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ENERGIA EÓLICA

6

 

6.1. INFORMAÇÕES GERAIS

Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.

Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, a saber: bombea- mento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as pri- meiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial.

A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo. Em 1991, a Associação Européia de Energia Eólica estabeleceu como metas a instalação de 4.000 MW de energia eólica na Europa até o ano 2000 e 11.500 MW até o ano 2005. Essas e outras metas estão sendo cumpridas muito antes do esperado (4.000 MW em 1996, 11.500 MW em 2001). As metas atuais são de 40.000 MW na Europa até 2010. Nos Estados Unidos, o parque eólico existente é da ordem de 4.600 MW instalados e com um crescimento anual em torno de 10%. Estima-se que em 2020 o mundo terá 12% da energia gerada pelo vento, com uma capacidade instalada de mais de 1.200GW (WINDPOWER; EWEA; GREENPEACE, 2003; WIND FORCE, 2003).

Recentes desenvolvimentos tecnológicos (sistemas avançados de transmissão, melhor aerodinâmica, estratégias de controle e operação das turbinas etc.) têm reduzido custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. O custo dos equipamentos, que era um dos principais entraves ao aproveitamento comercial da energia eólica, reduziu-se significativamente nas últimas duas décadas. Proje- tos eólicos em 2002, utilizando modernas turbinas eólicas em condições favoráveis, apresentaram custos na ordem de 820/kW instala- do e produção de energia a 4cents/kWh (EWEA; GREENPEACE, 2003).

93

6

ENERGIA EÓLICA

6.2. DISPONIBILIDADE DE RECURSOS

A avaliação do potencial eólico de uma região requer trabalhos sistemá- ticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime de ven- tos. Geralmente, uma avaliação rigorosa requer levantamentos específicos, mas dados coletados em aeroportos, estações meteorológi- cas e outras aplicações similares podem fornecer uma primeira estimati- va do potencial bruto ou teórico de aproveitamento da energia eólica.

Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2, a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993). Segundo a Organização Mundial de Me- teorologia, em apenas 13% da superfície terrestre o vento apresenta

velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m. Essa proporção varia muito entre regiões e continentes, chegando a 32% na Europa Ocidental, como indicado na Tabela 6.1.

Mesmo assim, estima-se que o potencial eólico bruto mundial seja da or- dem de 500.000 TWh por ano. Devido, porém, a restrições socioambien- tais(18), apenas 53.000 TWh (cerca de 10%) são considerados tecnicamente aproveitáveis (Tabela 6.2). Ainda assim, esse potencial líquido corresponde a cerca de quatro vezes o consumo mundial de eletricidade.

No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores espe- ciais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólicas do Brasil.

TABELA 6.1 Distribuição da área de cada continente segundo a velocidade média do vento

 

 

 

Velocidade do Vento (m/s) a 50 m de Altura

 

Região/Continente

 

6,4 a 7,0

 

7,0 a 7,5

 

7,5 a 11,9

 

(103 km2)

(%)

(103 km2)

(%)

(103 km2)

(%)

África

3.750

12

3.350

11

200

1

Austrália

850

8

400

4

550

5

América do Norte

2.550

12

1.750

8

3.350

15

América Latina

1.400

8

850

5

950

5

Europa Ocidental

345

8,6

416

10

371

22

Europa Ocidental & ex-URSS

3.377

15

2.260

10

1.146

5

Ásia (excluindo ex-URSS)

1.550

6

450

2

200

5

Mundo

13.650

10

9.550

7

8.350

6

Fonte: GRUBB, M. J; MEYER, N. I. Wind energy: resources, systems and regional strategies. In: JO-HANSSON, T. B. et. al. Renewable energy: sources for fuels and electricity. Washington, D.C.: Island Press, 1993. p.

TABELA 6.2

Estimativas do potencial eólico mundial

 

 

 

 

 

Porcentagem

Potencial

Densidade

Potencial

Região

 

de Terra

Bruto

Demográfica

Líquido

 

 

Ocupada*

(TWh/ano)

(hab/km2)

(TWh/ano)

África

 

24

106.000

20

10.600

Austrália

 

17

30.000

2

3.000

América do Norte

 

35

139.000

15

14.000

América Latina

 

18

54.000

15

5.400

Europa Ocidental

 

42

31.400

102

4.800

Europa Ocidental & ex-URSS

29

106.000

13

10.600

Ásia (excluindo ex-URSS)

9

32.000

100

4.900

Mundo**

 

23

498.400

-

53.000

Fonte: GRUBB, M. J; MEYER, N. I. Wind energy: resources, systems and regional strategies. In: JO-HANSSON, T. B. et. al. Renewable energy: sources for fuels and electricity. Washington, D.C.: Island Press, 1993.

(*) Em relação ao potencial bruto;

(**)Excluindo-se Groenlândia, Antártida, a maioria das ilhas e os recursos offshore.

(18)Existência de áreas densamente povoadas e/ou industrializadas e outras restrições naturais, como regiões muito montanhosas, por exemplo.

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6.3. POTENCIAL EÓLICO BRASILEIRO

Embora ainda haja divergências entre especialistas e instituições na esti- mativa do potencial eólico brasileiro, vários estudos indicam valores ex- tremamente consideráveis. Até poucos anos, as estimativas eram da ordem de 20.000 MW. Hoje a maioria dos estudos indica valores maio- res que 60.000 MW. Essas divergências decorrem principalmente da falta de informações (dados de superfície) e das diferentes metodologias empregadas(19).

De qualquer forma, os diversos levantamentos e estudos realizados e em andamento (locais, regionais e nacionais) têm dado suporte e motivado a exploração comercial da energia eólica no País. Os primeiros estudos foram feitos na região Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernam- buco. Com o apoio da ANEEL e do Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT, o Centro Brasileiro de Energia Eólica – CBEE, da Universidade Fe- deral de Pernambuco – UFPE, publicou em 1998 a primeira versão do Atlas Eólico da Região Nordeste. A continuidade desse trabalho resultou no Panorama do Potencial Eólico no Brasil, conforme Figura 6.1 .

Os recursos apresentados na legenda da Figura 6.1 referem-se à velocida- de média do vento e energia eólica média a uma altura de 50m acima da superfície para 5 condições topográficas distintas: zona costeira – áreas de praia, normalmente com larga faixa de areia, onde o vento incide pre- dominantemente do sentido mar-terra; campo aberto – áreas planas de pastagens, plantações e /ou vegetação baixa sem muitas árvores altas; mata – áreas de vegetação nativa com arbustos e árvores altas mas de baixa densidade, tipo de terreno que causa mais obstruções ao fluxo de vento; morro – áreas de relevo levemente ondulado, relativamente com-

6

ENERGIA EÓLICA

plexo, com pouca vegetação ou pasto; montanha – áreas de relevo com- plexo, com altas montanhas.

Ainda na legenda, a classe 1 representa regiões de baixo potencial eóli- co, de pouco ou nenhum interesse para o aproveitamento da energia eó- lica. A classe 4 corresponde aos melhores locais para aproveitamento dos ventos no Brasil. As classes 2 e 3 podem ou não ser favoráveis, depen- dendo das condições topográficas. Por exemplo: um local de classe 3 na costa do Nordeste (zona costeira) pode apresentar velocidades médias anuais entre 6,5 e 8 m/s, enquanto que um local de classe 3 no interior do Maranhão (mata) apresentará apenas valores entre 4,5 e 6 m/s.

A Tabela 6.3 mostra a classificação das velocidades de vento e regiões topográficas utilizadas no mapa da Figura 6.1. Os valores correspon- dem à velocidade média anual do vento a 50 m de altura em m/s (Vm) e à densidade média de energia média em W/m2 (Em). Os valores de Em foram obtidos para as seguintes condições padrão: altitude igual ao nível do mar, temperatura de 20ºC e fator de Weibull de 2,5. A mu- dança de altitude para 1.000 m acima do nível do mar acarreta uma diminuição de 9% na densidade média de energia e a diminuição de temperatura para 15ºC provoca um aumento de cerca de 2% na den- sidade de energia média.

Outro estudo importante, em âmbito nacional, foi publicado pelo Cen- tro de Referência para Energia Solar e Eólica – CRESESB/CEPEL. Trata-se do Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, cujos resultados estão disponíveis no seguinte endereço eletrônico: www.cresesb.cepel.br/atlas_eoli- co_brasil/atlas-web.htm. Nesse estudo estimou-se um potencial eólico brasileiro da ordem de 143 GW. Existem também outros estudos especí- ficos por unidades da Federação, desenvolvidos por iniciativas locais.

TABELA 6.3

 

 

Definição das classes de energia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mata

 

 

 

Campo aberto

 

 

Zona costeira

 

 

 

Morros

 

 

 

 

Montanhas

Classe

V

m

(m/s)

E (W/m2)

V

m

(m/s)

E

m

(W/m2)

V

m

(m/s)

E

m

(W/m2)

V

m

(m/s)

E

m

(W/m2)

V

m

(m/s)

E (W/m2)

 

 

 

 

m

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

m

4

 

 

> 6

> 200

 

> 7

 

> 300

 

> 8

 

> 480

 

> 9

 

> 700

 

> 11

> 1250

3

4,5 – 6

80 - 200

 

6

– 7

200 - 300

 

6,5 - 8

250

- 480

7,5 – 9

380 – 700

8,5 – 11

650 – 1250

2

3 – 4,5

25 - 80

4,5 – 6

 

80 - 200

5 – 6,5

100

- 250

6 – 7,5

200 – 380

7 – 8,5

300 - 650

1

 

 

< 3

< 25

 

< 4,5

 

< 80

 

< 5

 

< 100

 

< 6

 

< 200

 

< 7

< 300

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: FEITOSA, E. A. N. et al. Panorama do Potencial Eólico no Brasil. Brasília: Dupligráfica, 2003.

(19) Também o conceito de potencial eólico pode ser interpretado de diferentes maneiras, devido à complexidade na determinação das restrições técnico-econômicas e, principalmente, socioambientais ao aproveitamento eólico.

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ENERGIA EÓLICA

FIGURA 6.1 Velocidade média anual do vento a 50m de altura

Fonte: FEITOSA, E. A. N. et al. Panorama do Potencial Eólico no Brasil. Brasília: Dupligráfica, 2003. (adaptado)

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6.4. TECNOLOGIAS DE APROVEITA- MENTO – TURBINAS EÓLICAS

No início da utilização da energia eólica, surgiram turbinas de vários tipos

– eixo horizontal, eixo vertical, com apenas uma pá, com duas e três pás, gerador de indução, gerador síncrono etc. Com o passar do tempo, con- solidou-se o projeto de turbinas eólicas com as seguintes características: eixo de rotação horizontal, três pás, alinhamento ativo, gerador de indu-

6

ENERGIA EÓLICA

ção e estrutura não-flexível, como ilustrado na Figura 6.2 (CBEE, 2000).

Entretanto, algumas características desse projeto ainda geram polêmica, como a utilização ou não do controle do ângulo de passo (pitch) das pás para limitar a potência máxima gerada. A tendência atual é a combina- ção das duas técnicas de controle de potência (stall e pitch) em pás que podem variar o ângulo de passo para ajustar a potência gerada, sem, con- tudo, utilizar esse mecanismo continuamente (WIND DIRECTIONS, 2000).

FIGURA 6.2 Desenho esquemático de uma turbina eólica moderna

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br. (adaptado)

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6

ENERGIA EÓLICA

Quanto à capacidade de geração elétrica, as primeiras turbinas eólicas desenvolvidas em escala comercial tinham potências nominais entre 10 kW e 50 kW. No início da década de 1990, a potência das máquinas au- mentou para a faixa de 100 kW a 300 kW. Em 1995, a maioria dos fa- bricantes de grandes turbinas ofereciam modelos de 300 kW a 750 kW. Em 1997, foram introduzidas comercialmente as turbinas eólicas de 1 MW e 1,5 MW, iniciando a geração de máquinas de grande porte. Em 1999 surgiram as primeiras turbinas eólicas de 2MW e hoje existem pro- tótipos de 3,6MW e 4,5MW sendo testados na Espanha e Alemanha. A capacidade média das turbinas eólicas instaladas na Alemanha em 2002 foi de 1,4MW e na Espanha de 850kW. Atualmente, existem mais de mil turbinas eólicas com potência nominal superior a 1 MW em funcio- namento no mundo (BOYLE, 1996; BTM, 2000; WINDPOWER, 2000; WIND FORCE, 2003].

Quanto ao porte, as turbinas eólicas podem ser classificadas da seguinte forma (Figura 6.3): pequenas – potência nominal menor que 500 kW; mé- dias – potência nominal entre 500 kW e 1000 kW; e grandes – potência nominal maior que 1 MW.

Nos últimos anos, as maiores inovações tecnológicas foram a utilização de acionamento direto (sem multiplicador de velocidades), com geradores síncro- nos e novos sistemas de controle que permitem o funcionamento das turbinas em velocidade variável, com qualquer tipo de gerador. A tecnologia atual ofe- rece uma variedade de máquinas, segundo a aplicação ou local de instalação. Quanto à aplicação, as turbinas podem ser conectadas à rede elétrica ou des- tinadas ao suprimento de eletricidade a comunidades ou sistemas isolados. Em relação ao local, a instalação pode ser feita em terra firme (como exemplo, tur- bina de médio porte da Figura 6.3) ou off-shore (como exemplo, turbinas de grande porte da Figura 6.3).

FIGURA 6.3 Exemplos de turbinas eólicas (da esquerda para a direita: pequena, média e grande)

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2003. Disponível em: www.eolica.com.br.

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6.5. CAPACIDADE INSTALADA NO MUNDO

Em 1990, a capacidade instalada no mundo era inferior a 2.000 MW. Em 1994, ela subiu para 3.734 MW, divididos entre Europa (45,1%), Améri- ca (48,4%), Ásia (6,4%) e outros países (1,1%). Quatro anos mais tarde, chegou a 10.000 MW e no final de 2002 a capacidade total instalada no mundo ultrapassou 32.000 MW. O mercado tem crescido substancial- mente nos últimos anos, principalmente na Alemanha, EUA, Dinamarca e Espanha, onde a potência adicionada anualmente supera 3.000 MW (BTM, 2000; EWEA; GREENPEACE, 2003).

Esse crescimento de mercado fez com que a Associação Européia de Ener- gia Eólica estabelecesse novas metas, indicando que, até 2020, a energia eólica poderá suprir 10% de toda a energia elétrica requerida no mundo. De fato, em alguns países e regiões, a energia eólica já representa uma parcela considerável da eletricidade produzida. Na Dinamarca, por exem- plo, a energia eólica representa 18% de toda a eletricidade gerada e a meta é aumentar essa parcela para 50% até 2030. Na região de Schles- wig-Holstein, na Alemanha, cerca de 25% do parque de energia elétrica instalado é de origem eólica. Na região de Navarra, na Espanha, essa par- cela é de 23%. Em termos de capacidade instalada, estima-se que, até 2020, a Europa já terá 100.000 MW (WIND FORCE, 2003).

6

ENERGIA EÓLICA

A Tabela 6.4 apresenta a evolução recente da capacidade instalada em vários países e regiões do mundo. Alemanha, EUA, Espanha e Dinamar- ca são responsáveis por quase 80% da capacidade instalada no mundo (Figura 6.4).

FIGURA 6.4 Energia eólica – distribuição da capacidade instalada no mundo

Fonte: Elaborado Elaborado com base em dados de WINDPOWER MONTHLY NEWS MAGAZINE. [Knebel], v. 19, 2003.

TABELA 6.4 Energia eólica – capacidade instalada no mundo (MW)

País/região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

Alemanha

2080

2874

4445

6113

8734

12001

Estados Unidos

1590

1927

2492

2555

4245

4645

Dinamarca

1116

1450

1742

2297

2456

2889

Espanha

512

834

1530

2402

3550

4830

Brasil

3

7

20

20

20

22

Europa (exceto Alemanha,

1058

1411

1590

2610

2760

3637

Dinamarca e Espanha)

 

 

 

 

 

 

Ásia

1116

1194

1287

1574

1920

2184

Continente americano

52

128

194

223

302

353

(exceto EUA e Brasil)

 

 

 

 

 

 

Austrália e Pacífico

33

63

116

221

410

524

África e Oriente Médio

24

26

39

141

147

149

Total

7584

9914

13455

18156

24544

31234

Fonte: WINDPOWER MONTHLY NEWS MAGAZINE. [Knebel], v. 19, 2003.

99

6

ENERGIA EÓLICA

6.6. ENERGIA EÓLICA NO CONTEXTO DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO

No Brasil, a participação da energia eólica na geração de energia elétri- ca ainda é pequena. Como apresentado na Tabela 6.5 e na Figura 6.6, em setembro de 2003 havia apenas 6 centrais eólicas em operação no País, perfazendo uma capacidade instalada de 22.075 kW. Entre essas centrais, destacam-se Taíba e Prainha, no Estado do Ceará, que repre- sentam 68% do parque eólico nacional.

No entanto, os incentivos vigentes para o setor elétrico brasileiro deverão

despertar o interesse de empreendedores. Destaque-se, aqui, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (PROINFA), como citado no capítulo 2. Outro fator importante, como incentivo, é a possibilidade de complemen- taridade entre a geração hidrelétrica e a geração eólica, visto que o maior potencial eólico, na região Nordeste, ocorre durante o período de menor disponibilidade hídrica, conforme ilustrado na Figura 6.5.

Em setembro de 2003, havia registro de 92 empreendimentos eólicos autorizados pela ANEEL, cuja construção não havia sido iniciada, que po- derão agregar ao sistema elétrico nacional cerca de 6.500 MW, como apresentado na Tabela 6.6 e ilustrado na Figura 6.6.

TABELA 6.5

 

Centrais eólicas em operação no Brasil – situação em setembro de 2003

Nome da Usina

 

Potência

Município - UF

Destino

Proprietário

 

 

 

(kW)

 

da Energia

 

Eólica

 

75

Fernando de Noronha - PE

SP

Companhia Energética de Pernambuco

Eólica de Bom Jardim

 

600

Bom Jardim da Serra - SC

PIE

Parque Eólico de Santa Catarina Ltda.

Eólica de Fernando de Noronha

225

Fernando de Noronha - PE

PIE

Centro Brasileiro de Energia Eólica - FADE/UFPE

Eólica de Prainha

 

10.000

Aquiraz - CE

PIE

Wobben Wind Power Indústria e Comércio Ltda.

Eólica de Taíba

 

5.000

São Gonçalo do Amarante - CE

PIE

Wobben Wind Power Indústria e Comércio Ltda.

Eólica Olinda

 

225

Olinda - PE

PIE

Centro Brasileiro de Energia Eólica - FADE/UFPE

Eólica-Elétrica Experimental

1.000

Gouveia - MG

SP

Companhia Energética de Minas Gerais

do Morro do Camelinho

 

 

 

 

Eólico - Elétrica de Palmas

2.500

Palmas - PR

PIE

Centrais Eólicas do Paraná Ltda.

Mucuripe

 

2.400

Fortaleza - CE

PIE

Wobben Wind Power Indústria e Comércio Ltda.

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. Banco de Informações de Geração – BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.

100

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ENERGIA EÓLICA

FIGURA 6.5

Complementaridade entre a geração hidrelétrica e eólica

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.

101

6

ENERGIA EÓLICA

FIGURA 6.6

Localização dos projetos eólicos em operação e outorgados

 

(construção não iniciada) – situação em setembro de 2003

Fonte: Elaborado com base em dados da AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. Banco de Informações de Geração – BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.

102

6

ENERGIA EÓLICA

TABELA 6.6 Centrais eólicas outorgadas (construção não iniciada) – situação em setembro de 2003

Nome da Usina

Potência

Município - UF

Destino

Proprietário

 

(kW)

 

da Energia

 

Alegria I

51.000

Guamaré - RN

PIE

New Energy Options Ltda.

Alegria II

100.800

Guamaré - RN

PIE

New Energy Options Ltda.

BA 3 - Caetité

192.100

Caetité - BA

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

Bom Jesus

55.800

Aracati - CE

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Bons Ventos

50.000

Aracati - CE

PIE

Servtec Energia Ltda.

Canoa Quebrada

78.000

Aracati - CE

PIE

Ventos Energia e Tecnologia Ltda.

CE 10 - Acaraú

49.300

Acaraú - CE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

CE 11 - Camocim

249.900

Camocim - CE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

CE 3 - Boca do Poço

79.900

Limoeiro do Norte - CE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

CE 4 - Lagoinha

49.300

Paraipaba - CE / Trairi - CE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

CE 7 - Icapuí

29.750

Aracati - CE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

Eólica Abaís

29.700

Estância - SE

PIE

Eletrowind S/A

Eólica Água das Dunas

43.200

Extremoz - RN

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Eólica Água Doce

9.000

Água Doce - SC

PIE

Parque Eólico de Santa Catarina Ltda.

Eólica Ariós

16.200

Beberibe - CE

PIE

Eletrowind S/A

Eólica Canoa Quebrada

10.500

Aracati - CE

PIE

Rosa dos Ventos Ltda.

Eólica Crispim

60.000

Marapanim - PA

PIE

Guascor Empreendimentos Energéticos Ltda.

Eólica Fazenda Brígida

30.600

Jandaíra - BA

PIE

Eletrowind S/A

Eólica Icaraizinho

54.000

Amontada - CE

PIE

Eólica Icaraizinho Ltda.

Eólica Jericoacoara

100.800

Jijoca de Jericoacoara - CE

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Eólica Paracuru

23.400

Paracuru - CE

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Eólica Praias de Parajuru

28.800

Beberibe - CE

PIE

Eletrowind S/A

Eólica Santa Izabel

198.000

Galinhos - RN

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Fábrica da Wobben Windpower no Pecém

600

Caucaia - CE

PIE

Wobben Wind Power Industria e Comércio Ltda.

Fazenda Nova

180.000

Porto do Mangue - RN

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Fortim

93.600

Aracati - CE

PIE

Eólica Fortim Ltda.

Foz do Rio Choró

25.200

Beberibe - CE

PIE

SIIF Cinco Ltda.

Gameleira

27.000

São Gonçalo do Amarante - CE

PIE

SIIF Três Ltda.

Gargaú

39.950

São Francisco de Itabapoana - RJ

PIE

SeaWest do Brasil Ltda.

Lagoa do Mato

27.000

Aracati - CE

PIE

Rosa dos Ventos Ltda.

Macau

3.000

Macau - RN

APE

Petróleo Brasileiro S/A.

Maceió

235.800

Itapipoca - CE

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Paracuru

100.000

Paracuru - CE

PIE

Cataventos Novas Energias Brasil Ltda.

Paraíso Farol

102.000

Touros - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

Parque Eólico Caponga

10.000

Fortaleza - CE

PIE

Empreendimentos em Energia Ltda.

Parque Eólico Cassino

80.750

Rio Grande - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

103

6

ENERGIA EÓLICA

Centrais eólicas outorgadas (construção não iniciada) – situação em setembro de 2003 (cont.)

Parque Eólico de Beberibe

25.200

Beberibe - CE

PIE

Eco Energy Beberibe Ltda.

Parque Eólico de Osório

50.000

Osório - RS

PIE

Elecnor do Brasil Ltda.

Parque Eólico de Palmares

50.000

Palmares do Sul - RS

PIE

Elecnor do Brasil Ltda.

Parque Eólico do Horizonte

4.800

Água Doce - SC

APE-COM

Central Nacional de Energia Eólica Ltda.

Parque Eólico dos Índios

50.000

Osório - RS

PIE

Elecnor do Brasil Ltda.

Parque Eólico Elebrás Cidreira 1

72.000

Cidreira - RS

PIE

Elebrás Projetos Ltda.

Parque Eólico Elebrás Mostardas 1

81.000

Mostardas - RS / Palmares do Sul - RS

PIE

Elebrás Projetos Ltda.

Parque Eólico Elebrás

126.000

Santa Vitória do Palmar - RS

PIE

Elebrás Projetos Ltda.

Santa Vitória do Palmar 1

 

 

 

 

Parque Eólico Enacel

36.000

Aracati - CE

PIE

Energias Alternativas do Ceará Ltda.

Parque Eólico Farol da Solidão I

50.000

Mostardas - RS

PIE

Energia Regenerativa Brasil Ltda.

Parque Eólico Gravatá

45.000

Touros - RN

PIE

Guascor Empreendimentos Energéticos Ltda.

Parque Eólico Jaguarão

50.150

Jaguarão - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

Parque Eólico Jiribatu

85.000

Santa Vitória do Palmar - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

Parque Eólico Livramento

149.600

Santana do Livramento - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

Parque Eólico Marmeleiro I

50.000

Santa Vitória do Palmar - RS

PIE

Energia Regenerativa Brasil Ltda.

Parque Eólico Ponta do Mel

50.400

Areia Branca - RN

PIE

Compinvest Mercosul - Companhia de

 

 

 

 

Investimentos e Participações do Mercosul S/A

Parque Eólico Sangradouro

50.000

Osório - RS

PIE

Elecnor do Brasil Ltda.

Parque Eólico Serra dos Antunes

98.600

Piratini - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

Parque Eólico Tainhas

99.450

São Francisco de Paula - RS

PIE

Gamesa Serviços Brasil Ltda.

Parque Eólico Tainhas I

15.000

São Francisco de Paula - RS

PIE

Energia Regenerativa Brasil Ltda.

PE 1 - Marcolândia

59.500

Araripina - PE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

PE 2 - Serra da Macambira

59.500

Pesqueira - PE / Poção - PE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

PE 3 - Poção

59.500

Poção - PE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

PE 5 - Serra do Pau D`Arco

59.500

Arcoverde - PE

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

Pecém

31.200

Caucaia - CE

PIE

Eólica Pecém Ltda.

Pecém

46.000

São Gonçalo do Amarante - CE

PIE

Fuhrlander Energia Brasil Ltda.

Pecém

25.200

Caucaia - CE

PIE

Eletrowind S/A

Pedra do Sal

100.300

Parnaíba - PI

PIE

SeaWest do Brasil Ltda.

Pirauá

9.900

Macaparana - PE

PIE

Cooperativa de Energia Comunicação e

 

 

 

 

Desenvolvimento do Vale do Sirigi Ltda.

Pontal das Almas

36.000

Barroquinha - CE

PIE

Cataventos Novas Energias Brasil Ltda.

Praia do Arrombado

23.400

Luís Correia - PI

PIE

Eletrowind S/A

Praia do Morgado

79.200

Acaraú - CE

PIE

Eletrowind S/A

Praia Formosa

104.400

Camocim - CE

PIE

Eólica Formosa Ltda.

Quintanilha Machado I

135.000

Arraial do Cabo - RJ

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Quintanilha Machado II

39.600

Arraial do Cabo - RJ

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Redonda

300.600

Icapuí - CE

PIE

Eólica Redonda Ltda.

RN 1 - Mel

89.250

Areia Branca - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

104

6

ENERGIA EÓLICA

Centrais eólicas outorgadas (construção não iniciada) – situação em setembro de 2003 (cont.)

RN 10 - Três Irmãos

59.500

São Bento do Norte - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 11 - Guamaré Fases I e II

249.900

Guamaré - RN / Macau - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 14 - São Bento do Norte

59.500

São Bento do Norte - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 15 - Rio do Fogo

49.300

Rio do Fogo - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 17 - Serra de Santana

99.450

Lagoa Nova - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 19 - Juremal

59.500

Baraúna - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 20 - Serra do Mossoró

49.300

Mossoró - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 21 Parque Eólico Salinas

180.200

Galinhos - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 3 - Gameleira

49.300

Touros - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 4 - Pititinga

49.300

Extremoz - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

RN 6 - Macacos

161.500

João Câmara - RN

PIE

Energias Renováveis do Brasil Ltda.

Santa Marta

39.600

Laguna - SC

PIE

Empresa Energética Santa Marta Ltda.

Taíba Águia

35.000

São Gonçalo do Amarante - RN

PIE

Ventos Energia e Tecnologia Ltda.

Taíba Albatroz

15.000

São Gonçalo do Amarante - CE

PIE

Ventos Energia e Tecnologia Ltda.

Ubajara

100.000

Ubajara - CE

PIE

Cataventos Novas Energias Brasil Ltda.

Usina Eólica de Laguna

3.000

Laguna - SC

PIE

Parque Eólico de Santa Catarina Ltda.

Vale da Esperança

29.700

Touros – RN

PIE

Eletrowind S/A

Verdes Mares

158.400

Tibau - RN

PIE

SIIF Énergies do Brasil Ltda.

Volta do Rio

42.000

Acaraú - CE

PIE

Eletrowind S/A

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. Banco de Informações de Geração – BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.

6.6.1. PROJETOS EM OPERAÇÃO NO PAÍS

FIGURA 6.7 Primeira turbina eólica de Fernando de Noronha

 

Turbinas Eólicas do Arquipélago de Fernando de Noronha-PE: a primeira turbina foi instalada em junho de 1992, a partir do projeto rea- lizado pelo Grupo de Energia Eólica da Universidade Federal de Pernam- buco – UFPE, com financiamento do Folkecenter (um instituto de pesquisas dinamarquês), em parceria com a Companhia Energética de Pernambuco – CELPE. A turbina possui um gerador assíncrono de 75 kW, rotor de 17 m de diâmetro e torre de 23 m de altura (Figura 6.7). Na época em que foi instalada, a geração de eletricidade dessa turbina correspondia a cerca de 10% da energia gerada na Ilha, proporcionan- do uma economia de aproximadamente 70.000 litros de óleo diesel por ano. A segunda turbina (Figura 6.8) foi instalada em maio de 2000 e en- trou em operação em 2001. O projeto foi realizado pelo CBEE, com a colaboração do RISØ National Laboratory da Dinamarca, e financiado pela ANEEL. Juntas, as duas turbinas geram até 25% da eletricidade consumida na ilha. Esses projetos tornaram Fernando de Noronha o maior sistema híbrido eólico-diesel do Brasil.

Fonte: MEMÓRIA DA ELETRICIDADE. Primeira turbina eólica de Fernando de Noronha: 2000.

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6

ENERGIA EÓLICA

FIGURA 6.8

Segunda turbina eólica de Fernando de Noronha

FIGURA 6.9

Central Eólica do Morro do Camelinho

 

 

 

(Gouveia – MG)

 

 

 

 

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.

Central Eólica Experimental do Morro do Camelinho – MG: instala- do em 1994, no Município de Gouveia – MG, com capacidade nominal de 1 MW, o projeto foi realizado pela Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, com o apoio financeiro do governo alemão (Programa Eldorado). A central é constituída por 4 turbinas de 250 kW, com rotor de 29 m de diâmetro e torre de 30 m de altura (Figura 6.9).

Fonte: CENTRO DE REFERÊNCIA PARA A ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE SALVO BRITO - CRE- SESB. 2000. Disponível em: www.cresesb.cepel.br/cresesb.htm.

Central Eólica de Taíba – CE: localizada no Município de São Gonçalo do Amarante – CE, a Central Eólica de Taíba (Figura 6.10), com 5 MW de potên- cia, foi a primeira a atuar como produtor independente no País. Em operação desde janeiro de 1999, a central é composta por 10 turbinas de 500 kW, ge- radores assíncronos, rotores de 40 m de diâmetro e torre de 45 m de altura.

FIGURA 6.10 Central Eólica de Taíba

(São Gonçalo do Amarante – CE)

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.

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6

ENERGIA EÓLICA

Central Eólica de Prainha – CE: localizada no Município de Aquiraz – CE, a Central Eólica de Prainha (Figura 6.11) é o maior parque eólico do País, com capacidade de 10 MW (20 turbinas de 500 kW). O projeto foi reali- zado pela Wobben Windpower (do Brasil) e inaugurado em abril de 1999. As turbinas utilizam geradores síncronos, funcionam com velocidade variá- vel e com controle de potência por pitch (ângulo de passo das pás).

FIGURA 6.11 Central Eólica da Prainha (Aquiraz – CE)

Central Eólica de Palmas – PR: inaugurada em 2000, trata-se da primei- ra central eólica do Sul do Brasil, localizada no Município de Palmas – PR, com potência instalada de 2,5 MW (Figura 6.13). Realizado pela Compa- nhia Paranaense de Energia – COPEL e pela Wobben Windpower (do Brasil), o projeto foi inaugurado em novembro de 1999, com 5 turbinas de 500 kW, idênticas àquelas de Taíba e Prainha.

FIGURA 6.13 Central Eólica de Palmas (Palmas – PR)

Fonte: WOBBEN. 2003. Disponível em: www.wobben.com.br/Espanhol/usinas.htm

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.

Central Eólica Mucuripe – CE: situada em Fortaleza - CE (Figura 6.12), esta central tinha potência instalada de 1.200 kW. Desativada em 2000, foi posteriormente repotenciada e passou a contar com 4 turbinas eólicas E-40 de 600 kW (2.400 kW).

FIGURA 6.12 Central Eólica Mucuripe (Fortaleza – CE)

Fonte: WOBBEN. 2003. Disponível em: www.wobben.com.br/Espanhol/usinas.htm

107

6

ENERGIA EÓLICA

Central Eólica de Olinda – PE: O CBEE instalou em 1999 uma turbi- na eólica WindWord (Figura 6.14) na área de testes de turbinas eólicas em Olinda. Esta turbina conta com sensores e instrumentação para me- didas experimentais.

Central Eólica de Bom Jardim – SC: em 2002 uma turbina Enercon de 600 kW foi instalada no Município de Bom Jardim da Serra - SC (Figura 6.15) pela CELESC e Wobben Windpower, sendo a mais recente central implantada no País.

FIGURA 6.14

Central Eólica de Olinda – PE

 

FIGURA 6.15

Central Eólica de Bom Jardim

 

 

 

 

(Bom Jardim da Serra – SC)

 

 

 

 

 

Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.

Fonte: WOBBEN. 2003. Disponível em: www.wobben.com.br/Espanhol/usinas.htm

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6.7. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS

A geração de energia elétrica por meio de turbinas eólicas constitui uma alternativa para diversos níveis de demanda. As pequenas centrais podem suprir pequenas localidades distantes da rede, contribuindo para o processo de universalização do atendimento. Quanto às centrais de grande porte, estas têm potencial para atender uma significativa parcela do Sistema Interligado Nacional (SIN) com importantes ganhos: contribuindo para a redução da emissão, pelas usinas térmicas, de po- luentes atmosféricos; diminuindo a necessidade da construção de grandes reservatórios; e reduzindo o risco gerado pela sazonalidade hi- drológica, à luz da complementaridade citada anteriormente.

Entre os principais impactos socioambientais negativos das usinas eó- licas destacam-se os sonoros e os visuais. Os impactos sonoros são de- vidos ao ruído dos rotores e variam de acordo com as especificações dos equipamentos (ARAÚJO, 1996). Segundo o autor, as turbinas de múltiplas pás são menos eficientes e mais barulhentas que os aeroge- radores de hélices de alta velocidade. A fim de evitar transtornos à po-

6

ENERGIA EÓLICA

pulação vizinha, o nível de ruído das turbinas deve antender às nor- mas e padrões estabelecidos pela legislação vigente.

Os impactos visuais são decorrentes do agrupamento de torres e aero- geradores, principalmente no caso de centrais eólicas com um número considerável de turbinas, também conhecidas como fazendas eólicas. Os impactos variam muito de acordo com o local das instalações, o ar- ranjo das torres e as especificações das turbinas. Apesar de efeitos ne- gativos, como alterações na paisagem natural, esses impactos tendem a atrair turistas, gerando renda, emprego, arrecadações e promovendo o desenvolvimento regional.

Outro impacto negativo das centrais eólicas é a possibilidade de interfe- rências eletromagnéticas, que podem causar perturbações nos sistemas de comunicação e transmissão de dados (rádio, televisão etc.) (TAYLOR, 1996). De acordo com este autor, essas interferências variam muito, se- gundo o local de instalação da usina e suas especificações técnicas, par- ticularmente o material utilizado na fabricação das pás. Também a possível interferência nas rotas de aves deve ser devidamente considera- da nos estudos e relatórios de impactos ambientais (EIA/RIMA).

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