12 horas. (intransitivo)

A terra dá bons frutos. (transitivo direto)

Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)

Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)

Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto.

Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:

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A bandeira é o símbolo da Pátria. A mesa era de mármore.

O mar estava agitado.

A ilha parecia um monstro.

Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:

O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava atrasado.)

O menino abriu a porta ansioso.

Todos partiram alegres. Marta entrou séria.

Observações: O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas coisas.; Onde está a criança que fui?

Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. Exemplos:

O juiz declarou o réu inocente.

O povo elegeu-o deputado.

As paixões tornam os homens cegos.

Nós julgamos o fato milagroso.

Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em certos ca- sos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os di- reitos da herdeira.; Julgo inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.”

Termos Integrantes da Oração

Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. São os seguintes:

-Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);

-Complemento Nominal;

-Agente da Passiva.

Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: As plantas purificaram o ar.

“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)

Procurei o livro, mas não o encontrei. Ninguém me visitou.

O objeto direto tem as seguintes características:

-Completa a significação dos verbos transitivos diretos;

-Normalmente, não vem regido de preposição;

-Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel.

-Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim.

O objeto direto pode ser constituído:

-Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.

-Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; “Marchei resoluta- mente para a maluca e intimei-a a ficar quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”

-Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de plantei);

Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos meus escritos?”

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Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-se lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica:

“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado de Assis)

Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto.

Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem prece- dido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre principalmente:

-Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.

-Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com aquele homem a quem na realidade também temia, como todos ali”.

-Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a um irmão.”;

A qual delas iria homenagear o cavaleiro?

-Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra”.

-Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O estrangeiro foi

quem ofendeu a Tupã”.

-Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; A médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos”.

-Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a ambos...”.

-Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos outros.; A quantos a vida ilude!.

-Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha,

enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”

Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição do ob- jeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da expressão.

Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:

O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.

“Seus cavalos, ela os montava em pêlo.” (Jorge Amado)

Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, ordinariamen- te, o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a significação dos verbos:

-Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.

-Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.)

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O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente tran- sitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.

Observações: Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais.

O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é expressa, como caracte- rística do objeto indireto: Recorro a Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais gosto é pescar.;Apessoa a quem me refiro você a conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são muitos.;As pessoas com quem conto são poucas.

Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, com, contra, de, em, para e por.

Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. Exem- plos: “Amim o que me deu foi pena.”; “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”

Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. Exemplos:Adefesa da pátria;Assistência às aulas; “O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”

Observações: O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome: amor a

Deus, a condenação da violência, o medo de assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em –mente. A nomes que requerem complemento nominal correspondem, geral- mente, verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.

Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo pas- sivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”

O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes:

As flores são umedecidas pelo orvalho.

A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.

Muitos já estavam dominados por ele.

O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa:

A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)

Amultidão aclamava a rainha. (voz ativa)

Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)

Tu o acompanharás. (voz ativa)

Observações: Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indetermi- nado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.);As florestas são devastadas. (Devas- tam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)

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Termos Acessórios da Oração

Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto.

Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal).

O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra especificação:

-presente de rei (=régio): qualidade

-livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença

-água da fonte, filho de fazendeiros: origem

-fio de aço, casa de madeira: matéria

-casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade

-homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade

-criança com febre (=febril): característica

-aviso do diretor: agente

Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O adjunto ad- nominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu de repente.

Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não dormi. (=Na- quela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, assunto, negação, etc; É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).

Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.

“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil, região do ouro e dos escravos, encontramos a felicidade.” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente.” (Mário de Andrade)

O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo:

Foram os dois, ele e ela.

Só não tenho um retrato: o de minha irmã.

O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a ficar em casa.

O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do sujeito: Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.

As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de cores.

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Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:

Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes,

etc.

“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos)

O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às vezes, está elíptico. Exemplos: Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.

Mensageira da idéia, a palavra é a mais bela expressão da alma humana.

“Irmão do mar, do espaço, amei as solidões sobre os rochedos ásperos.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu).

O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:

Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de tempestade iminente.

O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.

Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir sua companhia.

Um aposto pode referir-se a outro aposto:

“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)

O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é, a saber, ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, não são banhados pelo mar.

Este escritor, como romancista, nunca foi superado.

O aposto que se refere a objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.

“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das coisas.” (Raquel Jardim)

De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.

Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos:

“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de Assis)

“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo, o teu defensor, ó Liberdade!” (Mendes Leal)

Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!):

“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)

“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco)

O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.

Exercícios

01. Considere a frase “Ele andava triste porque não encontrava a companheira” – os verbos grifados são respectivamente:

a)transitivo direto – de ligação;

b)de ligação – intransitivo;

c)de ligação – transitivo indireto;

d)transitivo direto – transitivo indireto;

e)de ligação – transitivo direto.

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02. Indique a única alternativa que não apresenta agente da passiva:

a)A casa foi construída por nós.

b)O presidente será eleito pelo povo.

c)Ela será coroada por ti.

d)O avô era querido por todos.

e)Ele foi eleito por acaso.

03. Em: “A terra era povoada de selvagens”, o termo grifado é:

a)objeto direto;

b)objeto indireto;

c)agente da passiva;

d)complemento nominal;

e)adjunto adverbial.

04. Em: “Dulce considerou calada, por um momento, aquele horrível delírio”, os termos grifados são respectivamente:

a)objeto direto – objeto direto;

b)predicativo do sujeito – adjunto adnominal;

c)adjunto adverbial – objeto direto;

d)adjunto adverbial – adjunto adnominal;

e)objeto indireto – objeto direto.

05. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são respec- tivamente:

a)sujeito – objeto direto;

b)sujeito – aposto;

c)objeto direto – aposto;

d)objeto direto – objeto direto;

e)objeto direto – complemento nominal.

06. “Usando do direito que lhe confere a Constituição”, as palavras grifadas exercem a função respectivamente de:

a)objeto direto – objeto direto;

b)sujeito – objeto direto;

c)objeto direto – sujeito;

d)sujeito – sujeito;

e)objeto direto – objeto indireto.

07. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase o sujeito de “fez”?

a)o prêmio;

b)o jogador;

c)que;

d)o gol;

e)recebeu.

08. Assinale a alternativa correspondente ao período onde há predicativo do sujeito:

a)como o povo anda tristonho!

b)agradou ao chefe o novo funcionário;

c)ele nos garantiu que viria;

d)no Rio não faltam diversões;

e)o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.

09. Em: “Cravei-lhe os dentes na carne, com toda a força que eu tinha”, a palavra “que” tem função morfossintática de:

a)pronome relativo – sujeito;

b)conjunção subordinada – conectivo;

c)conjunção subordinada – complemento verbal;

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d)pronome relativo – objeto direto;

e)conjunção subordinada – objeto direto.

10. Assinale a alternativa em que a expressão grifada tem a função de complemento nominal:

a)a curiosidade do homem incentiva-o a pesquisa;

b)a cidade de Londres merece ser conhecida por todos;

c)o respeito ao próximo é dever de todos;

d)o coitado do velho mendigava pela cidade;

e)o receio de errar dificultava o aprendizado das línguas.

Respostas: 01-E / 02-E / 03-C / 04-C / 05-C / 06-E / 07-C / 08-A / 09-D / 10-C /

Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de interro- gação ou com reticências.

O período é simples quando só traz uma oração, chamada absoluta; o período é composto quando traz mais de uma oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)

Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num período ha- verá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. Exemplos:

Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)

Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma oração)

Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções verbais, duas orações)

Há três tipos de período composto: por coordenação, por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto).

Período Composto por Coordenação. Orações Coordenadas

Considere, por exemplo, este período composto:

Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos de infância. 1ª oração: Passeamos pela praia

2ª oração: brincamos

3ª oração: recordamos os tempos de infância

As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra sintaticamente.

As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC), e o período formado só de orações coor- denadas é chamado de período composto por coordenação.

As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas.

- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.

OCA OCA OCA

“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de Assis)

“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” (Coelho Neto)

- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa.

OCA OCS

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As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem. Pode ser:

- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... mas também, não só... mas ainda. Saí da escola / e fui à lanchonete.

OCA OCS Aditiva

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.

A doença vem a cavalo e volta a pé.

As pessoas não se mexiam nem falavam.

“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” (Machado de Assis)

- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Estudei bastante / mas não passei no teste.

OCA OCS Adversativa

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa adversativa.

A espada vence, mas não convence.

“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) Tens razão, contudo não te exaltes.

Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava.

- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, por isso, pois, logo.

Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. OCA OCS Conclusiva

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.

Vives mentindo; logo, não mereces fé.

Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.

Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar.

- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer.

Seja mais educado / ou retire-se da reunião!

OCA OCS Alternativa

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referên- cia à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa alternativa.

Venha agora ou perderá a vez.

“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de Assis)

“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro.” (Renato Inácio da Silva) “A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” (Luís Jardim)

- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, porque, pois, porquanto.

Vamos andar depressa / que estamos atrasados. OCA OCS Explicativa

Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação, de justificativa em relação à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.

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Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.

“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Veríssimo)

“Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te abençôo.” (Fernando Sabino)

O cavalo estava cansado, pois arfava muito.

Exercícios

01. Relacione as orações coordenadas por meio de conjunções:

a)Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.

b)Não durma sem cobertor. A noite está fria.

c)Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.

Respostas:

Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.

Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.

Quero desculpar-me, mais consigo encontrá-los.

02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:

a)causa

b)explicação

c)conclusão

d)proporção

e)comparação

Resposta: E

A conjunção como exercer a função comparativa. Os amplos bocejos ouvidos são comparados à força do marulhar das ondas.

03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração sublinhada pode indicar uma ideia de:

a)concessão

b)oposição

c)condição

d)lugar

e)consequência

Resposta: C

A condição necessária para procurar emprego é entrar na faculdade.

04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.

1.Correu demais, ... caiu.

2.Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.

3.A matéria perece, ... a alma é imortal.

4.Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.

5.Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.

a)porque, todavia, portanto, logo, entretanto

b)por isso, porque, mas, portanto, que

c)logo, porém, pois, porque, mas

d)porém, pois, logo, todavia, porque

e)entretanto, que, porque, pois, portanto

Resposta: B

Por isso – conjunção conclusiva.

Porque – conjunção explicativa.

Mas – conjunção adversativa.

Portanto – conjunção conclusiva.

Que – conjunção explicativa.

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05. Reúna as três orações em um período composto por coordenação, usando conjunções adequadas. Os dias já eram quentes.

A água do mar ainda estava fria.

As praias permaneciam desertas.

Resposta: Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.

06. No período “Penso, logo existo”, oração em destaque é:

a)coordenada sindética conclusiva

b)coordenada sindética aditiva

c)coordenada sindética alternativa

d)coordenada sindética adversativa

e)n.d.a

Resposta: A

07. Por definição, oração coordenada que seja desprovida de conectivo é denominada assindética. Observando os períodos se- guintes:

I- Não caía um galho, não balançava uma folha.

II- O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou.

III- O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a prova. Acabara o exame.

Nota-se que existe coordenação assindética em:

a)I apenas

b)II apenas

c)III apenas

d)I e III

e)nenhum deles

Resposta: D

08. “Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação. A frustração cresce e a desesperança não cede. Empresários empurrados à condição de liderança oficial se reúnem, em eventos como este, para lamentar o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a autoabsorvição?

É da história do mundo que as elites nunca introduziram mudanças que favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas lideranças empresariais aqui reunidas teriam motivação para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma nação equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de distribuir renda passe pelo empo- brecimento da elite. É também ocioso pensar que nós, de tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre, para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e chego a um número menor do que o faturamento de apenas duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho. Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas o mesmo tempo extremamente representativos como população.”

(“Discurso de Semler aos empresários”, Folha de São Paulo)

Dentre os períodos transcritos do texto acima, um é composto por coordenação e contém uma oração coordenada sindética ad- versativa. Assinalar a alternativa correspondente a este período:

a)A frustração cresce e a desesperança não cede.

b)O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a autoabsorvição.

c)É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir.

d)Sejamos francos.

e)Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população.

Resposta E

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Período Composto por Subordinação

Observe os termos destacados em cada uma destas orações:

Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)

Todos querem sua participação. (objeto direto)

Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de causa)

Veja, agora, como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. (oração subordinada com função de objeto direto)

Não pude sair / porque estava chovendo. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sinta- ticamente da outra (principal), ele é classificado como período composto por subordinação.As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.

Orações Subordinadas Adverbiais

As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz:

- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, visto

que.

Não fui à escola / porque fiquei doente.

OP OSA Causal

O tambor soa porque é oco.

Como não me atendessem, repreendi-os severamente.

Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.

“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de Sousa)

- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.

Irei à sua casa / se não chover. OP OSA Condicional

Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores.

Se o conhecesses, não o condenarias.

“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência tenha êxito.

- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais que, mesmo que.

Ela saiu à noite / embora estivesse doente. OP OSA Concessiva

Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Embora não possuísse informações seguras, ainda assim arriscou uma opinião.

Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Por mais que gritasse, não me ouviram.

- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.

O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. OP OSA Conformativa

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LÍNGUA PORTUGUESA

O homem age conforme pensa.

Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.

Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.

O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.

- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).

Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. OP OSATemporal

Formiga, quando quer se perder, cria asas.

“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês de Maricá)

Enquanto foi rico, todos o procuravam.

- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de que, porque (=para que), que.

Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.

OP OSA Final

“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.

“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = para que)

“Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse)

- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= por- que), pois que, visto que.

A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. OP OSA Consecutiva

Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.

“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José J. Veiga)

De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.

As notícias de casa eram boas, de maneira que pude prolongar minha viagem.

- Comparativas: Expressam ideia de comparação com referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com menos ou mais).

Ela é bonita / como a mãe.

OP OSA Comparativa

A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” (Marquês de Maricá)

Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.

Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.

Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz daquele olhar.

Obs.:As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é).

- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos.

Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.

OSA Proporcional OP

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Àmedida que se vive, mais se aprende.

Àproporção que avançávamos, as casas iam rareando.

O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai diminuindo.

Orações Subordinadas Substantivas

As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que, num período, exercem funções sintáticas próprias de substanti- vos, geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. Elas podem ser:

- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)

O grupo quer / que você ajude.

OP OSS Objetiva Direta

O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O mestre exigia a presença de todos.)

Mariana esperou que o marido voltasse.

Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.

O fiscal verificou se tudo estava em ordem.

- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração prin- cipal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)

Necessito / de que você me ajude. OP OSS Objetiva Indireta

Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua viagem.) Aconselha-o a que trabalhe mais.

Daremos o prêmio a quem o merecer.

Lembre-se de que a vida é breve.

- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)

É importante / que você colabore. OP OSS Subjetiva

A oração subjetiva geralmente vem:

-depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que ele voltará amanhã.

-depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.

-depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem da reunião.

É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é necessária.)

Parece que a situação melhorou. Aconteceu que não o encontrei em casa. Importa que saibas isso bem.

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua inocência. (complemento nominal)

Estou convencido / de que ele é inocente.

OP OSS Completiva Nominal

Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão dele.)

Estava ansioso por que voltasses. Sê grato a quem te ensina.

“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” (Graciliano Ramos)

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- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua felicidade. (predicativo)

O importante é / que você seja feliz. OP OSS Predicativa

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)

Minha esperança era que ele desistisse.

Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.

Não sou quem você pensa.

- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Obser-

ve: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. (aposto)

Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país.

OP

OSS Apositiva

Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome.

“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer...” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis)

As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a saúde, tornou-se realidade.

Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:

Não sei quando ele chegou.

Diga-me como resolver esse problema.

Orações Subordinadas Adjetivas

As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. Ob- serve como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva:

Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada adjetiva)

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem ser classificadas em:

- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. Exemplo:

O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. OP OSA Restritiva

Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.

Pedra que rola não cria limo.

Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram.

“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Mariano)

- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:

O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um novo livro. OP OSA Explicativa OP

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LÍNGUA PORTUGUESA

Deus, que é nosso pai, nos salvará.

Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.

Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.

Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Orações Reduzidas

Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo.Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:

-Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. (infinitivo)

-Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)

-Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (particípio)

As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas.

Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjun-

ção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida.

Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.

Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.

OSATemporal

Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, reduzida de infinitivo.

Precisando de ajuda, telefone-me.

Se precisar de ajuda, / telefone-me.

OSA Condicional

Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial condicional, reduzida de gerúndio.

Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.

Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o vestiário.

OSATemporal

Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, reduzida de particípio.

Observações:

-Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade.

-O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. Exemplos:

Preciso terminar este exercício.

Ele está jantando na sala.

Essa casa foi construída por meu pai.

-Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. Exemplo:

O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.

O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração coordenada sindética aditiva)

Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio.

Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser inicia- das por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal, que traz o efeito.

Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos.

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O período agora é composto por coordenação, pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado.

Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.

OP OSA Comparativa SA Condicional

Exercícios

01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração destacada é:

a)subordinada substantiva objetiva indireta

b)subordinada substantiva completiva nominal

c)subordinada substantiva predicativa

d)coordenada sindética conclusiva

e)coordenada sindética explicativa

02. A segunda oração do período? “Não sei no que pensas” , é classificada como:

a)substantiva objetiva direta

b)substantiva completiva nominal

c)adjetiva restritiva

d)coordenada explicativa

e)substantiva objetiva indireta

03. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há reconstituição de uma cena como ela devia tersido na realidade.” A oração sublinhada é:

a)adverbial conformativa

b)adjetiva

c)adverbial consecutiva

d)adverbial proporcional

e)adverbial causal

04. No seguinte grupo de orações destacadas:

1.É bom que você venha.

2.Chegados que fomos, entramos na escola.

3.Não esqueças que é falível.

Temos orações subordinadas, respectivamente:

a)objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva

b)subjetiva, objetiva direta, objetiva direta

c)objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal

d)subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta

e)predicativa, objetiva direta, objetiva indireta

05. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes?

a)Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.

b)A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.

c)O aluno fez-se passar por doutor.

d)Precisa-se de operários.

e)Não sei se o vinho está bom.

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06. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A oração sublinhada é:

a)subordinada substantiva completiva nominal

b)subordinada substantiva objetiva indireta

c)subordinada substantiva predicativa

d)subordinada substantiva subjetiva

e)subordinada substantiva objetiva direta

07. Na passagem: “O receio é substituído pelo pavor, pelo respeito, pela emoção que emudece e paralisa.” Os termos subli- nhados são:

a)complementos nominais; orações subordinadas adverbiais concessivas, coordenadas entre si

b)adjuntos adnominais; orações subordinadas adverbiais comparativas

c)agentes da passiva; orações subordinadas adjetivas, coordenadas entre si

d)objetos diretos; orações subordinadas adjetivas, coordenadas entre si

e)objetos indiretos; orações subordinadas adverbiais comparativas

08. Neste período “não bate para cortar” , a oração “para cortar” em relação a “não bate” , é:

a)a causa

b)o modo

c)a consequência

d)a explicação

e)a finalidade

09. Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas, exceto em:

a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa Rosa. b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente.

c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha, faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia notícias de Antônio Silvino.

e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea, ou meter-se para os lados de Goiana

10. Em - “Há enganos que nos deleitam”, a oração grifada é: a) substantiva subjetiva

b) substantiva objetiva direta

c) substantiva completiva nominal d) substantiva apositiva

e) adjetiva restritiva

Respostas: (01-B) (02-E) (03-A) (04-D) (05-E) (06-B) (07-C) (08-E) (09-C) (10-E)

Concordância Nominal e Verbal

A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de que de- pendem.

“Concordar” significa “estar de acordo com”.Assim, na concordância, tanto nominal quanto verbal, os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros.

Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes); atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos, com valor estilístico).

Concordância Nominal: adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo). Concordância Verbal: variação do verbo, conformando-se ao número e à pessoa do sujeito.

Concordância Nominal

Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo, com a função de adjunto adnominal, efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais:

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O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes, quando posposto, poderá concordar no mas-

culino plural (concordância mais aconselhada), ou com o substantivo mais próximo. Exemplo:

- No masculino plural:

“Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão, em roda.” (Herman Lima)

“Ainda assim, apareci com o rosto e as mãos muito marcados.” (Carlos Povina Cavalcânti) “...grande número de camareiros e camareiras nativos.” (Érico Veríssimo)

- Com o substantivo mais próximo:

A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa.

“...toda ela (a casa) cheirando ainda a cal, a tinta e a barro fresco.” (Humberto de Campos)

“Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas.” (Luís Henrique Tavares)

- Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em geral, com o mais próximo:

“Escolhestes mau lugar e hora...” (Alexandre Herculano) “...acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Antônio Calado)

Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.

Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade, sexo e profissão.; Seus planos e tentativas.; Aqueles vícios e ambições.; Por que tanto ódio e perversidade?; “Seu Príncipe e filhos”. Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância, mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia, da clareza e do bom gosto.

- Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo, ocorrem dois tipos de construção, um e outro legítimos. Exemplos:

Estudo as línguas inglesa e francesa. Estudo a língua inglesa e a francesa.

Os dedos indicador e médio estavam feridos. O dedo indicador e o médio estavam feridos.

- Os adjetivos regidos da preposição de, que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada, muito, algo, tanto, que, etc.), normalmente ficam no masculino singular:

Sua vida nada tem de misterioso. Seus olhos têm algo de sedutor.

Todavia, por atração, podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas.” (José Gualda Dantas)

Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas:

-O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples:

A ciência sem consciência é desastrosa.

Os campos estavam floridos, as colheitas seriam fartas. É proibida a caça nesta reserva.

-Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero, o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles:

O mar e o céu estavam serenos.

A ciência e a virtude são necessárias.

“Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina,” (Alexandre Herculano)

-Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos, o predicativo concordará no masculino plural:

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O vale e a montanha são frescos.

“O céu e as árvores ficariam assombrados.” (Machado de Assis)

Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.

“O César e a irmã são louros.” (Antônio Olinto)

- Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos:

Vossa Senhoria ficará satisfeito, eu lhe garanto.

“Vossa Excelência está enganado, Doutor Juiz.” (Ariano Suassuna)

Vossas Excelências, senhores Ministros, são merecedores de nossa confiança. Vossa Alteza foi bondoso. (com referência a um príncipe)

O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom, é necessário, é preciso, etc., embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural:

Bebida alcoólica não é bom para o fígado.

“Água de melissa é muito bom.” (Machado de Assis)

“É preciso cautela com semelhantes doutrinas.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios, às refeições, não é mau.” (Aníbal Machado)

Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra, mas com o fato que se tem em mente:

Tomar hormônios às refeições não é mau.

É necessário ter muita fé.

Havendo determinação do sujeito, ou sendo preciso realçar o predicativo, efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. (= indispensável)

“Se eram necessárias obras, que se fizessem e largamente.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens.” (Aníbal Machado)

“São precisos também os nomes dos admiradores.” (Carlos de Laet)

Concordância do predicativo com o objeto:Aconcordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais:

- O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples:

Vi ancorados na baía os navios petrolíferos.

“Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito.

A noite torna visíveis os astros no céu límpido.

-Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero, o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos:

A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. Deixe bem fechadas a porta e as janelas.

-Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos, o adjetivo predicativo concordará no masculino plural:

Tomei emprestados a régua e o compasso. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha.

“Vi setas e carcás espedaçados”. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas.

-Se anteposto ao objeto, poderá o predicativo, neste caso, concordar com o núcleo mais próximo:

É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins.

Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras; Considero autores do crime o comerciante e sua empregada.

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Concordância do particípio passivo: Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como os adjeti-

vos:

Foi escolhida a rainha da festa. Foi feita a entrega dos convites.

Os jogadores tinham sido convocados.

O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades.

Quando o núcleo do sujeito é, como no último exemplo, um coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas; Dezenas de soldados foram feridos em combate.

Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes, o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis, a corveta e o navio foram a pique; “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados.” (Carlos Drummond de Andrade)

Concordância do pronome com o nome:

- O pronome, quando se flexiona, concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere:

“Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazido de sua esposa”. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo.” (José de Alencar)

- O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira)

“A generosidade, o esforço e o amor, ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade.” (Alexandre Herculano)

Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças, com os quais fiz boas amizades.

“Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente, como se os tivesse visto.” (Graciliano Ramos)

Os substantivos sendo sinônimos, o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais, que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes)

- Os pronomes um... outro, quando se referem a substantivos de gênero diferentes, concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro.

“Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito.” (Alexandre Herculano)

Nito e Sônia casaram cedo:um por amor, o outro, por interesse.

A locução um e outro, referida a indivíduos de sexos diferentes, permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu; e, quando ele [Rubião] saiu, um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho.” (Machado de Assis)

O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular. Exemplos: Um e outro livro me agradaram; Nem um nem outro livro me agradaram.

Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal:

- Anexo, incluso, leso. Como adjetivos, concordam com o substantivo em gênero e número:

Anexa à presente, vai a relação das mercadorias. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. Remeto-lhe, anexas, duas cópias do contrato.

Remeto-lhe, inclusa, uma fotocópia do recibo.

Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte.

Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria.

Observação: Evite a locução espúria em anexo.

- A olhos vistos. Locução adverbial invariável. Significa visivelmente. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. (Coelho Neto)

“Zito envelhecia a olhos vistos.” (Autren Dourado)

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- Só. Como adjetivo, só [sozinho, único] concorda em número com o substantivo. Como palavra denotativa de limitação, equi- valente de apenas, somente, é invariável.

Eles estavam sós, na sala iluminada.

Esses dois livros, por si sós, bastariam para torná-los célebre.

Elas só passeiam de carro. Só eles estavam na sala.

Forma a locução a sós [=sem mais companhia, sozinho]: Estávamos a sós. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar

asós.

-Possível. Usado em expressões superlativas, este adjetivo ora aparece invariável, ora flexionado:

“A volta, esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível.” (Carlos Góis)

“A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis.” (ledo Ivo)

“... e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis.” (Ronaldo Miranda)

Como se vê dos exemplos citados, há nítida tendência, no português de hoje, para se usar, neste caso, o adjetivo possível no plu- ral. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais, o menos, o maior, o menor, etc.)

Os prédios devem ficar o mais afastados possível.

Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível.

O médico atendeu o maior número de pacientes possível.

- Adjetivos adverbiados. Certos adjetivos, como sério, claro, caro, barato, alto, raro, etc., quando usados com a função de advér- bios terminados em – mente, ficam invariáveis:

Vamos falar sério. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro, disse a secretária.

Esses produtos passam a custar mais caro. [ou mais barato] Estas aves voam alto. [ou baixo]

Junto e direto ora funcionam como adjetivos, ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro.” (José Louzeiro)

“Era como se tivessem estado juntos na véspera.” (Autram Dourado). “Elas moram junto há algum tempo.” (José Gualda Dantas)

“Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe.” (Josué Guimarães)

- Todo. No sentido de inteiramente, completamente, costuma-se flexionar, embora seja advérbio:

Esses índios andam todos nus.

Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca.

As meninas iam todas de branco.

A casinha ficava sob duas mangueiras, que a cobriam toda.

Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá.

Suas mãos estavam todo ensangüentadas.

- Alerta. Pela sua origem, alerta (=atentamente, de prontidão, em estado de vigilância) é advérbio e, portanto, invariável:

Estamos alerta.

Os soldados ficaram alerta.

“Todos os sentidos alerta funcionam.” (Carlos Drummond de Andrade)

“Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta.” (Martins de Aguiar)

Contudo, esta palavra é, atualmente, sentida antes como adjetivo, sendo, por isso, flexionada no plural:

Nossos chefes estão alertas. (=vigilantes)

Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas.

“Uma sentinela de guarda, olhos abertos e sentidosalertas, esperando pelo desconhecido...” (Assis Brasil, Os Crocodilos, p. 25)

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LÍNGUA PORTUGUESA

-Meio. Usada como advérbio, no sentido de um pouco, esta palavra é invariável. Exemplos:

A porta estava meio aberta.

As meninas ficaram meio nervosas.

Os sapatos eram meio velhos, mas serviam.

-Bastante. Varia quando adjetivo, sinônimo de suficiente:

Não havia provas bastantes para condenar o réu.

Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.

Fica invariável quando advérbio, caso em que modifica um adjetivo:

As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso.

Os emissários voltaram bastante otimistas.

“Levi está inquieto com a economia do Brasil. Vê que se aproximam dias bastante escuros.” (Austregésilo de Ataíde)

- Menos. É palavra invariável: Gaste menos água.

À noite, há menos pessoas na praça.

Exercícios

01. Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal:

a)Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila.

b)Ela chegou com o rosto e as mãos feridas.

c)Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos.

d)Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos.

e)Ela comprou dois vestidos cinza.

02. Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto):

(1)velhos

(2)velhas

( ) camisa e calça. ( ) chapéu e calça. ( ) calça e chapéu. ( ) chapéu e paletó. ( ) chapéu e camisa.

a)1-2-1-1-2

b)2-2-1-1-2

c)2-1-1-1-1

d)1-2-2-2-2

e)2-1-1-1-2

03. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos parênteses.

a)Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ necessária)

b)Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)

c)Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ bastantes)

d)Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)

e)A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino. (meio/ meia)

04. “Na reunião do Colegiado, não faltou, no momento em que as discussões se tornaram mais violentas, argumentos e opiniões veementes e contraditórias.” No trecho acima, há uma infração as normas de concordância.

a)Reescreva-o com devida correção.

b)Justifique a correção feita.

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05. Reescrever as frases abaixo, corrigindo-as quando necessário.

a)“Recebei, Vossa Excelência, os processos de nossa estima, pois não podem haver cidadãos conscientes sem educação.”

b)“Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje, conforme lhes prometi.”

06. Como no exercício anterior.

a)“Ele informou aos colegas de que havia perdido os documentos cuja originalidade duvidamos.”

b)“Depois de assistir algumas aulas, eu preferia mais ficar no pátio do que continuar dentro da classe.”

07. A frase em que a concordância nominal está correta é:

a)A vasta plantação e a casa grande caiados há pouco tempo era o melhor sinal de prosperidade da família.

b)Eles, com ar entristecidos, dirigiram-se ao salão onde se encontravam as vítimas do acidente.

c)Não lhe pareciam útil aquelas plantas esquisitas que ele cultivava na sua pacata e linda chácara do interior.

d)Quando foi encontrado, ele apresentava feridos a perna e o braço direitos, mas estava totalmente lúcido.

e)Esses livro e caderno não são meus, mas poderão ser importante para a pesquisa que estou fazendo.

08. Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis:

a)Este é o meio mais exato para você resolver o problema: estude só.

b)Meia palavra, meio tom - índice de sua sensatez.

c)Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua meia promessa.

d)Passei muito inverno só.

e)Só estudei o elementar, o que me deixa meio apreensivo.

09.Aponte o erro de concordância nominal. a) Andei por longes terras.

b) Ela chegou toda machucada. c) Carla anda meio aborrecida.

d) Elas não progredirão por si mesmo. e) Ela própria nos procurou.

10.Assinale o erro de concordância nominal. a) – Muito obrigada, disse ela.

b) Só as mulheres foram interrogadas. c) Eles estavam só.

d) Já era meio-dia e meia. e) Sós, ficaram tristes.

Respostas:

01-A / 02-C

03. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio

04. a) “Na reunião do colegiado, não faltaram, no momento em que as discussões se tornaram mais violentas, argumentos e opiniões veementes e contraditórias.”

b)Concorda com o sujeito “argumentos e opiniões”.

05.a) “Receba, Vossa Excelência, os protestos de nossa estima, pois não pode haver cidadãos conscientes sem a educação.”

b)A frase está correta.

06. a) “Ele informou aos colegas que havia perdido (ou: ele informou os colegas de que havia perdido os documentos de cuja originalidade duvidamos.”

b) “Depois de assistir algumas aulas, eu preferia ficar no pátio a continuar dentro da classe.” 07-E / 08-E / 09-D / 10-C

Concordância Verbal

O verbo concorda com o sujeito, em harmonia com as seguintes regras gerais:

- O sujeito é simples: O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Verbo depois do sujeito:

“As saúvas eram uma praga.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele, não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade, irmãos.” (São Paulo)

Verbo antes do sujeito:

Acontecem tantas desgraças neste planeta!

Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar.

A quem pertencem essas terras?

- O sujeito é composto e da 3ª pessoa

O sujeito, sendo composto e anteposto ao verbo, leva geralmente este para o plural. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha.” (José de Alencar)

“Poti e seus guerreiros o acompanharam.” (José de Alencar)

“Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene.” (Machado de Assis)

É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: - Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos:

“A decência e honestidade ainda reinava.” (Mário Barreto)

“A coragem e afoiteza com que lhe respondi, perturbou-o...” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho, que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) - Quando os núcleos do sujeito formam sequência gradativa:

Uma ânsia, uma aflição, uma angústia repentina começou a me apertar à alma.

Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo, este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo:

“Não fossem o rádio de pilha e as revistas, que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha, apareceram um jornal e uma vela.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras.” (Carlos Povina Cavalcânti)

... casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros.” (Carlos de Laet)

Aconselhamos, nesse caso, usar o verbo no plural.

- O sujeito é composto e de pessoas diferentes

Se o sujeito composto for de pessoas diversas, o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. (A 1ª pessoa pre- valece sobre a 2ª e a 3ª; a 2ª prevale sobre a 3ª):

“Foi o que fizemos Capitu e eu.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós)

Você e meu irmão não me compreendem. (você e ele = vocês)

Muitas vezes os escritores quebram a rigidez dessa regra:

-Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo, quando este se pospõe ao verbo:

“O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Camilo Castelo Branco)

“Faze uma arca de madeira; entra nela tu, tua mulher e teus filhos.” (Machado deAssis)

-Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós):

“...Deus e tu são testemunhas...” (Almeida Garrett) “Juro que tu e tua mulher me pagam.” (Coelho Neto)

As normas que a seguir traçamos têm, muitas vezes, valor relativo, porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende, freqüentemente, do contexto, da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Núcleos do sujeito unidos por ou

Há duas situações a considerar:

-Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação, o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo:

Paulo ou Antônio será o presidente.

O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.

-O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito:

“Era tão pequena a cidade, que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade.)

“Naquela crise, só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe.” (Camilo Castelo Branco) Há, no entanto, em bons autores, ocorrência de verbo no singular:

“A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais.” (Vivaldo Coaraci)

“Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.” (Viriato Correia)

- Núcleos do sujeito unidos pela preposição com: Usa-se mais frequentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância, no processo verbal, aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. Exemplos:

Manuel com seu compadre construíram o barracão.

“Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo...” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Camilo Castelo Branco)

Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste. Exemplos:

O bispo, com dois sacerdotes, iniciou solenemente a missa.

O presidente, com sua comitiva, chegou a Paris às 5h da tarde.

“Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte.” (Luís de Camarões)

- Núcleos do sujeito unidos por nem: Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem, usa-se, comumente, o verbo no plural. Exemplos:

Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. Nem eu nem ele o convidamos.

“Nem o mundo, nem Deus teriam força para me constranger a tanto.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto.” (Eça de Queirós)

É preferível a concordância no singular:

- Quando o verbo precede o sujeito:

“Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes...” (Machado de Assis)

Não o convidei eu nem minha esposa.

“Na fazenda, atualmente, não se recusa trabalho, nem dinheiro, nem nada a ninguém.” (Guimarães Rosa)

-Quando há exclusão, isto é, quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito:

Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. (Só um candidato pode ser eleito governador.)

-Núcleos do sujeito correlacionados: O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só... mas também, não só como também, tanto...como, etc. Exemplos:

Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.” (Alexandre Herculano)

“Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes.” (Alexandre Herculano)

“Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo.” (Cassiano Ricardo)

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- Sujeitos resumidos por tudo, nada, ninguém: Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes, tudo, nada, ninguém, etc. o verbo concorda, no singular, com o pronome resumidor.

Exemplos:

Jogos, espetáculos, viagens, diversões, nadapôde satisfazê-lo.

“O entusiasmo, alguns goles de vinho, o gênio imperioso, estouvado, tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Machado de Assis)

Jogadores, árbitro, assistentes, ninguém saiu do campo.

-Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa: O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. Exemplos:

“Aleluia! O brasileiro comum, o homem do povo, o João-ninguém, agora é cédula de Cr$ 500,00!” (Carlos DrummondAndrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está, fica o registro, o protesto, em nome dos telespectadores.” (ValérioAndrade)

Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta.

-Núcleos do sujeito são infinitivos: O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimi- rem idéias opostas; caso contrário, tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. Exemplos:

O comer e o beber são necessários. Rir e chorar fazem parte da vida

Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.

“Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam)

- Sujeito oracional: Concorda no singular o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.

Predicado Sujeito Oracional

Estas são realidades que não adianta esconder.

Sujeito de adianta: esconder que (as realidades)

- Sujeito Coletivo: O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular. Exemplos:

A multidão vociferava ameaças.

O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália.

Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro. Um bloco de foliões animava o centro da cidade.

Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo, este poderá ir para o plural, quando se quer salientar não a ação do conjunto, mas a dos indivíduos, efetuando-se uma concordância não gramatical, mas ideológica:

“Uma grande multidão de crianças, de velhos, de mulheres penetraram na caverna...” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar...” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar.” (Machado de Assis)

“Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável.” (Carlos Povina Ca- valcânti)

- A maior parte de, grande número de, etc: Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de, parte de, a maioria de, grande número de, etc., seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo, quando posposto ao sujeito, pode ir para o singular ou para o plural, conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática, expressiva, com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito.

Exemplos:

A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Gilberto Freire)

“A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo.” (Machado de Assis)

“A maior parte das pessoas pedem uma sopa, um prato de carne e um prato de legumes.” (Ramalho Ortigão)

“A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido.” (Mário Barreto)

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Quando o verbo precede o sujeito, como nos dois últimos exemplos, a concordância se efetua no singular. Como se vê dos exemplos supracitados, as duas concordâncias são igualmente legítimas, porque têm tradição na língua. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. Pode-se, portanto, no caso em foco, usar o verbo no plural, efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras, mas com a ideia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. Essa concor- dância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical, como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis, Ramalho Ortigão, Ondina Ferreira eAurélio Buarque de Holanda, e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular.

-Um e outro, nem um nem outro: O sujeito sendo uma dessas expressões, o verbo concorda, de preferência, no plural. Exem-

plos:

“Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento...” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio.

“Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo.” (Fernando Namora)

-Um ou outro: O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro:

“Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.” (Raquel de Queirós)

- Um dos que, uma das que: Quando, em orações adjetivas restritivas, o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga, o verbo da oração adjetiva flexiona-se, em regra, no plural:

“O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (Alexandre Herculano)

“A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós.” (Machado de Assis)

“Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma.” (Moacyr Scliar)

Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana.

Essa é a concordância lógica, geralmente preferida pelos escritores modernos.Todavia, não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um), quando se deseja destacar o indivíduo do grupo, dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais:

Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros.

“Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.” (João Ribeiro)

Há gramáticas que condenam tal concordância. Por coerência, deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala, como no exemplo:

Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. (Jairo é o único empregado que não sabe ler.)

Ressalte-se porém, que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo:

Jairo é um empregado meu que não sabe ler.

Dos meus empregados, só Jairo não sabe ler.

Na linguagem culta formal, ao empregar as expressões em foco, o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva:

O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia.

Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz.

O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise.

Embora o caso seja diferente, é oportuno lembrar que, nas orações adjetivas explicativas, nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula, a concordância é determinada pelo sentido da frase:

Um dos meninos, que estava sentado à porta da casa, foi chamar o pai. (Só um menino estava sentado.)

Um dos cinco homens, que assistiam àquela cena estupefatos, soltou um grito de protesto. (Todos os cinco homens assistiam à cena.)

- Mais de um: O verbo concorda, em regra, no singular. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade, ou se o numeral for superior a um.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplos:

Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.

Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto.

Devem ter fugido mais de vinte presos.

- Quais de vós?Alguns de nós: Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns, muitos, poucos, etc., seguidos dos pronomes nós ou vós, o verbo concordará, por atração, com estes últimos, ou, o que é mais lógico, na 3ª pessoa do plural:

“Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois, como eu, desterrados...?” (Alexandre Herculano)

“...quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar)

Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.

Estando o pronome no singular, no singular (3ª pessoa) ficará o verbo:

Qual de vós testemunhou o fato?

Nenhuma de nós a conhece.

Nenhum de vós a viu?

Qual de nós falará primeiro?

- Pronomes quem, que, como sujeitos: O verbo concordará, em regra, na 3ª pessoa, com os pronomes quem e que, em frases como estas:

Sou eu quem responde pelos meus atos. Somos nós quem leva o prejuízo.

Eram elas quem fazia a limpeza da casa.

“Eras tu quem tinha o dom de encantar-me.” (Osmã Lins)

Todavia, a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra.” (Gonçalves Dias)

“Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa.” (Gonçalves Dias)

“Nós somos os galegos que levamos a barrica.” (Camilo Castelo Branco)

A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal, em frases do tipo:

Sou eu que pago.

És tu que vens conosco?

Somos nós que cozinhamos. Eram eles que mais reclamavam.

Em construções desse tipo, é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes, portanto não necessários ao enunciado. Assim:

Sou eu que pago. (=Eu pago)

Somos nós que cozinhamos. (=Nós cozinhamos)

Foram os bombeiros que a salvaram. (= Os bombeiros a salvaram.)

Seja qual for a interpretação, o importante é saber que, neste caso, tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pro- nome ou substantivo que precede a palavra que.

- Concordância com os pronomes de tratamento: Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa, embora se refira à 2ª pessoa do discurso:

Vossa Excelência agiu com moderação.

Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. “Espero que V.Sª. não me faça mal.” (Camilo Castelo Branco)

“Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos.” (Rebelo da Silva)

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- Concordância com certos substantivos próprios no plural: Certos substantivos próprios de forma plural, como Estados Uni- dos, Andes, Campinas, Lusíadas, etc., levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo; caso contrário, o verbo concorda no singular.

“Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.

“Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes.

Tratando-se de títulos de obras, é comum deixar o verbo no singular, sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no sin- gular:

“As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Rebelo da Silva)

“As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico...” (Celso Luft)

A concordância, neste caso, não é gramatical, mas ideológica, porque se efetua não com a palavra (Valkírias, Sertões, Férias de El-Rei), mas com a ideia por ela sugerida (obra ou livro). Ressalte-se, porém, que é também correto usar o verbo no plural:

As Valkírias mostram claramente o homem...

“Os Sertões são um livro de ciência e de paixão, de análise e de protesto.” (Alfredo Bosi)

- Concordância do verbo passivo: Quando apassivado pelo pronome apassivador se, o verbo concordará normalmente com o sujeito:

Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. Gataram-se milhões, sem que se vissem resultados concretos.

“Correram-se as cortinas da tribuna real.” (Rebelo da Silva)

“Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes...” (Camilo Castelo Branco)

Na literatura moderna há exemplos em contrário, mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio.” (Ricardo Ramos)

“Em Paris há coisas que não se entende bem.” (Rubem Braga)

Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever, na voz passiva sintética, o verbo auxiliar concordará com o sujeito. Exemplos:

Não se podem cortar essas árvores. (sujeito: árvores; locução verbal: podem cortar)

Devem-se ler bons livros. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros; locução verbal: devem-se ler)

“Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.” (Sérgio Buarque de Holanda)

“Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas.” (Almeida Garrett)

Entretanto, pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e, nesse caso, não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular. Assim:

Não se pode cortar essas árvores. (sujeito: cortar essas árvores; predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros. (sujeito: ler bons livros; predicado: deve-se)

Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher, tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. Por- tanto:

Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.

“Quando se joga, deve-se aceitar as regras.” (Ledo Ivo)

“Concluo que não se devem abolir as loterias.” (Machado de Assis)

- Verbos impessoais: Os verbos haver, fazer (na indicação do tempo), passar de (na indicação de horas), chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos, quando usados como impessoais, ficam na 3ª pessoa do singular:

“Não havia ali vizinhos naquele deserto.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos.” (Machado de Assis)

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“Aqui faz verões terríveis.” (Camilo Castelo Branco)

“Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado...” (Camilo Castelo Branco)

Observações:

- Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer:

Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio. Vai haver grandes festas.

Há de haver, sem dúvida, fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo.

Começou a haver abusos na nova administração.

- o verbo chover, no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade), deixa de ser impessoal e, portanto concordará com o sujeito:

Choviam pétalas de flores.

“Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites.” (Carlos Drummond de Andrade)

“E nem lá (na Lua) chovem meteoritos, permanentemente.” (Raquel de Queirós)

-Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter, impessoal, por haver, existir. Nem faltam exemplos em escritores modernos:

“No centro do pátio tem uma figueira velhíssima, com um banco embaixo.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto, no quintal.” (Carlos Drummond de Andrade)

Esse emprego do verbo ter, impessoal, não é estranho ao português europeu: “É verdade. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite, respondeu Ângela.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há)

-Existir não é verbo impessoal. Portanto:

Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos.

Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas.

-Concordância do verbo ser: O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos:

-Quando o sujeito é um dos pronomes tudo, o, isto, isso, ou aquilo:

“Tudo eram hipóteses.” (Ledo Ivo)

“Tudo isto eram sintomas graves.” (Machado de Assis)

Na mocidade tudo são esperanças.

“Não, nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos.” (Viana Moog)

A concordância com o sujeito, embora menos comum, é também lícita: “Tudo é flores no presente.” (Gonçalves Dias)

“O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa.” (Camilo Castelo Branco)

O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Ferreira de Castro)

- Quando o sujeito é um nome de coisa, no singular, e o predicativo um substantivo plural:

“A cama são umas palhas.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas.” (Raquel de Queirós)

Sua salvação foram aquelas ervas.

O sujeito sendo nome de pessoa, com ele concordará o verbo ser:

Emília é os encantos de sua avó.

Abílio era só problemas.

Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que:

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“Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu.” (Camilo Castelo Branco)

-Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo, e o predicativo um substantivo no plural:

“A maioria eram rapazes.” (Aníbal Machado)

A maior parte eram famílias pobres.

O resto (ou o mais) são trastes velhos.

“Amaior parte dessa multidãosão mendigos.” (Eça de Queirós)

-Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo, e o sujeito não é pronome pessoal reto:

“O Brasil, senhores, sois vós.” (Rui Barbosa)

“Nas minhas terras o rei sou eu.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu.” (Said Ali)

“...mas a minha riqueza eras tu.” (Camilo Castelo Branco)

Mas: Eu não sou ele. Vós não sois eles. Tu não és ele.

-Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa:

Divertimentos é o que não lhe falta.

“Os bastidores é só o que me toca.” (Correia Garção)

“Mentiras, era o que me pediam, sempre mentiras.” ( Fernando Namora)

“Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.” (Camilo Castelo Branco)

-Nas locuções é muito, é pouco, é suficiente, é demais, é mais que (ou do que), é menos que (ou do que), etc., cujo sujeito exprime quantidade, preço, medida, etc.:

“Seis anos era muito.” (Camilo Castelo Branco)

Dois mil dólares é pouco.

Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.

Doze metros de fio é demais.

-Na indicação das horas, datas e distância , o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora, data ou distância:

Era uma hora da tarde.

“Era hora e meia, foi pôr o chapéu.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde.” ( Raquel de Queirós)

“Eram duas horas da tarde.” (Machado de Assis)

Observações:

-Pode-se, entretanto na linguagem espontânea, deixar o verbo no singular, concordando com a idéia implícita de “dia”:

“Hoje é seis de março.” (J. Matoso Câmara Jr.) (Hoje é dia seis de março.) “Hoje é dez de janeiro.” (Celso Luft)

-Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de, hesitam os escritores entre o plural e o singular:

“Eram perto de oito horas.” (Machado de Assis)

“Era perto de duas horas quando saiu da janela.” (Machado de Assis) “...era perto das cinco quando saí.” (Eça de Queirós)

-O verbo passar, referente a horas, fica na 3ª pessoa do singular, em frases como: Quando o trem chegou, passava das sete horas.

-Locução de realce é que: O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que:

Eu é que mantenho a ordem aqui. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui.)

Nós é que trabalhávamos. (= Éramos nós que trabalhávamos)

As mães é que devem educá-los. (= São as mães que devem educá-los.)

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Os astros é que os guiavam. (= Eram os astros que os guiavam.)

Da mesma forma se diz, com ênfase:

“Vocês são muito é atrevidos.” (Raquel de Queirós)

“Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco.” (Graciliano Ramos) “Por queera que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos)

Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como:

Era aqui onde se açoitavam os escravos. (= Aqui se açoitavam os escravos.)

Foi então que os dois se desentenderam. (= Então os dois se desentenderam.)

-Era uma vez: Por tradição, mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez, ainda quando seguida de subs- tantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes.

-A não ser: É geralmente considerada locução invariável, equivalente a exceto, salvo, senão. Exemplos:

Nada restou do edifício, a não ser escombros.

A não ser alguns pescadores, ninguém conhecia aquela praia.

“Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis, a não ser bonecos sem pescoço...” (Carlos Drummond de Andrade)

Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural, fazendo-o concordar com o substantivo seguinte, convertido em sujeito da oração infinitiva. Exemplos:

“As dissipações não produzem nada, a não serem dívidas e desgostos.” (Machado de Assis)

“Anão serem os antigos companheiros de mocidade, ninguém o tratava pelo nome próprio.” (Álvaro Lins) “Anão serem os críticos e eruditos, pouca gente manuseia hoje... aquela obra.” (Latino Coelho)

- Haja vista: A expressão correta é haja vista, e não haja visto. Pode ser construída de três modos:

Hajam vista os livros desse autor. (= tenham vista, vejam-se) Haja vista os livros desse autor. (= por exemplo, veja)

Haja vista aos livros desse autor. (= olhe-se para, atente-se para os livros)

A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. Sujeito: os livros; verbo hajam (=tenham); objeto direto: vista.

A situação é preocupante; hajam vista os incidentes de sábado.

Seguida de substantivo (ou pronome) singular, a expressão, evidentemente, permanece invariável:Asituação é preocupante; haja vista o incidente de sábado.

-Bem haja. Mal haja: Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas, respectivamente. O verbo concordará normalmente com o sujeito, que vem sempre posposto:

“Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha!

“Mal hajam as desgraças da minha vida...” (Camilo Castelo Branco)

-Concordância dos verbos bater, dar e soar: Referindo-se às horas, os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito, que pode ser hora, horas (claro ou oculto), badaladas ou relógio:

“Nisto, deu três horas o relógio da botica.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo...” (Mário Barreto)

“Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes.” (Machado de Assis)

“Deu uma e meia.” (Said Ali)

Pasar, com referência a horas, no sentido de ser mais de, é verbo impessoal, por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando che- gamos ao aeroporto, passava das 16 horas; Vamos, já passa das oito horas – disse ela ao filho.

- Concordância do verbo parecer: Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo, pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha:

As paredes pareciam estremecer. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. (construção literária)

Análise da construção dois: parecia: oração principal; as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva.

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Outros exemplos:

“Nervos... que pareciam estourar no minuto seguinte.” (Fernando Namora)

“Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir.” (Alexandre Herculano)

“...quando as estrelas, em ritmo moroso, parecia caminharem no céu.” (Graça Aranha)

Usando-se a oração desenvolvida, parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes.” (Cecília Meireles)

“Outros, de aparência acabadiça, parecia que não podiam com a enxada.” (José Américo)

“As notícias parece que têm asas.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas.)

Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças.” Ou “Via- -se entrarem mulheres e crianças.”

- Concordância com o sujeito oracional: O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos.

Verbo

sujeito (oração subjetiva)

Faltava / dar os últimos retoques.

Verbo

sujeito (oração subjetiva)

Outros exemplos, com o sujeito oracional em destaque:

Não me interessa ouvir essas parlendas.

Anotei os livros que faltava adquirir. (faltava adquirir os livros)

Esses fatos, importa (ou convém) não esquecê-los.

São viáveis as reformas que se intenta implantar?

-Concordância com sujeito indeterminado: O pronome se, pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. Nesse caso, o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Exemplos;

Em casa, fica-se mais à vontade.

Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. Acabe-se de vez com esses abusos!

Para ir de São Paulo a Curitiba, levava-se doze horas.

-Concordância com os numerais milhão, bilhão e trilhão: Estes substantivos numéricos, quando seguidos de substantivo no plural, levam, de preferência, o verbo ao plural. Exemplos:

Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão.

São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã.

Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência.

Observações:

-Milhão, bilhão e milhar são substantivos masculinos. Por isso, devem concordar no masculino os artigos, numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas; os três milhares de plantas; alguns milhares de telhas; esses bilhões de criaturas, etc.

-Se o sujeito da oração for milhões, o particípio ou o adjetivo podem concordar, no masculino, com milhões, ou, por atração, no feminino, com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas.

-Concordância com numerais fracionários: De regra, a concordância do verbo efetua-se com o numerador. Exemplos:

“Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto...” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino.” (José Gualda Dantas)

Dois terços da população vivem da agricultura.

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Não nos parece, entretanto, incorreto usar o verbo no plural, quando o número fracionário, seguido de substantivo no plural, tem o numerador 1, como nos exemplos:

Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. Um quinto dos homens eram de cor escura.

- Concordância com percentuais: O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem:

Só 1% dos eleitores se absteve de votar.

Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar.

Foram destruídos 20% da mata.

“Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros.” (Antônio Hauaiss)

Em casos como o da última frase, a concordância efetua-se, pela lógica, no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres), ou, seguindo o uso geral, no masculino, por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero.

-Concordância com o pronome nós subentendido: O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. (= Todos nós estávamos preocupados.)

Os dois vivíamos felizes. (=Nós dois vivíamos felizes.)

“Ficamos por aqui, insatisfeitos, os seus amigos.” (Carlos Drummond de Andrade)

-Não restam senão ruínas: Em frases negativas em que senão equivale a mais que, a não ser, e vem seguido de substantivo no plural, costuma-se usar o verbo no plural, fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. Exemplos:

Do antigo templo grego não restam senão ruínas. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas.)

Da velha casa não sobraram senão escombros.

“Para os lados do sul e poente, não se viam senão edifícios queimados.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores.” (Rebelo da Silva)

Segundo alguns autores, pode-se, em tais frases, efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas. (Ou seja: não resta nada, senão ruínas.)

Ali não se via senão (ou mais que) escombros.

As duas interpretações são boas, mas só a primeira tem tradição na língua.

-Concordância com formas gramaticais: Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular:

“Elas” é um pronome pessoal. (= A palavra elas é um pronome pessoal.) Na placa estava “veiculos”, sem acento.

“Contudo, mercadores não tem a força de vendilhões.” (Machado de Assis)

-Mais de, menos de: O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões:

Mais de cem pessoas perderam suas casas, na enchente.

Sobrou mais de uma cesta de pães.

Gastaram-se menos de dois galões de tinta.

Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.

Exercícios

01. Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta:

a)Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.

b)Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.

c)Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.

d)Bateu três horas quando o entrevistador chegou.

e)Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.

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02. Assinale a frase em que há erro de concordância verbal:

a)Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.

b)Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.

c)Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.

d)Deve existir problemas nos seus documentos.

e)Choveram papéis picados nos comícios.

03. Assinale a opção em que há concordância inadequada:

a)A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.

b)A maioria dos conflitos foram resolvidos.

c)Deve haver bons motivos para a sua recusa.

d)De casa à escola é três quilômetros.

e)Nem uma nem outra questão é difícil.

04. Há erro de concordância em:

a)atos e coisas más

b)dificuldades e obstáculo intransponível

c)cercas e trilhos abandonados

d)fazendas e engenho prósperas

e)serraria e estábulo conservados

05. Indique a alternativa em que há erro:

a)Os fatos falam por si sós.

b)A casa estava meio desleixada.

c)Os livros estão custando cada vez mais caro.

d)Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.

e)Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça.

06.Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal:

a)Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.

b)Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos.

c)José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho.

d)Fomos nós quem resolvemos aquela questão.

e)O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição.

07. A concordância verbal está correta na alternativa:

a)Ela o esperava já faziam duas semanas.

b)Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro.

c)Eles parece estarem doentes.

d)Devem haver aqui pessoas cultas.

e)Todos parecem terem ficado tristes.

08. É provável que .......

vagas na academia, mas não .......

pessoas interessadas: são muitas as formalidades a .......

cumpridas.

a)hajam - existem - ser

b)hajam - existe - ser

c)haja - existem - serem

d)haja - existe - ser

e)hajam - existem - serem

09. .......

de exigências! Ou será que não .......

os sacrifícios que .......

por sua causa?

a)Chega - bastam - foram feitos

b)Chega - bastam - foi feito

c)Chegam - basta - foi feito

d)Chegam - basta - foram feitos

e)Chegam - bastam - foi feito

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10. Soube que mais de dez alunos se .......

a participar dos jogos que tu e ele ......

a) negou – organizou

 

b) negou – organizastes

 

c) negaram – organizaste

 

d) negou – organizaram

 

e) negaram - organizastes

 

Respostas: (01-C) (02-D) (03-D) (04-D) (05-D) (06-D) (07-C) (08-C) (09-A) (10-E)

Regência Nominal

Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e o termo por ele regido. Certos substantivos e adjetivos admitem mais de uma regência. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição.

No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:

Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição “a”. Obedecer a algo/ a alguém.

Obediente a algo/ a alguém.

Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atentamente e pro- cure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

-acessível a: Este cargo não é acessível a todos.

-acesso a, para: O acesso para a região ficou impossível.

-acostumado a, com: Todos estavam acostumados a ouvi-lo.

-adaptado a: Foi difícil adaptar-me a esse clima.

-afável com, para com: Tinha um jeito afável para com os turistas.

-aflito: com, por.

-agradável a, de: Sua saída não foi agradável à equipe.

-alheio: a, de.

-aliado: a, com.

-alusão a: O professor fez alusão à prova final.

-amor a, por: Ele demonstrava grande amor à namorada.

-análogo: a.

-antipatia a, por: Sentia antipatia por ela.

-apto a, para: Estava apto para ocupar o cargo.

-atenção a, com, para com: Nunca deu atenção a ninguém.

-aversão a, por: Sempre tive aversão à política.

-benéfico a, para: A reforma foi benéfica a todos.

-certeza de, em: A certeza de encontrá-lo novamente a animou.

-coerente: com.

-compatível: com.

-contíguo: a.

desprezo: a, de, por.

-dúvidaem sobre:Anotou todas as dúvidassobre a questão dada. empenho: de, em, por.

equivalente: a.

-favorável a: Sou favorável à sua candidatura.

fértil: de, em.

-gosto de, em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira.

-grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar.

-horror a, de: Tinha horror a quiabo refogado.

hostil: a, para com.

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- impróprio para: O filme era impróprio para menores. inerente: a.

- junto a, com, de: Junto com o material, encontrei este documento.

- lento: em.

- necessário a, para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. - passível de: As regras são passíveis de mudanças.

- preferível a: Tudo era preferível à sua queixa. - próximo: a, de.

- rente: a.

- residente: em.

- respeito a, com, de, entre, para com, por: É necessário o respeito às leis. - satisfeito: com, de, em, por.

- semelhante: a. sensível: a.

- sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido.

- situado em: Minha casa está situadana Avenida Internacional. - suspeito: de.

- útil: a, para. - vazio: de.

- versado: em. - vizinho: a, de.

Exercícios

01. O projeto.....estão dando andamento é incompatível.....tradições da firma. a) de que, com as

b) a que, com as c) que, as

d) à que, às e) que, com as

02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......simpatia. a) a, por, menos

b) do que, por, menos c) a, para, menos

d) do que, com, menos e) do que, para, menos

03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser seguidos pela mesma preposição:

a)ávido, bom, inconsequente

b)indigno, odioso, perito

c)leal, limpo, oneroso

d)orgulhoso, rico, sedento

e)oposto, pálido, sábio

04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorirAracaju,........coração bate de noite, no silêncio”.Aopção que completa corretamente as lacunas da frase acima é:

a)as quais, de cujo

b)a que, no qual

c)de que, o qual

d)às quais, cujo

e)que, em cujo

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05. Assinale a alternativa correta quanto à regência:

a)A peça que assistimos foi muito boa.

b)Estes são os livros que precisamos.

c)Esse foi um ponto que todos se esqueceram.

d)Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.

e)O ideal que aspiramos é conhecido por todos.

06. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.

I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família. II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.

III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.

IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a)II, III, IV

b)I, II, III

e)I, III, IV

d)I, III

e)I, II

07. Assinale o item em que há erro quanto à regência:

a)São essas as atitudes de que discordo.

b)Há muito já lhe perdoei.

c)Informo-lhe de que paguei o colégio.

d)Costumo obedecer a preceitos éticos.

e)A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

08. Dentre as frases abaixo, uma apenas apresenta a regência nominal correta. Assinale-a:

a)Ele não é digno a ser seu amigo.

b)Baseado laudos médicos, concedeu-lhe a licença.

c)A atitude do Juiz é isenta de qualquer restrição.

d)Ele se diz especialista para com computadores eletrônicos.

e)O sol é indispensável da saúde.

Respostas: 01-B / 02-A / 03-D / 04-D / 05-D / 06-A / 07-C / 08-C

Regência Verbal

Aregência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.

A mãe agrada o filho. (agradar significa acariciar, contentar)

A mãe agrada ao filho. (agradar significa “causar agrado ou prazer”, satisfazer) Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agradar a alguém”.

O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito.

Cheguei ao metrô.

Cheguei no metrô.

No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.Aoração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.

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Abdicar: renunciar ao poder, a um cargo, título desistir. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (TD) ou transitivo indireto (TI + preposição): D. Pedro abdicou em 1831. (VI); A vencedora abdicou o seu direto de rainha. (VTD); Nunca abdicarei de meus direitos. (VTI)

Abraçar: emprega-se sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços:Amãe abraçou-a com ternura. (VTD); Abraçou-se a mim, chorando. (VTI)

Agradar: emprega-se com preposição no sentido de contentar, satisfazer.(VTI): A banda Legião Urbana agrada aos jovens. (VTI); Emprega-se sem preposição no sentido de acariciar, mimar: Márcio agradou a esposa com um lindo presente. (VTD)

Ajudar: emprega-se sem preposição; objeto direto de pessoa: Eu ajudava-a no serviço de casa. (VTD)

Aludir: (=fazer alusão, referir-se a alguém), emprega-se com preposição: Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. (VTI)

Ansiar: emprega-se sem preposição no sentido de causarmal-estar, angustiar:Aemoção ansiava-me. (VTD); Emprega-se com preposição no sentido de desejar ardentemente por: Ansiava por vê-lo novamente. (VTI)

Aspirar: emprega-se sempreposição no sentido de respirar, cheirar: Aspiramos um ar excelente, no campo. (VTD) Emprega-se com preposição no sentido de querer muito, ter por objetivo: Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. (VTI)

Assistir: emprega-se com preposição a no sentido de ver, presenciar: Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. (VTI) Nesse caso, o verbo não aceita o pronome lhe, mas apenas os pronomes pessoais retos + preposição: O filme é ótimo. Todos querem assistir a ele. (VTI) Emprega-se sem / com preposição no sentido de socorrer, ajudar: A professora sempre assiste os alunos com carinho.

(VTD); A professora sempre assiste aos alunos com carinho. (VTI) Emprega-se com preposição no sentido de caber, ter direito ou razão: O direito de se defender assiste a todos. (VTI) No sentido de morar, residir é intransitivo e exige a preposição em: Assiste em Manaus por muito tempo. (VI)

Atender: empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção: O médico atendeu o cliente pacientemente.

(VTD) No sentido de ouvir, conceder: Deus atendeu minhas preces.(VTD); Atenderemos quaisquer pedido via internet. Emprega- -se com preposição no sentido de dar atenção a alguém: Lamento não poder atender à solicitação de recursos. (VTI) Emprega-se com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz: Atenda ao telefone, por favor; Atenda o telefone. (preferência brasileira)

Avisar: avisar alguém de alguma coisa: O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos. (VTD); Avi- saremos os clientes da mudança de endereço. (VTD ); Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa; Avisamos aos clientes que vamos atendê-los em novo endereço.

Bater: emprega-se com preposição no sentido de dar pancadas em alguém: Os irmãos batiam nele (ou batiam-lhe) à toa; Nervo- so, entrou em casa e bateu a porta.(fechou com força); Foi logo batendo à porta. (bater junto à porta, para alguém abrir); Para que ele pudesse ouvir, era preciso bater na porta de seu quarto. (dar pancadas)

Casar: Marina casou cedo e pobre. (VI não exige complemento); Você é realmente digno de casar com minha filha. (VTI com preposição); Ela casou antes dos vinte anos. (VTD sem preposição. O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo: Ela casou com o seu grande amor; ou Ela casou-se com seu grande amor.

Chamar: emprega-se sem preposição no sentido de convocar; O juiz chamou o réu à sua presença. (VTD) Emprega-se com ou sem preposição no sentido de denominar, apelidar, construído com objeto + predicativo: Chamou-o covarde. (VTD) / Chamou-o de covarde. (VID); Chamou-lhe covarde. (VTI) / Chamou-lhe de covarde. (VTI); Chamava por Deus nos momentos difíceis. (VTI)

Chegar: como intransitivo, o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar: Chegou ao aeroporto meio apressada. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar; Cheguei-me a ele.

Contentar-se: emprega-se com as preposições com, de, em: Contentam-secommigalhas. (VTI); Contento-meemaplaudir daqui.

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Custar: é transitivo direto no sentido de ter valor de, ser caro. Este computador custa muito caro. (VTD) No sentido de ser difícil é TI. É conjugado como verbo reflexivo, na 3ª pessoa do singular, e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo: Custou- -me pegar um táxi.(foi difícil); O carro custou-me todas as economias. É transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar: A imprudência custou-lhe lágrimas amargas. (VTDI)

Ensinar: é intransitivo no sentido de doutrinar, pregar: Minha mãe ensina na FAI. É transitivo direto no sentido de educar:

Nem todos ensinam as crianças. É transitivo direto e indireto no sentido de dar instrução sobre: Ensino os exercícios mais difíceis aos meus alunos.

Entreter: empregado como divertir-se exige as preposições: a, com, em: Entretinham-nos em recordar o passado.

Esquecer / Lembrar: estes verbos admitem as construções: Esqueci o endereço dele; Lembrei um caso interessante; Esqueci-me do endereço dele; Lembrei-me de um caso interessante. Esqueceu-me seu endereço; Lembra-me um caso interessante. Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar, não são pronominais, isto é, não exigem os pronomes me, se, lhe, são transitivos diretos (TD). Nos exemplos, ambos os verbos, esquecer e lembrar, exigem o pronome e a preposição de; são transi- tivos indiretos e pronominais. No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória. e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória. Na língua culta, os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de, exigem os pronomes.

Implicar: emprega-se com preposição no sentido de ter implicância com alguém, é TI: Nunca implico com meus alunos.

(VTI) Emprega-se sem preposição no sentido de acarretar, envolver, é TD: A queda do dólar implica corrida ao poder. (VTE); O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. (VTD) Emprega-se sem preposição no sentido de embaraçar, comprometer, é TD: O vizinho implicou-o naquele caso de estupro. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: Implicou em confusão.

Informar: o verbo informar possui duas construções, VTD e VTI: Informei-o que sua aposentaria saiu. (VTD); Informei-lhe que sua aposentaria. (VT); Informou-se das mudanças logo cedo. (inteirar-se, verbo pronominal)

Investir: emprega-se com preposição (com ou contra) no sentido de atacar, é TI: O touro Bandido investiu contra Tião. Em- pregado como verbo transitivo direto e indireto, no sentido de dar posse: O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. (VTDI) Emprega-se sem preposição no sentido também de empregar dinheiro, é TD: Nós investimos parte dos lucros em pesquisas cientí- ficas. (VTD)

Morar: antes de substantivo rua, avenida, usase morar com a preposição em: D. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros.

Namorar: a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém: Meu filho, Paulo César, namora Cristiane. Marcelo namora Raquel.

Necessitar: emprega-se com verbo transitivo direto ou indireto, no sentido de precisar: Necessitávamos o seu apoio; Necessitá- vamos de seu apoio,(VTDI)

Obedecer / Desobedecer: emprega-se com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens: Obedecia às irmãs e irmãos; Não desobedecia às leis de trânsito.

Pagar: emprega-se sem preposição no sentido de saldar coisa, é VTI): Cida pagou o pão; Paguei a costura. (VTD) Emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa, é VTI: Cida pagou ao padeiro; Paguei à costureira., à secretária. (VTI) Emprega- -se como verbo transitivo direto e indireto, pagar alguma coisa a alguém: Cida pagou a carne ao açougueiro. (VTDI) Por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? Sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar.

Pedir: somente se usa pedir para, quando, entre pedir e o para, puder colocar a palavra licença. Caso contrário, diz-se pedir que; A secretária pediu para sair mais cedo. (pediu licença); A direção pediu que todos os funcionários, comparecessem à reunião.

Perdoar: emprega-se sem preposição no sentido de perdoar coisa, é TD: Devemos perdoar as ofensas. (VTD ) Emprega-se com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa, é TI: Perdoemos aos nossos inimigos. (VTI) Emprega-se como verbo tran- sitivo direto e indireto, no sentido de ter necessidade: A mãe perdoou ao filho a mentira. (VTDI) Admite voz passiva: Todos serão perdoados pelos pais.

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Permitir: empregado com preposição, exige objeto indireto de pessoa: O médico permitiu ao paciente que falasse. (VTI) Cons- trói-se com o pronome lhe e não o: O assistente permitiu-lhe que entrasse. Não se usa a preposição de antes de oração infinitiva: Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. (e não de ir sozinha)

Pisar: é verbo transitivo direto VTD: Tinha pisado o continente brasileiro. (não exige a preposição no)

Precisar: emprega-se com preposição no sentido de ter necessidade, é VTI: As crianças carentes precisam de melhor atendi- mento médico. (VTI) Quando o verbo precisar vier acompanhado de infinitivo, pode-se usar a preposição de; a língua moderna tende a dispensá-la: Você é rico, não precisa trabalhar muito. Usa-se, às vezes na voz passiva, com sujeito indeterminado: Precisa-se de funcionários competentes. (sujeito indeterminado) Emprega-se sem preposição no sentido de indicar com exatidão: Perdeu muito dinheiro no jogo, mas não sabe precisar a quantia.(VTD)

Preferir: emprega-se sem preposição no sentido de ter preferência. (sem escolha): Prefiro dias mais quentes. (VTD) Preferir VTDI, no sentido de ter preferência, exige a preposição a: Prefiro dançar a nadar; Prefiro chocolate a doce de leite. Na linguagem formal, culta, é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões:antes, mais, muito mais, mil vezes mais, do que.

Presidir: emprega-se com objeto direto ou objeto indireto, com a preposição a: O reitor presidiu à sessão; O reitor presidiu a sessão.

Prevenir: admite as construções: Apaciência previne dissabores; Preveni minha turma; Quero preveni-los; Prevenimo-nos para o exame final.

Proceder: emprega-se como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento: Sua tese não procede. (VI) Emprega-se com a preposição de no sentido de originar-se, virde: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. Emprega-se como transitivo indireto com a preposição a, no sentido de dar início: Procederemos a uma investigação rigorosa. (VTI)

Querer: emprega-se sem preposição no sentido de desejar: Quero vê-lo ainda hoje.(VTD) Emprega-se com preposição no sen- tido de gostar, ter afeto, amar: Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça.

Residir: como o verbo morar, o verbo responder, constrói-se com a preposição em: Residimos em Lucélia, na Avenida Interna- cional. Residente e residência têm a mesma regência de residir em.

Responder: emprega-se no sentido de responder alguma coisa a alguém: O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final. (VTDI) Emprega-se no sentido de responder a uma carta, a uma pergunta: Enrolou, enrolou e não respondeu à pergunta do professor.

Reverter: emprega-se no sentido de regressar, voltarao estado primitivo: Depois de aposentar-se reverteu à ativa. Emprega-se no sentido de voltar para.a posse de alguém: As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. Emprega-se no sentido de destinar-se: A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa.

Simpatizar / Antipatizar: empregam-se com a preposição com: Sempre simpatizei com pessoas negras; Antipatizei com ela desde o primeiro momento. Estes verbos não são pronominais, isto é, não exigem os pronomes me, se, nos, etc: Simpatizei-me com você. (inadequado); Simpatizei com você. ( adequado)

Subir: Subiu ao céu; Subir à cabeça; Subir ao trono; Subir ao poder. Essas expressões exigem a preposição a.

Suceder: emprega-se com a preposição a no sentido de substituir, vir depois: O descanso sucede ao trabalho.

Tocar: emprega-se no sentido de pôr a mão, tocar alguém, tocar em alguém: Não deixava tocar o / no gato doente. Emprega- -se no sentido de comover, sensibilizar, usa-se com OD: O nascimento do filho tocou-o profundamente. Emprega-se no sentido de caber por sorte, herança, é OI: Tocou-lhe, por herança, uma linda fazenda. Emprega-se no sentido de serda competência de, caber:

Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto.

Visar: emprega-se sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto: O garoto visou o inocente passarinho; O gerente visou a correspondência. Emprega-se com preposição como VTI no sentido de desejar, pretender: Todos visam ao reconhe- cimento de seus esforços.

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Casos Especiais

Dar-se ao trabalho ou dar-se o trabalho? Ambas as construções são corretas. A primeira é mais aceita: Dava-se ao trabalho de responder tudo em Inglês. O mesmo se dá com: dar-se ao / o incômodo; poupar-se ao /o trabalho; dar-se ao /o luxo.

Propor-se alguma coisa ou propor-se a alguma coisa? Propor-se, no sentido de ter em vista, dispor-se a, pode vir com ou sem a preposição a: Ela se propôs levá-lo/ a levá-lo ao circo.

Passar revista a ou passar em revista?Ambas estão corretas, porém a segunda construção é mais frequente: O presidente passou a tropa em revista.

Em que pese a - expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a, apesar de, não obstante: “Em que pese aos inimigos do paraense, sinceramente confesso que o admiro.” (Graciliano Ramos)

Observações Finais

Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer), não admitem voz passiva. Os exemplos citados abaixo são consi- derados inadequados.

O filme foi assistido pelos estudantes; O cargo era visado por todos; Os estudantes assistiram ao filme; Todos visavam ao cargo.

Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes, como: Entrou e saiu de casa; Assisti e gostei da peça.

Corrija-se para: Entrou na casa e saiu dela; Assisti à peça e gostei dela.

As formas oblíquas o, a, os, as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos, enquanto as formas lhe, lhes fun- cionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. Convidei as amigas. Convidei-as; Obedeço ao mestre. Obedeço-lhe.

Exercícios

01. Assinale a única alternativa que está de acordo com as normas de regência da língua culta.

a)avisei-o de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal

cargo;

b)avisei-lhe de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei a tal

cargo;

c)avisei-o de que não desejava substituir- lhe na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei tal

cargo;

d)avisei-lhe de que não desejava substituir-lhe na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;

e)avisei-o de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei tal

cargo.

02.Assinale a opção em que o verbo chamar é empregado com o mesmo sentido que apresenta em __ “No dia em que o chama- ram de Ubirajara, Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:

a)pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;

b)bateram à porta, chamando Rodrigo;

c)naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;

d)o chefe chamou-os para um diálogo franco;

e)mandou chamar o médico com urgência.

03.Assinale a opção em que o verbo assistir é empregado com o mesmo sentido que apresenta em “não direi que assisti às alvo- radas do romantismo”.

a)não assiste a você o direito de me julgar;

b)é dever do médico assistir a todos os enfermos;

c)em sua administração, sempre foi assistido por bons conselheiros;

d)não se pode assistir indiferente a um ato de injustiça;

e)o padre lhe assistiu nos derradeiros momentos.

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04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado com regência certa, exceto em: a) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera.

b) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz. c) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso;

d) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do mágico; e) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos.

05. O verbo chamar está com a regência incorreta em:

a) chamo-o de burguês, pois você legitima a submissão das mulheres; b) como ninguém assumia, chamei-lhes de discriminadores;

c) de repente, houve um nervosismo geral e chamaram-nas de feministas;

d) apesar de a hora ter chegado, o chefe não chamou às feministas a sua seção;

e) as mulheres foram para o local do movimento, que elas chamaram de maternidade.

06. Assinale o exemplo, em que está bem empregada a construção com o verbo preferir: a) preferia ir ao cinema do que ficar vendo televisão;

b) preferia sair a ficar em casa;

c) preferia antes sair a ficar em casa;

d) preferia mais sair do que ficar em casa; e) antes preferia sair do que ficar em casa.

07. Assinale a opção em que o verbo lembrar está empregado de maneira inaceitável em relação à norma culta da língua: a) pediu-me que o lembrasse a meus familiares;

b) é preciso lembrá-lo o compromisso que assumiu conosco; c) lembrou-se mais tarde que havia deixado as chaves em casa; d) não me lembrava de ter marcado médico para hoje;

e) na hora das promoções, lembre-se de mim.

08. O verbo sublinhado foi empregado corretamente,exceto em: a) aspiro à carreira militar desde criança;

b) dado o sinal, procedemos à leitura do texto. c) a atitude tomada implicou descontentamento;

d) prefiro estudar Português a estudar Matemática; e) àquela hora, custei a encontrar um táxi disponível.

09. Em qual das opções abaixo o uso da preposição acarreta mudança total no sentido do verbo?

a) usei todos os ritmos da metrificação portuguesa. /usei de todos os ritmos da metrificação portuguesa; b) cuidado, não bebas esta água./ cuidado, não bebas desta água;

c) enraivecido, pegou a vara e bateu no animal./ enraivecido, pegou da vara e bateu no animal; d) precisou a quantia que gastaria nas férias./ precisou da quantia que gastaria nas férias;

e) a enfermeira tratou a ferida com cuidado. / a enfermeira tratou da ferida com cuidado. 10. Assinale o mau emprego do vocábulo “onde”:

a)todas as ocasiões onde nos vimos às voltas com problemas no trabalho, o superintendente nos ajudou;

b)por toda parte, onde quer que fôssemos, encontrávamos colegas;

c)não sei bem onde foi publicado o edital;

d)onde encontraremos quem nos forneça as informações de que necessitamos;

e)os processos onde podemos encontrar dados para o relatório estão arquivados

Respostas: 1-A / 2-A / 3-D / 4-B / 5-D / 6-B / 7-B / 8-E / 9-D / 10-B /

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Crase

Crase é a superposição de dois “a”, geralmente a preposição “a” e o artigo a(s), podendo ser também a preposição “a” e o prono- me demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s), aquela(s) e aquilo. Essa superpo- sição é marcada por um acento grave (`).

Assim, em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”, “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”, devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”. “Esta blusa é igual à que compraste”. “Eles deveriam ter comparecido àquela festa.”

O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui, pois, a crase, mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase).

Para haver crase, é indispensável a presença da preposição “a”, que é um problema de regência. Por isso, quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes, mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase.

Não existe Crase

-Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho; Vieram a pé; Vende-se a prazo.

-Antes de verbo: Ficamos a admirá-los; Ele começou a ter alucinações.

-Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma; Refiro-me a uma pessoa educada.

-Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você, forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria; Traremos a Sua Majestade, o rei Hubertus, uma mensagem de paz; Eles queriam oferecer flores a você.

-Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta; Os críticos não deram importância a essa obra.

-Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela; Dirigiu-se a mim com ironia.

-Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa; A entrada é vedada a toda pessoa es- tranha. Com o pronome indefinido outra(s), pode haver crase porque ele, às vezes, aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino, ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”).

-Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma; Refiro-me a pessoas curiosas.

-Quando, antes do “a”, existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa; Os papéis estavam sob a mesa. Exce- ção feita, às vezes, para até, por motivo de clareza:Aágua inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa); se não houvesse o sinal da crase, o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). Quando até significa “perto de”, é preposição; quando significa “inclusive”, é partícula de inclusão.

-Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota; Enfrentaram-se cara a cara.

-Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. = foi submetido a repouso, a tratamento prolongado, etc.); Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. = prefiro terninho a vestido).

-Antes de pronome interrogativo, não ocorre crase: A que artista te referes?

-Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício, o esforço), não ocorre crase, pois o “a” é artigo definido: Paro- diando Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena...

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ACrase é Facultativa

-Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa; Enviamos um telegrama a Marisa. Em português, antes

de um nome de pessoa, pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. Ou “Marisa é uma boa menina”). Por isso, mesmo que a preposição esteja presente, a crase é facultativa. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma ex- pressão que o determine, haverá crase porque o artigo definido estará presente. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta.]

-Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária; Pediu informações a minha secretária.Aexplicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo, mas não o exige (“Minha secretária

éexigente.” Ou: “A minha secretária é exigente”). Portanto, mesmo com a presença da preposição, a crase é facultativa.

-Com o pronome substantivo possessivo feminino singular, o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso, será proibido ou obrigatório):Aminha cidade é melhor que a tua. O acento indicativo de crase é proibido porque, no masculino, ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição, apenas o artigo definido). Esta gravura é semelhante à nossa. O acento indicativo de crase é obrigatório porque, no masculino, ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de prepo- sição + artigo definido).

Casos Especiais

-Nomes de localidades: Dentre as localidades, há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Por aí se deduz que, diante das primeiras, desde que comprovada a presença de preposição, pode ocorrer crase; diante das segundas, não. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo, deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir, haverá crase com o “a” da frase original. Se ocorrer “em” ou “de”, não haverá crase: En- viou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba; vim da Paraíba); O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina; vim de Santa Catarina); Pretendo ir à Europa (estou na Europa; vim da Europa). Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo, quando vierem determinados. Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em PortoAlegre; vim de PortoAlegre); Mas, acompanhando-se de uma expressão que a determine, passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre; vim da grande Porto Alegre); Iríamos a Madri para ficar três dias; Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias.

-Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos, devemos

sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela);Asolução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles); Não dei atenção àquilo (= a + aquilo).Asim- ples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. Entretanto, para maior segurança, podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo pelos demonstrativos este(s), esta(s), isto, respectivamente. Se, antes destes últimos, surgir a preposição “a”, estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Se não surgir a preposição “a”, estará negada a hipótese de crase. Enviei cartas àquela empresa./ Enviei cartas a esta empresa;Asolução não se relaciona àqueles problemas./Asolução não se relaciona a estes problemas; Não dei atenção àquilo./ Não dei atenção a isto; A solução era aquela apresentada ontem./ A solução era esta apresentada ontem.

-Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”, “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva, não há crase: Chegamos alegres a casa; Assim que saiu do escritório, dirigiu-se a casa; Iremos a casa à noitinha. Mas, se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva, então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia; Dirigiram-se à casa das máquinas; Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa.

-Palavra “terra”: Não há crase, quando a palavra terra significa o oposto a “mar”, “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes, pois resolveram ir a terra; Os astronautas desceram a terra na hora prevista. Há crase, quando a palavra significa “solo”, “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida; Voltei à terra onde nasci; Viriam

àTerra os marcianos?

-Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância, a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros; Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio, quando aconteceu o acidente. Mas: A distância, via-se um barco pesqueiro; Olhava-nos a distância.

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- Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo, deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. Se o “a” se transforma em “ao”, há crase diante do relativo. Mas, se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”, então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo:Afábrica a que me refiro precisa de empregados. (O escritório a que me refiro precisa de emprega- dos.); A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos.). Na passagem do antece- dente para o masculino, o pronome relativo não pode ser substituído, sob pena de falsear o resultado:Afesta a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). Como se viu, substituímos festa por baile, mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc.).

ACrase é Obrigatória

- Sempre haverá crase em locuções prepositivas, locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa, à maneira de, às cegas, à noite, às tontas, à força de, às vezes, às escuras, à medida que, às pressas, à custa de, à vontade (de), à moda de, às mil maravilhas, à tarde, às oito horas, às dezesseis horas, etc. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de, em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando); Quando o maestro falta ao ensaio, o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro).

-Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos; Chegamos à uma hora. Cuidado para não confundir a, à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que, daqui a uma hora, Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa); Paula saiu daqui à uma hora; duas horas depois, já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu, o relógio marcava 1 hora); Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu).

-Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso, mesmo que a palavra subsequente seja masculina, haverá crase: No banquete, serviram lagosta à Termidor; Nos anos 60, as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon.

-Quando as expressões “rua”, “loja”, “estação de rádio”, etc. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano); Fomos à Renner (fomos à loja Renner); Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba).

-Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus).

-Não confundir devido com dado (a, os, as): a primeira expressão pede preposição “a”, havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. Devido à discussão de ontem, houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem, houve...); A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido, não havendo, pois, crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial...); Dadas as respostas, o aluno conferiu a prova (= dados os resultados...).

Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores, devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. Se ocorrer “ao” no masculino, haverá crase no “a” do feminino. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino, não haverá crase no “a” do feminino. O problema, para muitos, consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”, “vezes”, “certeza”, “morte”, etc. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. (ao supermerca- do); Pedimos um favor à diretora. (ao diretor); Muitos são incensíveis à dor alheia. (ao sofrimento); Os empregados deixam a fábrica. (o escritório); O perfume cheira a rosa. (a cravo); O professor chamou a aluna. (o aluno).

Exercícios

01. A crase não é admissível em:

a)Comprou a crédito.

b)Vou a casa de Maria.

c)Fui a Bahia.

d)Cheguei as doze horas.

e)A sentença foi favorável a ré.

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02. Assinale a opção em que falta o acento de crase:

a)O ônibus vai chegar as cinco horas.

b)Os policiais chegarão a qualquer momento.

c)Não sei como responder a essa pergunta.

d)Não cheguei a nenhuma conclusão.

03. Assinale a alternativa correta:

a)O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática.

b)O presidente ia a pé, mas a guarda oficial ia à cavalo.

c)Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente.

d)Solicito à V. Exa. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando.

04. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase:

a)A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta, a algumas horas de Manaus.

b)De hoje à duas semanas estaremos longe, a muitos quilômetros daqui, a gozar nossas merecidas férias.

c)As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos.

d)À qualquer distância percebia-se que, à falta de cuidados, a lavoura amarelecia e murchava.

05. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo?

a)Minhas idéias são semelhantes às suas.

b)Ele tem um estilo à Eça de Queiroz.

c)Dei um presente à Mariana.

d)Fizemos alusão à mesma teoria.

e)Cortou o cabelo à Gal Costa.

06. “O pobre fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que acontece ao seu redor”.

a)à - a - aquilo

b)a - a - àquilo

c)a - à - àquilo

d)à - à - aquilo

e)à - à - àquilo

07. “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __ duas quadras da Avenida Central”.

a)à - há

b)a - à

c)a - há

d)à - a

e)à - à

08. “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano, radicado __ tempos em São Paulo, e se exibe diariamente ___ hora do almoço”.

a)o - à - a

b)ao - há - à

c)ao - a - a

d)o - há - a

e)o - a - a

09. “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V.Sª __ alguns dias”.

a)à - àqueles - a - há

b)a - àqueles - a - há

c)a - aqueles - à - a

d)à - àqueles - a - a

e)a - aqueles - à - há